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Havia mesmo um anjo no Tanque de Betesda? O texto de João 5.4 pertence ao original?

Havia mesmo um anjo no Tanque de Betesda? O texto de João 5.4 pertence ao original?

A passagem do Tanque de Betesda, narrada apenas no Evangelho de João (5.4), tem sido alvo de dúvidas, em relação a sua originalidade por alguns críticos textuais do Novo Testamento. Os questionamentos pairam, sobre dois pontos em relação ao texto:

1- A originalidade do texto de João 5.4 (apenas o verso 4, que não consta em alguns manuscritos gregos antigos)

2- E a crença propriamente dita em anjos da cura.

Nosso objetivo neste comentário, é analisar apenas o contexto da originalidade do texto de João 5.4, através da análise das informações manuscritológicas. Mas também comentaremos de forma breve o ponto dois. Será que esse texto pertence mesmo ao original? Os principais manuscritos gregos existentes, apoiam o verso (4) como pertencente ao original?

Para darmos início, primeiramente abra a sua Bíblia em qualquer uma das versões disponíveis em mãos, no texto de (Jo 5.4):

  • ARA (Almeida Revista e Atualizada)
  • NVI (Nova Versão Internacional)
  • NAA (Nova Almeida Atualizada)
  • NTLH (Nova Tradução da Linguagem de Hoje)

O leitor, pode perceber que nestas versões da Bíblia, a presença de colchetes se torna evidente nos referidos textos. O que mostra que essas versões se baseiam no texto crítico ou eclético (texto que tem como base poucos manuscritos antigos do Egito).

Mas, quais seriam os Manuscritos Gregos Impressos do Novo Testamento que não apoiam a originalidade do texto? Os 2 seguintes textos gregos principais impressos:

1- O NOVO TESTAMENTO GREGO (quinta edição revisada) SBU/SBU.
2- NOVUM TESTAMENTUM GRAECE (28° edição) NESTLE/ALAND

Esses são os 2 textos gregos principais utilizados pelos pesquisadores da atualidade no mundo da Crítica Textual. Todos defendem o texto crítico e foram através deles, que algumas versões da Bíblia se basearam no processo de tradução (em especial, João Ferreira de Almeida Atualizada)

Esses textos gregos, em seu aparato crítico (exemplo da SBU) sobre o verso 4 destaca que os seguintes manuscritos unciais, cursivos e papirus omitem o verso:

O PAPIRO 66
O PAPIRO 75
ÁLEF – CODEX SINAITICUS
B – CODEX VATICANUS
C – CODEX EPHRAEMI RESCRIPTUS
D – BEZAE
W – WASHINGTON
MANUSCRITO UNCIAL 0141
MANUSCRITOS CURSIVOS 33, 157

Mas, apesar de existir uma pequena quantidade de manuscritos que omitem este verso. É um fato que uma maior quantidade de manuscritos gregos apoiam a originalidade deste verso. Os principais testamentos gregos impressos que apoiam a leitura do texto são:

1- THE GREEK NEW TESTAMENT ACCORDING TO THE MAJORITY TEXT – HF dos eruditos (Hodges/ Farstad)
2- O NOVO TESTAMENTO GREGO SEGUNDO A FAMÍLIA 35 – Wilbur Pickering
3- O NOVO TESTAMENTO GREGO BIZANTINO – Robinson – Pierpont

Esses 3 textos gregos impressos apoiam a leitura e consequentemente a sua originalidade. Baseados em manuscritos bizantinos (mais recentes), ou seja, o texto majoritário (representado pela maioria). No aparato crítico do Dr Wilbur Pickering por exemplo, ele traz informações valiosas em termos de porcentagem de manuscritos que apoiam e discordam do texto de (Jo 5.4). O erudito Wilbur, aponta que:

CERCA DE 99.2% DOS MANUSCRITOS INCLUEM O VERSO 4 COMO PERTENCENTE AO ORIGINAL. E APENAS 0,8% NÃO TRAZ ESSA LEITURA.

Veja outros textos gregos impressos que também apoiam a originalidade do verso:

A família 35 – Wilbur Pickering (já mencionado)
A- Codex Alexandrino.
Poliglota Complutense.
Robinson e Pierpont (já mencionado anteriormente)
HF- (Hodges / Farstad)
NT- Igrejas Ortodoxas
Textus Receptus

Portanto, é uma fato evidente que uma grande parte dos eruditos e o apoio dos manuscritos gregos, autenticam a originalidade do texto.

A questão se era ou não crença judaica o fato de um anjo agitar as águas e curar os enfermos. Ao nosso ver, nos parece que provavelmente se tratava de uma crença dos judeus. Assim como havia a crença do anjo da guarda (consulte a declaração de fé das Assembleia de Deus, p. 88)

A obra ‘’Teologia Sistemática Pentecostal’’ editada e publicada pela CPAD, também deixa transparecer a tese de uma crença judaica, através do ponto de interrogação:
5) anjo da cura (Jo 5.1-4)? na p. 457, comentada por Wagner Gaby.

Conclusão: Mais de 90% dos manuscritos gregos do novo testamento comprovam e aprovam a originalidade do texto de João 5.4. Apesar de alguns críticos textuais optarem pela minoria dos manuscritos que omitem, não nos parece científico desprezar o que a maioria dos manuscritos dizem.


Fonte : Manuscritologia do Novo Testamento

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A fé é um dom ?

Ephesians 2:8 τη γαρ χαριτι εστε σεσωσμενοι δια της πιστεως και τουτο ουκ εξ υμων θεου το δωρον

Efésios 2:8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.

Em primeiro lugar devemos salientar que o próprio texto em si mostra que Efésios 2.8-9 não está se referindo à fé como um dom de Deus.


1. A palavra grega touto (“isto”), sujeito de “é PRESENTE (dóron) de Deus”, é neutra na forma e não pode se referir à fé, que é pronome feminino. O antecedente de “isto é PRESENTE (dóron) de Deus” é a salvação pela graça por meio da fé (v. 9).
2. “A ‘graça’ é a parte de Deus, a ‘fé’ é a nossa. E “isto” (kai touto), é um pronome demonstrativo neutro, não o feminino taute (haute). Portanto, não se refere a pistis (‘fé’) ou a charis (‘graça’), mas ao ato de ser salvo pela graça condicionado à fé de nossa parte”.
3. “Se Paulo quisesse referir-se a pistis (‘fé’), poderia ter escrito no feminino “haute”, em vez do neutro “touto”, e seu significado teria sido claro”. Mas o apóstolo não o faz. Ao contrário, quando us a “isto” (touto), refere-se ao processo todo da “salvação pela graça por meio da fé”.
Em um texto mais completo, ele escreveu assim:
O próprio João Calvino declara que esse texto “não quer dizer que a fé é o dom de Deus, mas que a salvação é-nos dada por Deus, ou, que nós a obtemos pelo dom de Deus”. Além disso, não importando quão plausível essa interpretação possa ser, está muito claro no texto grego que Efésios 2.8,9 não está se referindo à fé como um dom de Deus. A palavra grega touto (“isto”), sujeito de “é dom de Deus”, é neutra na forma e não pode se referir à fé, que é feminino. O antecedente de “isto é dom de Deus” é a salvação pela graça por meio da fé (v. 9). Comentando essa passagem, o grande estudioso do Novo Testamento A. T. Robertson observa: “A ‘graça’ é a parte de Deus, a ‘fé’ é a nossa. E “isto” (kai touto), é neutro, não o feminino taute. Portanto, não se refere a pistis (‘fé’) ou a charis (‘graça’), mas ao ato de ser salvo pela graça condicionado à fé de nossa parte”.
“o ato de ser salvo pela graça condicionado à fé de nossa parte”
Tudo isso, entre aspas, é dom de Deus.

Ou seja, Isto se refere a o “sois salvos” ou seja, a salvação é dom de Deus, note que diz: “não vem de obras, para que ninguém se glorie” o que não vem de obras? A salvação.

Gosto da colocação de Forliness quando diz que :

“Creio que a fé salvífica é um dom de Deus no sentido que o Espírito Santo dá a capacitação divina sem a qual a fé seria impossível (Jo 6.44). A diferença entre o conceito calvinista de fé e o meu conceito não é que a deles é monergista e a minha sinergista. Em ambos os casos ela é sinergista. A participação ativa na fé pelo crente significa que ela é sinergista. A responsabilidade humana não pode ser descartada da fé. A justificação e a regeneração são monergistas. Cada uma é um ato de Deus, não do homem. A fé é um ato humano através da capacitação divina e, por isso, não pode ser monergista.”

F. Leroy Forlines, The Quest For Truth

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ArminianismoArminianismo Wesleyano e o Clássico

O arminianismo wesleyano e clássico têm muito em comum, no entanto, existem algumas diferenças. Aqui está uma lista que compara algumas das diferenças de crença. Estas são geralmente, crenças particulares que frequentemente variam de pessoa para pessoa. E algumas dessas categorias se sobrepõem um pouco. Por exemplo: uma visão de santificação influencia a visão de justificação.

Santificação/Santidade: Wesleyanos colocam uma ênfase à inteira santificação (embora talvez menos ainda do que antes). Arminianos clássicos não possuem a inteira santificação. Wesleyanos ensinam que os cristãos podem ser completamente santificados nesta vida, e que podem viver uma vida santa. Santificação não é apenas para dentro, é também para fora, e motiva uma vida de serviço. John Wesley chamou isso de “Santidade de coração e vida”. Alguns wesleyanos vêem isso como um processo. Alguns vêem isso como um segundo trabalho instantâneo da graça. Alguns uma combinação dos dois. J Kenneth Grider tem um livro que fala sobre isso. Entire Sanctification: The Distinctive Doctrine of Wesleyanism.

Expiação: Wesleyanos muitas vezes sustentam a visão governamental moral da expiação. Jesus sofreu e morreu como um ato governamental para mostrar que Deus estava descontente com o pecado do homem. Quem aceita o sofrimento de Jesus será salvo. Arminianos clássicos geralmente sustentam a expiação substitutiva. Jesus morreu, estando em nosso lugar, como um substituto para a humanidade. Aqueles que acreditam nessa decisão serão salvos. Refira-se que John Wesley se realizou a expiação substitutiva. Entretanto, a maioria dos seus seguidores manteve a visão governamental, especialmente desde o final de 1800. Este foi o ponto de vista inicialmente articulado pelo remonstrance Hugo Grócio e, posteriormente, defendida pelo evangelista Charles Finney e pelo teólogo metodista John Miley.

Perder a salvação: Wesleyanos acreditam que a salvação pode ser perdida por uma vida deliberadamente pecaminosa. Ela pode ser recuperada pelo arrependimento. Arminianos clássicos têm opiniões diferentes sobre o assunto. Alguns concordam com os wesleyanos que a salvação pode ser perdida e recuperada. Alguns acreditam que se a salvação sendo perdida não pode ser recuperada novamente. Alguns acreditam que a salvação não pode ser perdida. Armínio mesmo nunca tomou uma posição sobre esta questão.

Justificação: Wesleyanos acreditam na justiça imputada e na justiça comunicada. Arminianos clássicos geralmente têm apenas a justiça imputada. A justiça imputada é uma justiça forense diante de Deus. Ela ensina que ainda somos pecadores no coração depois de nos tornar cristãos, mas que Deus o Pai, ignora os nossos pecados por causa de nossa fé em Jesus. Quando ele olha para nós, ele vê a justiça de Jesus, em vez do nosso pecado. A justiça comunicada ensina que somos aceitáveis para o Pai, porque o sangue de Jesus realmente fez-nos pura e mudou-nos por dentro. Somos santos aos olhos de Deus, porque Jesus realmente nos fez assim.

Foco no Espírito: Wesleyanos colocam uma prioridade na habitação do Espírito Santo e dons do Espírito Santo (cura, profecia, etc.). Wesleyanos carismáticos também sustentam que o dom de línguas é uma das evidências da plenitude do Espírito. Arminianos clássicos acreditam na plenitude do Espírito, mas geralmente têm menor incidência em dons do Espírito.

Presciência: Wesleyanos sustentem a presciência clássica. Arminianos clássicos acreditam que Deus conhece o futuro exaustivamente (Deus decreta o futuro pautado na presciência).

Fonte: Wesleyan Arminian (Adaptado)

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Arminio nega o Supralapsarianismo

Armínio negava o supralapsarianismo (…) e insistia que o infralapsarianismo também incorria em erro. No supralapsarianismo Deus decretou na eternidade a eleição e não a eleição de algumas pessoas e permitiu a queda para que ela fosse o meio através do qual esse decreto divino absoluto fosse executado.

No infralapsarianismo Deus permitiu a queda, e depois desse evento, decretou a eleição e não a eleição de pessoas. Para Arminio, esses sistemas lapsários são problemáticos. No tocante ao primeiro, Deus se torna o autor do pecado, inexoravelmente. Armínio condenou essa heresia com tais palavras:
‘’De todas as blasfêmias que podem proferir-se contra Deus, a mais ofensiva é aquela que O declara autor do pecado; o peso dessa imputação é aumentado seriamente se lhe agrega que, segundo essa perspectiva, Deus é o autor do pecado cometido pela criatura, para poder condená-la e lançá-la à perdição eterna que lhe havia destinado, para ela de antemão sem ter relação com o pecado. Porque, deste modo, ‘Ele seria a causa da iniqüidade do homem para poder infligir o sofrimento eterno’… Nada imputará tal blasfêmia a Deus, a quem todos concebem como bom…
Não pode atribuir-se a nenhum dos doutores da Igreja Reformada, que ‘eles abertamente declarem Deus como autor do pecado’… No entanto, ´ é provável que alguém possa, por ignorância, ensinar algo do qual fora possível, como claro resultado, deduzir que, essa doutrina, Deus permaneça declarado autor do pecado’. Se tal for o caso, então… (os doutores) devem ser admoestados a abandonar e desprezar a doutrina da qual se tem tirado tal inferência. ’’
Em relação às duas posições, supra e infralapsariana, Armínio concebia como doutrinas sem cristocentricidade. (…) Para ele, Cristo deve ser a fonte e causa da salvação e não os decretos divinos. No supralapsarianismo, posição original do calvinismo, a eleição de alguns para a vida vem em primeiro plano. Posteriormente, Deus pensou em prover um Redentor para salvar os eleitos.

Dessa forma, o sacrifício de Jesus tornar-se secundário visto que sua morte objetiva atender a uma eleição previa e imutável e nada mais. O infralapsarianismo, em seus decretos, de igual modo trata o sacrifício de Jesus em segundo plano. Nestas teorias Cristo não passa de mero instrumento que concretizará o decerto abstrato da eleição. Ou seja, os homens foram predestinados à salvação antes de Cristo ser predestinado a salvá-los e nega a Jesus o mérito pondo-o como uma causa subordina da salvação pré-ordenada. Essa doutrina desonrava ao Senhor Jesus, dizia Armínio. Seu esforço consistia na apresentação de uma predestinação cristológica:
“O PRIMEIRO DECRETO DE DEUS FOI NOMEAR A JESUS CRISTO COMO MEDIADO; SALVADOR E REI DOS HOMENS’’
Karl Barth(1886-1968), pastor e teólogo reformado, criticava o calvinismo neste ponto onde Cristo era excluído da teoria da eleição. Em um dos seus escritos, Barth ressalta seu pensamento cristocêntrico nos seguintes termos: ‘’Eleitos estamos nós quando dizemos sim a nossa eleição em Jesus Cristo.

Uma introdução ao Arminianismo Clássico
Zwinglio Alves Rodrigues

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A Expressão de Jesus em MT 24.36 ” nem o filho ” faz parte do texto Original?

A expressão ‘’nem o filho’’ em Mateus 24.36 pertence ao original?

Essa é uma grande variante textual encontrada no texto do Novo Testamento. É um fato que teremos um pouco de dificuldade na tomada de decisões em nossas conclusões textuais. É evidente que exploraremos a porcentagem dos manuscritos gregos do NT que apresentam e os que não apresentam a leitura variante. Mas para começar, abra a sua Bíblia agora mesmo apenas nas seguintes versões: (ACF, Almeida Corrigida Fiel) e (KJF, King James Fiel).

1 – ‘’mas daquele dia e hora nenhum homem sabe, não, nem os anjos do céu, mas unicamente meu pai’’ (Mt 24.36, KJF)

2 – ‘’mas daquele dia e hora nenhum homem sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu pai’’ (Mt 24.36, ACF)

Na leitura do texto, vemos claramente, que a expressão ‘’NEM O FILHO’’ não aparece nessas versões da Bíblia. É digno de nota que essas versões são provenientes do famoso TEXTUS RECEPTUS, principal texto utilizado pelos reformadores durante o período da reforma protestante para algumas traduções do NT.

Mas, a maioria das versões da Bíblia em portugues apresentam e asseguram a originalidade da expressão ‘’nem o filho’’. E isso pode ser verificado nas seguintes versões: (ARC, NAA, ARA, NAA e NTLH). É um fato verificado que a maioria das Bíblias disponíveis no mercado no Brasil, contém essa expressão conhecida por todos. Vejamos alguns testamentos gregos impressos que não contém essa expressão, bem como os manuscritos citados pelas mesmas.

1- O Novo Testamento Grego Segundo a Família 35

A expressão [Nem o Filho] no texto grego é οὐδὲ ὁ υἱός (oude ró huios). E ele não se encontra neste texto grego editado pelo erudito Wilbur Pickering [1]. O doutor Pickering em seu aparato crítico destaca que absolutamente a expressão ‘’nem o filho ” ocorre em cerca de 5.8% dos manuscritos. E a expressão ‘’ouranos’’ palavra grega traduzida para ‘’céus’’ (no contexto da expressão “nem os anjos do céu” ) ocorre em cerca de 94,2% dos ms. Ou seja, não se tem a expressão ‘’nem o filho’’. Esse texto ainda em seu aparato crítico faz menções a outros textos gregos impressos, que não trazem a expressão, assim temos:

– O Textus Receptus (Texto recebido)

– O THE NEW TESTAMENT IN THE ORIGINAL GREEK BYZANTINE TEXT FORM (O Novo Testamento Grego na forma de texto grego Bizantino original) editado pelos eruditos Robinson e Pierpont. Eles também não trazem a expressão. [2]

– THE GREEK NEW TESTAMENT ACCORDING TO THE MAJORITY TEXT. Texto dos eruditos Hodges e Farstad. [3]

– A Poliglota Complutense.

Além dos textos gregos impresso mencionados, alguns manuscritos antigos também não apresentam a expressão:

-Manuscrito L (Codex Regius) 019 do século 8 d.C
-Manuscrito W (Codex Washingtonianus) 032 do IV/V d.C
-Manuscrito Delta – (Codex Sangallensis) 037 do IX d.C
-Família 1
-Manuscritos minúsculos AG: 33, 157, 180, 205, 565, 579, 700, 892, 1006, 1010, 1071. 1241, 1292, 1342, 1424.
-Manuscritos Bizantinos (E, F G, H)
-Alguns lecionários, a vulgata e outras versões.
-Pais da Igreja: Dídimo, Febádio e Jerônimo. [1]

Essa é a grande quantidade de manuscritos e textos gregos impressos que não apresentam a expressão ‘’nem o filho”. Agora vamos à quantidade de manuscritos e textos gregos impressos que apresentam a variante em seu texto, bem como os manuscritos que possuem a leitura.

Novos Testamentos Gregos Impressos que apresentam a variante confirmada:

1- O Novo Testamento Grego (quinta edição revisada) SBU/SBB. p, 77.

2- Novum Testamentum Graece (28° edição) Nestle/Aland.

Basicamente esses dois textos gregos impressos trazem a leitura. Mas é importante observar que nem eles mesmos têm absoluta certeza da sua originalidade, pois o grau de certeza em seu aparato é [B]. A letra B indica que é quase certo que esse é o texto (p. 17, SBU).

Já os manuscritos gregos que apoiam a variante, pelos quais cita o aparato crítico pela 5° edição da SBU:

– Códice Sinaiticus (álefe) AG 01 século IV.
– Códice Vaticanus (B) AG 03 século IV.
– Códice Bezae (D) AG 05 seculo V.
– O manuscrito GA 038 século 9.
– Família 13
– Os pais da igreja que apoiam: Irineu, Orígenes, Crisóstomo Cirilo, Hilário Ambrósio etc.

CONCLUSÃO

Em nossas conclusões, apesar de apenas duas versões da Bíblia (ACF e KJF) não apoiarem a expressão ‘’nem o filho’’ em Mateus 24.36, por serem apoiadas por uma gigante gama (94.2%, segundo Pickering) de novos testamentos gregos impressos com seus respectivos manuscritos e testemunhos de pais gregos. E de que apenas 5,8% dos manuscritos gregos trazem essa leitura, sendo refletidos pelas versões (ARA, NVI, NTLH etc) e apoiados pelos textos gregos impressos (5 edição SBU/ Nestle Aland).

Terminamos dizendo que existe uma forte probabilidade, com base nos dados manuscritoslógicos de que essa expressão, não faz parte do cânon original. Faz sentido Jesus não fazer uso dessa expressão. Pois, os críticos a usam para criticar e rejeitar sua onisciência (de que ele não saberia o dia de sua volta). Mas em outros contextos, também faz sentido ele usar essa expressão (em sua condição humana, pois ele tinha duas naturezas: uma divina e uma humana). Mas, apoiamos o texto majoritário e acreditamos na maioria dos manuscritos em detrimento da minoria.

________________
[1] Novo Testamento Grego. p. 70.
[2] O THE NEW TESTAMENT IN THE ORIGINAL GREEK BYZANTINE TEXT FORM. 2005. Robinson e Pierpont. p. 87.
[3] THE GREEK NEW TESTAMENT ACCORDING TO THE MAJORITY TEXT – Hodges e Farstad. p. 83.
[4] Novum Testamentum Graece (28° edição) Nestle/Aland.

Munuscritologia do Novo Testamento.

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A Bíblia como a Palavra de Deus.


Em resumo, notam-se na Bíblia duas coisas: o Livro e a Mensagem. No capítulo anterior, estudamos a Bíblia como livro; agora a estudaremos como a palavra oumensagem de Deus. O estudo da Bíblia tem por finalidade precípua o conhecimento de Deus. Isso é visto desde o primeiro versí­culo dela, do qual se nota que tudo tem o seu centro em Deus. Portanto, a causa motivante de ensinar a Bíblia aos outros deve ser a de levá-los a conhecer a Deus. Se chegar­mos a conhecer o Livro e falharmos em conhecer a Deus, erramos no nosso propósito, e também o propósito de Deus por meio do seu Livro seria baldado.
Que as Escrituras são de origem divina é assunto resol­vido. Deus, na sua palavra, é testemunha concernente-mente a si mesmo. Quem tem o Espírito de Deus deposita toda a confiança nela como a Palavra de Deus, sem exigir provas nem argumentos. Portanto, sob o ponto de vista le­gal, a Bíblia não pode estar sujeita a provas e argumentos. Apresentamos algumas provas da Bíblia como a Palavra de Deus, não para crermos que ela é divina, mas porque cremos que ela é divina. É satisfação para nós, crentes na Bíblia, podermos apresentar evidências externas daquilo que cremos internamente, no coração.
O presente século é caracterizado por ceticismo, racio-nalismo, materialismo e outros “ismos” sem conta. A Bíblia, em meio a tais sistemas, sempre sofre grandes ameaças. Até há pouco tempo, a luta do Diabo visava des­truir o próprio Livro, mas vendo que não conseguia isso, mudou de tática e agora procura perverter a mensagem do Livro. Seitas e doutrinas falsas proliferam por toda parte coadjuvadas pelo fanatismo e ignorância prevalecentes em muitos lugares. Nossa crença na Bíblia deve ser convicta, sólida e fundamental; não deve ser jamais um eco ou refle­xo dos outros. Se alguém lhe perguntar, leitor: “Por que você crê que a Bíblia é a Palavra de Deus?” – saberá você responder adequadamente? Muitos crentes têm sua crença na Bíblia desde a infância, através dos pais, etc, mas nun­ca fizeram um estudo profundo e acurado para verificarem a realidade da origem divina da Bíblia. Apresentamos ago­ra algumas provas da origem divina da Bíblia, as quais evi­denciam esse Livro como a Palavra de Deus.

I. A INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA (1ª prova)
O que diferencia a Bíblia de todos os demais livros do mundo é a sua inspiração divina (Jó 32.8; 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21). É devido à inspiração divina que ela é chamada a Palavra de Deus. (Ver 2 Timóteo 3.16 no original.) – Que vem a ser “inspiração divina”? – Para melhor compreen­são, vejamos primeiro o que é inspiração. No sentido fisio­lógico, é a inspiração do ar para dentro dos pulmões. É pela inspiração do ar que temos fôlego para falar. Daí o di­tado “Falar é fôlego”. Quando estamos falando, o ar é ex­pelido dos pulmões: é o que chamamos de expiração.Pois bem, Deus, para falar a sua Palavra através dos escritores da Bíblia, inspirou neles o seu Espírito! Portanto, inspira­ção divina é a influência sobrenatural do Espírito Santo como um sopro, sobre os escritores da Bíblia, capacitando-os a receber e transmitir a mensagem divina sem mistura de erro.
A própria Bíblia reivindica a si a inspiração de Deus, pois a expressão “Assim diz o Senhor”, como carimbo de autenticidade divina, ocorre mais de 2.600 vezes nos seus 66 livros; isso além de outras expressões equivalentes. Foi o Espírito de Deus quem falou através dos escritores. (Ver 2 Crônicas 20.14; 24.20; Ezequiel 11.5). Deus mesmo dá tes­temunho da sua Palavra. (Ver Salmo 78.1; Isaías 51.15,16; Zacarias 7.9,12). Os escritores, por sua vez, evidenciam ter inspiração divina. (Ver 2 Reis 17.13; Neemias 9.30; Mateus 2.15; Atos 1.16; 3.21; 1 Coríntios 2.13; 14.37; Hebreus 1.1; 2 Pedro 3.2.)
Teorias falsas da inspiração da Bíblia
Quanto à inspiração da Bíblia, há várias teorias falsas, que o estudante não deve ignorar. Umas são muito antigas, outras bem recentes, e ainda outras estão surgindo por aí afora. Nalgumas delas, para maior confusão, a verdade vem junto com o erro, e muitos se deixam enganar. Veja­mos as principais teorias falsas da inspiração da Bíblia.
a. A teoria da inspiração natural, humana, ensina que a Bíblia foi escrita por homens dotados de gênio e força inte­lectual especiais, como Milton, Sócrates, Shekespeare, Camões, Rui, e inúmeros outros. Isto nega o sobrenatural. É um erro fatal de conseqüências imprevisíveis para a fé. Os escritores da Bíblia reivindicam que era Deus quem fa­lava através deles (2 Sm 23.2 com At 1.16; Jr 1.9 com Ed 1.1; Ez 3.16,17; At 28.25, etc.)
b. A teoria da inspiração divina comum ensina que a inspiração dos escritores da Bíblia é a mesma que hoje nos vem quando oramos, pregamos, cantamos, ensinamos, an­damos em comunhão com Deus, etc. Isto é errado, porque a inspiração comum que o Espírito nos concede: a) Admite gradação, isto é, o Espírito Santo pode conceder maior co­nhecimento e percepção espiritual ao crente, à medida que este ore, se consagre e procure a santificação, ao passo que a inspiração dos escritores na Bíblia não admite graus. O escritor era ou não era inspirado, b) A inspiração comum pode ser permanente (1 Jo 2.27), ao passo que a dos escri­tores da Bíblia era temporária. Centenas de vezes encon­tramos esta expressão dos profetas: “E veio a mim a pala­vra do Senhor”, indicando o momento em que Deus os to­mava para transmitir a sua mensagem.
c. A teoria da inspiração parcial ensina que algumas partes da Bíblia são inspiradas, outras não; que a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas apenas contém a Palavra de Deus. – Se esta teoria fosse verdadeira, estaríamos em grande confusão, por que quem poderia dizer quais as par­tes inspiradas e quais as não-inspiradas? A própria Bíblia refuta isso em 2 Timóteo 3.16 (ARA). Também em Marcos 7.13, o Senhor aplicou o termo “A Palavra de Deus” a todo o Antigo Testamento. (Quanto ao Novo Testamento, ver João 16.12 e Apocalipse 22.18,19.)
d. A teoria do ditado verbal ensina a inspiração da Bíblia só quanto às palavras, não deixando lugar para a atividade e estilo do escritor, o que é patente em cada li­vro. Lucas, por exemplo, fez cuidadosa investigação de fa­tos conhecidos (Lc 1.4). Esta falsa teoria faz dos escritores verdadeiras máquinas, que escreveram sem qualquer no­ção de mente e raciocínio. Deus não falou pelos escritores como quem fala através de um alto-falante. Deus usou as faculdades mentais deles.
e. A teoria da inspiração das idéias ensina que Deus inspirou as idéias da Bíblia, mas não as suas palavras. Es­tas ficaram a cargo dos escritores. – Ora, o que é a palavra na definição mais sumária, senão “a expressão do pensa­mento”? Tente o leitor agora mesmo formar uma idéia sem palavras… Impossível! Uma idéia ou pensamento inspira­do só pode ser expresso por palavras inspiradas. Ninguém há que possa separar a palavra da idéia. A inspiração da Bíblia não foi somente “pensada”; foi também “falada”. (Ver a palavra “falar” em 1 Coríntios 2.13; Hebreus 1.1; 2 Pedro 1.21.) Isto é, as palavras foram também inspiradas (Ap 22.19). Dum modo muito maravilhoso, vemos a inspi­ração das palavras da Bíblia, não só no emprego da pala­vra exata, mas também na ordem em que elas são empre­gadas; no original, é claro. Apenas três exemplos: Jó 37.9 e 38.19 (a palavra precisa); 1 Coríntios 6.11 (ordem das pala­vras no seu emprego).
A teoria correta da inspiração da Bíblia é a chamada Teoria da Inspiração Plenária ou Verbal. Ela ensina que todas as partes da Bíblia são igualmente inspiradas; que os escritores não funcionaram quais máquinas inconscientes; que houve cooperação vital e contínua entre eles e o Espíri­to de Deus que os capacitava. Afirma que homens santos escreveram a Bíblia com palavras de seu vocabulário, po­rém sob uma influência tão poderosa do Espírito Santo, que o que eles escreveram foi a Palavra de Deus. Explicar como Deus agiu no homem, isso é difícil! Se, no ser huma­no, o entrosamento do espírito com o corpo é um mistério inexplicável para os mais sábios, imagine-se o entrosamen­to do Espírito de Deus com o espírito do homem! Ao acei­tarmos Jesus como Salvador, aceitamos também a Palavra escrita como a revelação de Deus. Se o aceitamos, aceita­mos também a sua Palavra. A inspiração plenária cessou ao ser escrito o último livro do Novo Testamento. Depois disso, nem os mesmos escritores, nem qualquer servo de Deus pode ser chamado inspirado no mesmo sentido.
Diferença entre “revelação” e “inspiração” (no tocante à Bíblia)
Revelação é a ação de Deus pela qual Ele dá a conhecer ao escritor coisas desconhecidas, o que o homem, por si só, não podia saber. Exemplos: Daniel 12.8; 1 Pedro 1.10,11. (Quanto à inspiração, já foi dada a sua definição no início deste capítulo.) A inspiração nem sempre implica em reve­lação. Toda a Bíblia foi inspirada por Deus, mas nem toda ela foi dada por revelação. Lucas, por exemplo, foi inspira­do a examinar trabalhos já conhecidos e escrever o Evan­gelho que traz o seu nome. (Ver Lucas 1.1-4). O mesmo se deu com Moisés, que foi inspirado a registrar o que presen­ciara, como relata o Pentateuco.
Exemplos de partes da Bíblia que foram dadas por re­velações:
a. Os primeiros capítulos de Gênesis. Como escreveria Moisés sobre um assunto anterior a si mesmo? Se não foi revelação, deve ter lançado mão de escritores existentes. Há uma antiga tradição hebraica que declara isto.
b. José interpretando os sonhos de Faraó (Gn 40.8; 41.15,16,38,39).
c. Daniel declarando ao rei Nabucodonosor o sonho que este havia esquecido, e em seguida interpretando-o (Dn 2.2-7,19,28-30).
d. Os escritos do apóstolo Paulo. Ora, Paulo não andou com o Senhor Jesus. Ele creu por volta do ano 35 d.C, po­rém, em suas epístolas, conduz-nos a profundezas de ensino doutrinário sobre a Igreja, inclusive no que tange à es-catologia. Assuntos de primeira grandeza sobre a regenera­ção, justificação, paracletologia, ressurreição, glorificação, etc, são abordados por ele. – Como teve Paulo conheci­mento de tudo isso? Ele mesmo no-lo diz em Gálatas 1.11,12 e Efésios 3.3-7: por revelação! Nos seus escritos, há passagens onde essa revelação é bem patente, como em 1 Coríntios 11.23-26, onde ele diz: “Porque eu recebi do Se­nhor o que também vos ensinei…” Por sua vez, o capítulo 15 de 1 Coríntios, também por ele escrito, é a passagem mais profunda e completa da Bíblia sobre a ressurreição. Diferença entre declarações da Bíblia e registro de de­clarações
A Bíblia não mente, mas registra mentiras que outros proferiram. Nesses casos, não é a mentira do registro que foi inspirada, e sim o registro da mentira. A Bíblia registra que o insensato diz no seu coração “Não há Deus” (SI 14.1). Esta declaração “Não há Deus” não foi inspirada, mas inspirado foi o seu registro pelo escritor. Outro exem­plo marcante é o do caso da morte do rei Saul. Este morreu lançando-se sobre sua própria espada (1 Sm 31.4); no en­tanto, o amalequita que trouxe a notícia de sua morte, mentiu, dizendo que fora ele quem matara Saul (2 Sm 1.6-10). Ora, o que se deu aí foi apenas o registro da declaração do amalequita, mas não significa que a Bíblia minta. Há muitos desses casos que os inimigos da Bíblia aproveitam para desfazer dos santos escritos. A Bíblia registra, inclusi­ve, declarações de Satanás. Suas declarações não foram inspiradas por Deus, e sim o registro delas. Sansão mentiu mais de uma vez a Dalila; a Bíblia não abona isso, apenas registra o fato (Jz cap. 16). Durante a leitura bíblica, é pre­ciso verificar: quem está falando, para quem está falando, para que tempo está falando, e em que sentido está falan­do.

II. A PERFEITA HARMONIA E UNIDADE DA BÍBLIA (2ª prova)
A existência da Bíblia até os nossos dias só pode ser ex­plicada como um milagre. Há nela 66 livros, escritos por cerca de 40 escritores, cobrindo um período de 16 séculos. Esses homens, na maior parte dos casos, não se conhece­ram. Viveram em lugares distantes de três continentes, es­crevendo em duas línguas principais. Devido a estas cir­cunstâncias, em muitos casos, os autores nada sabiam sobre o que já havia sido escrito. Muitas vezes um escritor iniciava um assunto e, séculos depois, um outro completa­va-o, com tanta riqueza de detalhes, que somente um livro vindo de Deus podia ser assim. Uma obra humana, em tais circunstâncias, seria uma babel indecifrável!
Consideremos alguns pormenores dessa harmonia.
a. Os escritores foram homens de todas as atividades da vida humana, daí a diversidade de estilos encontrados na Bíblia. Moisés foi príncipe e legislador, além de general. Josué foi um grande comandante. Davi e Salomão, reis e poetas. Isaías, estadista e profeta. Daniel, chefe de estado. Pedro, Tiago e João, pescadores. Zacarias e Jeremias, sa­cerdotes e profetas. Amos era homem do campo: cuidava de gado. Mateus, funcionário público. Paulo, teólogo e eru­dito, e assim por diante. Apesar de toda essa diversidade, quando examinamos os escritos desses homens, sob tantos estilos diferentes, verificamos que eles se completam, tra­tando de um só assunto! O produto da pena de cada um deles não gerou muitos livros, mas um só livro, poderoso e coerente!
b. As condições. Não houve uniformidade de condições na composição dos livros da Bíblia. Uns foram escritos na cidade, outros no campo, no palácio, em ilhas, em prisões e no deserto. Moisés escreveu o Pentateuco nas solitárias pa­ragens do deserto. Jeremias, nas trevas e sujidade da mas-morra. Davi, nas verdes colinas dos campos. Paulo escre­veu muitas de suas epístolas nas prisões. João, no exílio, na ilha de Patmos. Apesar de tantas diferentes condições, a mensagem da Bíblia é sempre única. O pensamento de Deus corre uniforme e progressivo através dela, como um rio que, brotando de sua nascente, vai engrossando e au­mentando suas águas até tornar-se caudaloso. A mensa­gem da Bíblia tem essa continuidade maravilhosa!
c. Circunstâncias. As circunstâncias em que os 66 livros foram escritos também são as mais diversas. Davi, por exemplo, escreveu certas partes de seus trabalhos no calor das batalhas; Salomão, na calma da paz… Há profetas que escreveram em meio a profunda tristeza, ao passo que Jo­sué escreveu durante a alegria da vitória. Apesar da plura­lidade de condições, a Bíblia apresenta um só sistema de doutrinas, uma só mensagem de amor, um só meio de sal­vação. De Gênesis a Apocalipse há uma só revelação, um só pensamento, um só propósito.
d. A razão dessa harmonia e unidade. Se a Bíblia fosse um livro puramente humano, sua composição seria inex­plicável. Suponhamos que 40 dos melhores escritores atuais, providos de todo o necessário, fossem isolados uns dos outros, em situações diferentes, cada um com a missão de escrever uma obra sua. Se no final reuníssemos todas as obras, jamais teríamos um conjunto uniforme. Seria a pior miscelânea imaginável! – Concorda o leitor? Pois bem, imagine isto acontecendo nos antigos tempos em que a ve­lha Bíblia foi escrita… A confusão seria muito maior! Não havia meios de comunicação, nem facilidades materiais, mas dificuldades de toda a sorte. IMAGINE O QUE SE­RIA A BÍBLIA SE NÃO FOSSE A MÃO DE DEUS!
Não há na Bíblia contradição doutrinária, histórica ou científica. Uma coisa maravilhosa é que esta unidade não jaz apenas na superfície; quanto mais profundo for o estu­do, tanto mais ela aparecerá. Há, é certo, na Bíblia, apa­rentes contradições. Seus inimigos sustentam haver erros nela em grande quantidade. Mas o que acontece é que es­tando alguém com uma trave no olho (Mt 7.3-5), sua visão fica deformada. Um espírito farisaico, cepticista e orgulho­so, sempre achará falhas na Bíblia, geralmente porque já se dirige a ela com idéias preconcebidas e falsas.
Há uma história interessante de uma senhora que esta­va falando das roupas amarelas que sua vizinha punha a secar no varal, porém, na semana seguinte, lavando ela sua vidraça e olhando para fora, disse – a vizinha mudou muito; suas roupas estão alvas agora… Mas eram suas vi­draças que estavam sujas! A diferença estava aí.
Se alguma falha for encontrada na Bíblia, será sempre do lado humano, como tradução mal feita, grafia inexata, interpretação forçada, má compreensão de quem estuda, falsa aplicação aos sentidos do texto, etc. Portanto, quan­do encontrarmos na Bíblia um trecho discrepante, NÃO PENSEMOS LOGO QUE É ERRO! Saibamos refletir como Agostinho, que disse: “Num caso desses, deve haver erro do copista, tradução mal feita do original, ou então -sou eu mesmo que não consigo entender…”
Quanto à unidade física da Bíblia, ninguém sabe ao certo como os 66 livros se encontraram e se agruparam num só volume. Isto foi obra de Deus! Sabemos que os es­critores não escreveram os 66 livros de uma vez, nem em um só lugar, nem com o objetivo de reuni-los num só volu­me, mas em intervalos, durante 16 séculos, e, em lugares que vão da Babilônia a Roma!
Finalizando o estudo desta prova da Bíblia como Pala­vra de Deus, reiteramos que a perfeita harmonia desse li­vro é, para a mente humilde e sincera, uma prova incon­testável da sua origem divina. É uma prova de que uma ú-nica mente via tudo e guiava os escritores.
Suponhamos que, na cidade onde moramos, um edifí­cio fosse ser construído com pedras a serem preparadas em várias partes do Brasil. Chegadas as pedras, ao serem colo­cadas, encaixavam-se perfeitamente na construção, satis­fazendo todos os detalhes e requisitos da planta. – Que di­ria o leitor se tal fato acontecesse? – Que apenas um arqui­teto dirigira os operários nas diversas pedreiras, dando mi­nuciosas instruções a cada um deles. É o caso da Bíblia – O Templo da verdade de Deus. As “pedras” foram prepara­das em tempos e lugares remotos, mas ao serem postas juntas, combinaram-se perfeitamente, porque atrás de cada elemento humano estava em operação a mente infini­ta de Deus!

III. A APROVAÇÃO DA BÍBLIA POR JESUS (3ª Prova)
Inúmeras pessoas sabem quem é Jesus; crêem que Ele fez milagres; crêem em sua ressurreição e ascenção, mas… não crêem na Bíblia! Essas pessoas precisam conhecer a atitude e a posição de Jesus quanto à Bíblia. Ele leu-a (Lc 4.16-20); ensinou-a (Lc 24.27); chamou-a “A Palavra de Deus” (Mc 7.13); e cumpriu-a (Lc 24.44).
A última referência citada (Lc 24.44) é muito maravi­lhosa, porque aí Jesus põe sua aprovação em todas as Es­crituras do Antigo Testamento, pois Lei, Salmos e Profetas eram as três divisões da Bíblia nos dias do Novo Testa­mento.
Jesus também afirmou que as Escrituras são a verdade (Jo 17.17). Viveu e procedeu de conformidade com elas (Lc 18.31). Declarou que o escritor Davi falou pelo Espírito Santo (Mc 12.35,36). No deserto, ao derrotar o grande ini­migo, fê-lo com a Palavra de Deus (Dt 6.13,16; 8.3).
Nota – O título “Sagradas Escrituras” ou “Escrituras” pode vir no plural ou singular, porém sempre com letra maiúscula. Exemplos no plural: Mateus 21.42; Lucas 24.32; João 5.39. No singular: João 7.38,42; 19.36,37; 20.9; Atos 8.32. No singular e com minúscula refere-se a uma passagem particular: Marcos 12.10; Lucas 4.21; Atos 1.16 -(todas no ARC: a ARA põe tudo em maiúsculas). “Sagra­das Escrituras”, ou “A Sagrada Escritura”, é o nome sa­grado da revelação divina, assim como “Testamento” é o seu nome de compromisso, e “Bíblia”, seu nome comoli­vro.
O leitor poderá dizer: – “Tratamos do Antigo Testa­mento, e, do Novo?” – Bem, quanto ao Novo Testamento, em João 14.26, o Senhor Jesus, antecipadamente, pôs o selo de sua aprovação divina ao declarar: “O Espírito San­to… vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. Assim sendo, o que os apósto­los ensinaram e escreveram não foi a recordação deles mes­mos, mas, a do Espírito Santo. No mesmo Evangelho, capítulo 16.13,14, o Senhor disse ainda que o Espírito San­to os guiaria em “toda a verdade”; portanto, no NT temos a essência da revelação divina. No versículo 12 do citado capítulo, Jesus mostrou que seu ensino aqui foi parcial, de­vido à fraqueza dos discípulos, mas ao mesmo tempo de­clarou que o ensino deles, sob a ação do Espírito Santo, se­ria completo e abrangeria toda a esfera da verdade divina.
Diante de tudo que acabamos de dizer, quem aceita a autoridade de Cristo, aceita também as Escrituras como de origem divina, tendo em vista o testemunho que delas dá o Senhor Jesus. – Quem pode apresentar argumentos? 40

IV. O TESTEMUNHO DO ESPIRITO SANTO DEN­TRO DO CRENTE, QUANTO À BÍBLIA (4ª prova)
Em cada pessoa que aceita Jesus como Salvador, o Espírito Santo põe em sua alma a certeza quanto à autori­dade da Bíblia. É uma coisa automática. Não é preciso ninguém ensinar isso. Quem de fato aceita Jesus, aceita também a Bíblia como a Palavra de Deus, sem argumen­tar. Em João 7.17, o Senhor Jesus mostra como podemos ter dentro de nós o testemunho do Espírito Santo quanto à autoria divina da Bíblia: “Se alguém quiser fazer a vonta­de de Deus…” Assim como o Espírito Santo testifica que nós, os crentes, somos filhos de Deus (Rm 8.16), testifica-nos também que a Bíblia é a mensagem de Deus para nós mesmos. Esse testemunho do Espírito Santo no interior do crente, no tocante às Escrituras, é superior a todos os argu­mentos humanos! É aqui que labora em erro a Igreja Ro­mana, ao afirmar que, para se crer na origem divina da Bíblia é preciso decisão da referida igreja, como se a verda­de de Deus dependesse da opinião de homens, como bem o disse o teólogo e reformador Calvino.

V. O CUMPRIMENTO FIEL DAS PROFECIAS DA BÍBLIA (5ª prova)
O Antigo Testamento é um livro de profecias (Mt 11.13). O Novo Testamento, em grande parte, também o é. Referimo-nos aqui, evidentemente às profecias no sentido preditivo. Há, no Antigo Testamento, duas classes dessas profecias: as literais, e as expressas por tipos e símbolos. Destas há inúmeras no Tabernáculo (Hb 10.1). Muitas profecias da Bíblia já se cumpriram no passado, em senti­do parcial ou total; muitas outras cumprem-se em nossos dias, e muitas outras ainda se cumprirão no futuro. As pro­fecias sobre o Messias, proferidas séculos antes de seu nas­cimento, cumpriram-se literalmente e com toda a precisão quanto a tempo, local e outros detalhes. Por exemplo: Gê­nesis 49.10; Salmo 22; Isaías 7.14; 53 (todo); Daniel 9.24-. 26; Miquéias 5.2; Zacarias 9.9 etc. Outro ponto saliente nas profecias bíblicas é o referente à nação israelita. A Bíblia prediz sua dispersão, seu retorno, sua restauração e seu progresso material e espiritual. Exemplos: Levítico 26.14,32,33; Deuteronômio 4.25-27; 28.15,64; Isaías 60.9; 61.6; 66.8; Jeremias 23.3; 30.3; Ezequiel 11.17; 36; 37.
Em Ezequiel 37, está uma das mais claras profecias sobre o despertamento nacional e espiritual do povo israe­lita. O cumprimento dessas profecias está em marcha pe­rante nossos olhos. Há inúmeros outros casos de famosas profecias bíblicas. Ciro, o monarca persa, Deus chamou-o pelo nome através do profeta Isaías, 150 anos antes do seu nascimento! (Is 44.28). Josias, rei de Judá, também foi chamado pelo nome 300 anos antes do seu nascimento. (Ver 1 Reis 13.2 com 2 Reis 23.15-18.) Os últimos quatro impérios mundiais – Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma, são admiravelmente descritos muitos anos antes de eles surgi­rem no horizonte do cenário mundial. (Ver Daniel capítulo 2 e 7). Também, com uma precisão incrível, a história de toda a raça humana é descrita em forma profética (isto é, a história no sentido natural), em Gênesis 9.25-27.
O cumprimento contínuo das profecias da Bíblia é uma prova de sua origem divina. O que Deus disse sucederá (Jr 1.12). Graças a Deus por tão sublime e glorioso Livro!

VI. A INFLUÊNCIA BENÉFICA DA BÍBLIA NAS PES­SOAS E NAÇÕES (6? prova)
O mundo hoje é melhor devido à influência da Bíblia. Mesmo os próprios inimigos da Bíblia admitem que ne­nhum livro em toda história da humanidade teve tamanha influência para o bem; eles reconhecem o seu efeito sadio na civilização. Milhões de pessoas antes de conhecerem, amarem e obedecerem a este Livro, eram escravos do peca­do, dos vícios, da idolatria, do medo, das superstições, da feitiçaria. Eram mundanas, vaidosas, iracundas, descon­fiadas, etc. Mas, depois que abraçaram este Livro, foram por ele transformadas em criaturas salvas, alegres, liber­tas, felizes, santificadas. Abandonaram todo o mal em que antes viviam e tornaram-se boas pessoas para a família, para a sociedade e para a pátria. Mostrem-me, se for possí­vel, outro livro com o poder de influenciar e transformar beneficamente, não só indivíduos, mas regiões e nações in­teiras, conduzindo-os a Deus!
Disse o grande comentador devocional da Bíblia, Dr. F. B. Meyer: “O melhor argumento em favor da Bíblia é o ca­ráter que ela forma”.
Vejamos um pouco da condição moral de alguns povos sem a Bíblia:
a. Os gregos. Dentre os povos antigos, os gregos foram os mais cultos e doutos nas letras. Seus filósofos e literatos foram os maiores de todos os tempos. No entanto, a grande cultura grega e seus livros sem conta, nunca detiveram a onda de licenciosidade, impureza e idolatria que sempre prevaleceu no mundo grego. Em Corinto, por exemplo, ha­via, no templo de Vênus, mil mulheres devotas que tra­ziam ao seu tesouro os lucros de sua impureza. Sócrates fa­zia da moral o assunto único da sua filosofia, e mesmo as­sim, recomendava a adivinhação, e ele próprio se entrega­va à fornicação. Platão, o grande discípulo de Sócrates, en­sinava que mentir era coisa honrosa. A sabedoria deles e seus milhares de livros não os conduziu à salvação desses e outros males. Estes dois, Platão e Sócrates, foram homos­sexuais ativos, como relata o historiador romano Suetônio.
b. Os romanos foram os mais famosos como legislado­res, guerreiros, oradores e poetas. Sua legislação, em parte, era boa, porque em parte veio de Moisés (o maior legisla­dor). Muitas das leis brasileiras vêm das leis portuguesas, que, por sua vez, vieram das romanas, hauridas, como já dissemos, do Pentateuco. No entanto, o padrão dos costu­mes e da moral, foi dos mais baixos em Roma, como bem registra a História. Mesmo entre as famílias abastadas, ci­vilizadas e regularmente constituídas, as descobertas ar­queológicas, gravuras e descrições revelam fatos que o re­cato proíbe enumerar. Cícero, o maior orador romano, um espécime de excelência dentre os romanos, defende a forni­cação, e a recomenda, e, por fim, pratica o suicídio. Catão, o Censor, tido como o mais perfeito modelo de virtude, foi réu da prostituição e embriaguez; advogou, e, mais tarde, praticou o suicídio.
Júlio César tinha encontros amorosos com o rei Nico-medes da Bitínia. O imperador Calígula (37-41 d.C.) viveu amasiado com sua irmã Drusila (Suetônio). Nero, o fami­gerado imperador romano, viveu com sua irmã Agripina. Viveu depois amasiado com dois eunucos; o primeiro cha­mado Sporus, e o segundo Doríphorus (Suetônio). Messali-na, a imperatriz, esposa de Cláudio, imperador de 41-54 d.C. foi extremamente depravada (Juvenal).
Se isto era assim entre a classe alta, o que não aconte­cia na classe baixa?
É somente a Bíblia que nos faz ser diferentes desses po­vos. Sem ela, nós nos tornaríamos semelhantes a eles. O nosso mundo orgulha-se hoje de ter atingido os píncaros do saber e de haver produzido os mais importantes e melhores livros, entretanto a onda de pecado e mal avassala a hu­manidade como um rolo compressor. Comparemos tudo isso com o caráter, a formação, a personalidade ideal dos verdadeiros seguidores da Bíblia!
Todo homem que vive a Bíblia, pautando sua vida pe­los seus santos ensinos, também ama a Deus e vive para Ele. Por outro lado, todos os que se opõem à Bíblia e rejei­tam sua autoria divina, vivem para si mesmos; são obsti­nados, cruéis, desumanos, instáveis, prepotentes; ímpios, acima de tudo. Em suma, quanto mais o homem crê em Deus, mais aproxima-se da Bíblia. É como disse certa se­nhora crente a um moço, nos Estados Unidos: “Este livro te guardará do pecado, ou o pecado te guardará deste li­vro!”
Quanto à educação, não há filosofia educacional segura se não for alicerçada sobre os ensinos fundamentais da Bíblia. A educação moderna reconhece que a formação do caráter é a suprema finalidade de seu trabalho, mas, isto não irá muito longe, a menos que se reconheça que a única base do verdadeiro caráter é a Bíblia. Fé na Bíblia é a maior força de qualquer moço ou moça na prossecução da vida e da carreira educacional. A mocidade precisa saber disso. A tragédia é que, professores aos milhares em todo o mundo, saturados e narcortizados por falsa dialética e filo­sofia vil, desencaminham os jovens, desde a mais tenra idade. Saiba-se, portanto, que a Bíblia é o livro mais ma­ravilhoso do mundo, e que seus ensinos tão simples e ao mesmo tempo profundos, servirão de guia para a sua vida mais feliz e mais bem sucedida, sendo sempre a base segu­ra e única para encontrarmos o nosso Criador na eternida­de.
Considerando tudo que acabamos de dizer quanto à in­fluência poderosa da Bíblia e seu poder transformador, evidenciado tanto nos indivíduos como em nações inteiras, perguntamos: – Donde vem tal livro, senão de Deus?

VII. A BÍBLIA É SEMPRE NOVA E INESGOTÁVEL (7ª prova)
O tempo não afeta a Bíblia. É o livro mais antigo do mundo e ao mesmo tempo o mais moderno. Em mais de 20 séculos o homem não pôde melhorá-la… Se a Bíblia fosse de origem humana, é claro que em dois milênios, ela de há muito estaria desatualizada. Uma vez que o homem mo­derno se jacta de tanto saber, era de esperar que já tivesse produzido uma Bíblia melhor! Realmente isto é uma evi­dência da Bíblia como a Palavra de Deus! Tendo em vista o vasto progresso alcançado pelo homem, especialmente nos dois últimos séculos, só podemos dizer que, se ele não produziu um livro melhor, para substituir a Bíblia, é por­que não pôde. Muitos também reclamam por não ser estri­tamente científica a linguagem da Bíblia. Ora, a Bíblia trata primeiramente da redenção da humanidade. Além disso, termos científicos mudam ou ficam para trás, à me­dida que a ciência avança. Sempre temos termos novos na Ciência.
A Bíblia nunca se torna um livro antigo, apesar de ser cheio de antigüidades. Ela é tão hodierna como o dia de amanhã. Sua mensagem milenar tanto satisfaz a criança como o ancião encanecido. A Bíblia pode ser lida vezes sem conta sem se poder encontrar suas profundezas e sem que o leitor perca por ela o interesse. – Acontece isso com os demais livros?! Quem já se cansou de ler Salmo 23; João 3.16; Romanos 12; 1 Coríntios 12? É que cada vez que le­mos essas passagens (para não falar nas demais), descobri­mos coisas que nunca tínhamos visto antes. Depois de qua­se 2.000 anos de escrito o último livro da Bíblia, a impressão que se tem é que a tinta do original está ainda secan­do…
Até o fim dos tempos o velho e precioso Livro continua­rá a ser a resposta às indagações da humanidade a respeito de Deus e do homem. Nos seus milhares de anos de leitura, a Bíblia nunca foi esgotada por ninguém.

VIII. A BÍBLIA É FAMILIAR A CADA POVO OU INDI­VÍDUO EM QUALQUER LUGAR (8ª prova)
Através do mundo inteiro, qualquer crente, ao ler a Bíblia, recebe sua mensagem como se esta fora escrita di­retamente para ele. Nenhum crente tem a Bíblia como li­vro alheio, estrangeiro, como acontece aos demais livros traduzidos. Todas as raças consideram a Bíblia como pos­sessão sua. Por exemplo, ao lermos “O Peregrino” sabemos que ele é inglês; ao lermos “Em Seus passos que Faria Je­sus?” sabemos que é norte-americano, porque seus autores são oriundos desses países. – É assim com a Bíblia? – Não! Nós a recebemos como “nossa”. Isso acontece em qualquer país onde ela chega. Ninguém tem a Bíblia como livro “dos outros”. Isto prova que ela procede de Deus – o Pai de to­dos!
– Qual a pessoa que, ao ler o Salmo 23, acha que ele foi escrito para os judeus? Aos que vivemos no Brasil, a im­pressão que temos é que ele foi escrito diretamente para nós. A mesma coisa dirão os irmãos dos demais países. A mensagem da Bíblia é a mesma em todas as línguas. Nisto vemos que ela é diferente de todos os demais livros do mundo. Se fosse produto humano, não se ajustaria às línguas de todas as nações. Nenhum outro livro pode igua­lar-se à Bíblia nessa parte. É mais uma prova da sua ori­gem divina.

IX. A SUPERIORIDADE DA BÍBLIA EM RELAÇÃO AOS DEMAIS LIVROS, QUANTO À COMPOSIÇÃO (9ª prova)
É muito interessante comparar nalguns pontos os ensi­nos da Bíblia com os de Zoroastro, Buda, Confúcio, Sócrates, Sólon, Marco Aurélio e muitos outros autores pagãos. Os ensinos da Bíblia superam os desses homens em todos os pontos imagináveis. Só dois pontos vamos destacar des­sa superioridade.
a. A Bíblia contém mais verdades que todos os demais livros juntos. Ajuntem, se possível, todos os melhores pen­samentos de toda a literatura antiga e moderna; retirem o imprestável; ponham toda a verdade escolhida num volu­me, e verão que este jamais substituirá a Bíblia! Entretan­to, a Bíblia não é um volume grande. Pode ser conduzida no bolso do paletó. Todavia, há mais verdades neste pe­queno livro do que em todos os outros que o homem produ­ziu em todos os séculos. – Como se pode explicar isso? – Há somente uma resposta racional e judiciosa: este livro não veio do homem: veio de Deus!
b. A Bíblia só contém verdade. Se há mentiras, não são dela; apenas nela foram registradas. Ao passo que os de­mais livros contêm verdade misturada com mentira ou er­ro. Reconhecemos que há jóias preciosas nos livros dos ho­mens, mas, é como disse certa vez Joseph Cook: “São jóias retiradas da lama!” Qualquer verdade encontrada em tra­balhos humanos, seja do ponto de vista moral ou espiri­tual, acha-se em essência no velho Livro. Comparemos al­guns dos melhores ensinos desses famosos homens, espe­cialmente dos decantados filósofos, com os da Bíblia. De fato, seus ensinos contêm jóias de real valor, mas, estas, quer saibam eles quer não, são jóias roubadas, e do Livro que eles ridicularizam!
Poderíamos incluir aqui também a superioridade da Bíblia quanto aos demais livros, no que tange à sua preser­vação em meio a tantos ataques, em todos os tempos.

X. A IMPARCIALIDADE DA BÍBLIA (10ª prova)
Se a Bíblia fosse um livro originado do homem, ela não poria a descoberto as faltas e falhas dele. Os homens ja­mais teriam produzido um livro como a Bíblia, que só dá toda a glória a Deus e mostra a fraqueza do homem (Jó 14; 17.1; 27; SI 50.21,22; 51.5; 1 Co 1.19-25). A Bíblia tanto diz que Davi era um homem segundo o coração de Deus (At 13.22), como também revela seus pecados, como vemos nos livros de Reis, Crônicas e Salmos. É também o caso da embriaguez de Noé, da dissimulação de Abraão, de Ló, da idolatria e luxúria de Salomão. Nada disto está escrito para nossa imitação, mas para nossa admoestação e para provar a imparcialidade da Bíblia. É ela o único livro as­sim.
Só a Bíblia ensina que o homem está em condições físi­cas, mentais e morais decadentes e que, se deixado só, de­cairá cada vez mais. Os livros humanos ensinam o oposto. Dizem que há no homem uma “Força residente” que cons­tantemente procura elevá-lo. Este ensinamento é agradá­vel ao homem, porque o homem adora crer que se está de­senvolvendo às suas custas, apesar dos milhares de sepul­turas que são acrescentadas diariamente aos cemitérios. O homem jamais escreveria um livro como a Bíblia, que põe em relevo as suas fraquezas e defeitos.
Conclusão sobre a origem da Bíblia
Deus é o único que pode ter sido o autor da Bíblia, por­que:
a) Homens ímpios jamais iriam produzir um livro que sempre os está condenando.
b) Homens justos e piedosos jamais cometeriam o cri­me de escreverem um livro e depois fazerem o mundo crer que esse livro é obra de Deus.
c) Os judeus – guardiães da Bíblia, jamais poderiam ser os autores dela, pois ela sempre condena suas transgres­sões, pondo seus defeitos a descoberto. Também se eles ti­vessem podido mexer nela, teriam apagado todos esses males, idolatrias e rebeliões contra Deus, nela registrados.

Extraído do livro “A Bíblia Através dos Séculos”, Antônio Gilberto, CPAD

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O Arrebatamento em 2°Tessalonicenses 2.3


Que ninguém, de maneira alguma, vos engane, pois não virá a menos que a apostasia venha primeiro, e o homem da iniqüidade seja revelado, o filho da destruição . ( 2 Tessalonicenses 2: 3 )

Eu acredito que há uma forte possibilidade de que 2 Tessalonicenses 2: 3 esteja falando do arrebatamento. O que eu quero dizer? Alguns pré-tribulacionistas, como eu, pensam que o substantivo grego apostasia , geralmente traduzido como “apostasia”, é uma referência ao arrebatamento e deve ser traduzido como “partida”. Assim, esta passagem estaria dizendo que o dia do Senhor não virá até que o arrebatamento venha antes dele. Se a apostasia é uma referência a uma partida física, então 2 Tessalonicenses 2: 3 é uma forte evidência do pré-tribulacionismo.

O significado da apostasia

O substantivo grego apostasia é usado apenas duas vezes no Novo Testamento. Além de 2 Tessalonicenses 2: 3 , ocorre em Atos 21:21 onde, falando de Paulo, é dito: “que você está ensinando todos os judeus que estão entre os gentios a abandonar ( apostasia ) Moisés”. A palavra é um composto grego de apo “from” e istemi “stand”. Assim, tem o significado central de “longe de” ou “partida”. O Léxico grego de Liddell e Scott define a apostasia primeiro como “deserção, revolta”; depois, em segundo lugar, como “partida, desaparecimento”. [1] Gordon Lewis explica como o verbo a partir do qual o substantivo apostasia é derivado sustenta o significado básico de partida no seguinte:

O verbo pode significar remover espacialmente. Há pouca razão, então, para negar que o substantivo possa significar tal afastamento ou afastamento espacial. Uma vez que o substantivo é usado apenas uma outra vez no Novo Testamento da apostasia de Moisés ( Atos 21:21 ), dificilmente podemos concluir que seu significado bíblico é necessariamente determinado. O verbo é usado quinze vezes no Novo Testamento. Destes quinze, apenas três têm algo a ver com a partida da fé ( Lucas 8:13; 1 Timóteo 4: 1; Hebreus 3:12 ). A palavra é usada para partir da iniqüidade ( 2 Timóteo 2:19 ), de homens ímpios ( 1 Timóteo 6: 5 ), do templo ( Lucas 2:27 ), do corpo ( 2 Coríntios 12: 8 ), e de pessoas ( Atos 12:10; Lucas 4:13 ). [2]

“É com plena certeza de estudo exegético adequado e com total confiança nas línguas originais”, conclui Daniel Davey, “que a palavra significado de apostasia é definida como partida”. [3] Paul Lee Tan acrescenta o seguinte:

O que exatamente Paulo quer dizer quando diz que “a queda” ( 2: 3 ) deve vir antes da tribulação? O artigo definido “o” denota que este será um evento definido, um evento distinto da aparência do Homem do Pecado. A palavra grega para “se afastar”, tomada por si mesma, não significa apostasia religiosa ou deserção. Nem a palavra significa “cair”, como os gregos têm outra palavra para isso. [ pipto , eu caio; TDI] A melhor tradução da palavra é “partir”. O apóstolo Paulo se refere aqui a um evento definido que ele chama de “partida” e que ocorrerá logo antes do início da tribulação. Este é o arrebatamento da igreja. [4]

Assim, a palavra tem o significado principal de partida e depende do contexto para determinar se é usado para significar partida física ou uma partida abstrata, como partida da fé.

História da tradução

As primeiras sete traduções inglesas de apostasia renderam o substantivo como “partida” ou “partida”. Eles são os seguintes: Wycliffe Bible (1384); Bíblia de Tyndale (1526); Bíblia de Coverdale (1535); Bíblia Cranmer (1539); Bíblia de culatras (1576); Bíblia de Beza (1583); Bíblia de Genebra (1608). [5] Isso apóia a noção de que a palavra realmente significa “partida”. De fato, a tradução latina de Jerônimo conhecida como a Vulgata por volta do ano 400 ad torna a apostasiacom a “palavra discessio , que significa ‘partida'”. [6] Por que a versão King James foi a primeira a partir da tradução estabelecida de ” saída”?

Theodore Beza, o reformador suíço, foi o primeiro a transliterar a apostasia e a criar uma nova palavra, em vez de traduzi-la como outras pessoas fizeram. Os tradutores da King James Version foram os primeiros a apresentar a nova versão da apostasia como “se desvanecer”. A maioria dos tradutores ingleses seguiu a KJV e Beza em deixar de traduzir a apostasia como “partida”. Nenhuma boa razão foi dada.

[Hélio prefere a tradução “a retirada” (ver nota na Bíblia LTT), mas a KJB não está provadamente “erradona”, pois “falling away” pode perfeitamente ser entendida como “desaparecimento”, como numa frase que li hoje “Eventually her emotional burdens simply fell away (desapareceram), and she was her old self again”. O errado é pensarmos que “falling away” da KJB tem que ser entendido como as más bíblias que traduzem para “apostasia da fé”, que querem exigir que signifique “renúncia- abandono- renegação da fé bíblica, passando à posição oposta.”]



O uso do artigo

É importante notar que Paulo usa um artigo definido com o substantivo apostasia . O que isto significa? Davey observa o seguinte:

Como a língua grega não precisa de um artigo para tornar o substantivo definido, fica claro que, com o uso do artigo, está sendo feita referência a algo em particular. Em 2 Tessalonicenses 2: 3 a palavra apostasia é prefaciada pelo artigo definido, o que significa que Paulo está apontando para um tipo particular de partida claramente conhecido pela igreja tessalônica. [7]

O Dr. Lewis fornece uma resposta provável quando ele observa que o artigo definido serve para tornar uma palavra distinta e chamar a atenção para ela. Nesse caso, ele acredita que seu propósito é “denotar uma referência anterior”. “A partida a que Paulo se referia anteriormente era ‘o nosso ser reunido a ele’ (v. 1 ) e o nosso ser ‘arrebatado’ com o Senhor e os arrebatados mortos nas nuvens ( 1 Tessalonicenses 4:17 )”, observa o Dr. Lewis . [8] A “partida” foi algo que Paulo e seus leitores claramente tinham um entendimento mútuo sobre. Paulo diz no verso 5 : ” Você não se lembra que enquanto eu ainda estava com você, eu estava lhe contando essas coisas? “

O uso do artigo definido também apoiaria a noção de que Paulo falou de um evento claro e discernível. Uma partida física, como o arrebatamento, se encaixaria em tal noção. No entanto, o Novo Testamento ensina que a apostasia já havia chegado no primeiro século (cf. Atos 20: 27-32; 1 Timóteo 4: 1-5; 2 Timóteo 3: 1-9; 2 Pedro 2: 1-3; Judas 3-4, 17-21 ) e assim, tal processo não denotaria um evento claro como exigido pela linguagem desta passagem. Entender a partida como o arrebatamento satisfaria as nuances deste texto. E. Schuyler English explica o seguinte:

Mais uma vez, como os tessalonicenses, ou cristãos em qualquer século depois, estariam qualificados para reconhecer a apostasia quando ela deveria vir, supondo, simplesmente por causa desta indagação, que a Igreja poderia estar na terra quando ela vier? Houve apostasia de Deus, rebelião contra Ele, desde o início do tempo. [9]

Seja o que for que Paulo esteja se referindo em sua referência à “partida”, foi algo que tanto os crentes tessalonicenses como ele discutiram em profundidade anteriormente. Quando examinamos a primeira carta de Paulo aos tessalonicenses, ele nunca menciona a doutrina da apostasia; no entanto, praticamente todos os capítulos dessa epístola falam do arrebatamento (cf. 1: 9-10; 2:19 ; provavelmente 3:13; 4: 13-17; 5: 1-11 ). Nessas passagens, Paulo usou uma variedade de termos gregos para descrever o arrebatamento. Não deveria ser surpreendente que ele use outro termo para referenciar o arrebatamento em 2 Tessalonicenses 2: 3 . Dr. House nos diz:

Lembre-se, os tessalonicenses haviam sido desviados pelo falso ensino ( 2: 2-3 ) de que o Dia do Senhor já havia chegado. Isto foi confuso porque Paulo ofereceu grande esperança, na primeira carta, de uma partida para estar com Cristo e um resgate da ira de Deus. Agora, uma carta que parece ser de Paulo parece dizer que primeiro teriam que passar pelo Dia do Senhor. Paulo então esclareceu seu ensino anterior, enfatizando que eles não precisavam se preocupar. Eles poderiam ser novamente consolados porque a partida que ele havia discutido em sua primeira carta, e em seu ensino enquanto estava com eles, ainda era a verdade. A partida dos cristãos para estar com Cristo, e a revelação subseqüente do iníquo, argumenta Paulo, é a prova de que o Dia do Senhor não havia começado como eles haviam pensado. Esse entendimento da apostasia faz muito mais sentido do que a visão de que eles devem ser consolados (v. 2 ), porque uma defecção da fé deve preceder o Dia do Senhor.Todo o segundo capítulo (assim como 1 Tessalonicenses 4:18; 5:11 ) serve para confortar (ver vv. 2, 3, 17 ), fornecido por uma confirmação da vinda de Cristo como ensinado em sua primeira carta. [10]

Partida e o Restrainer

Como os pré-tribulacionistas acreditam que o limitador mencionado nos versículos 6 e 7 é o Espírito Santo e ensina um arrebatamento pré-tribulacionista, então não deveria ser surpreendente ver que há uma progressão de pensamento similar na progressão do versículo 3 . Allan MacRae, presidente do Faith Theological Seminary em uma carta à Schuyler English, disse o seguinte sobre este assunto:

Eu me pergunto se você notou o paralelo impressionante entre este verso e os versos 7-8 , um pouco mais abaixo. De acordo com a sua sugestão, o versículo 3 menciona a partida da igreja como vinda primeiro, e depois fala da revelação do homem do pecado. Nos versos 7 e 8 , encontramos a sequência idêntica. O versículo 7 fala da remoção da Igreja; o versículo 8 diz: ” E então esse ímpio será revelado “. Assim, o exame atento da passagem mostra uma unidade e coerência internas, se tomarmos a palavra apostasia em seu sentido geral de “partida”, enquanto um exame superficial levaria facilmente a uma interpretação errônea como “desmoronar” por causa da proximidade do menção do homem do pecado. [11]

Kenneth Wuest, um estudioso grego do Moody Bible Institute, adicionou o seguinte suporte contextual para tomar a apostasia como uma partida física:

Mas então a apostasia de que Paulo está falando, precede a revelação do Anticristo em sua verdadeira identidade, e é para katechon aquilo que retém sua revelação ( 2: 6 ). A hee apostasia , portanto, não pode ser uma apostasia geral na cristandade que precede a vinda do Anticristo, nem pode ser a apostasia particular que é o resultado de suas atividades em se tornar o único objeto de adoração. Além disso, aquilo que retém sua revelação (vs. 3 ) está vitalmente relacionado com o hoo katechoon (vs. 7 ), Aquele que retém o mesmo evento. Este último é, na minha opinião, o Espírito Santo e Suas atividades na Igreja. Tudo isso significa que sou impelido à conclusão inevitável de que a hee apostasia (v. 3 ) se refere ao arrebatamento da Igreja que precede o dia do Senhor e retém a revelação do homem do pecado que introduz o aspecto do mundo desse período. [12]

Conclusão

O fato de que a apostasia provavelmente tem o significado de partida física é um claro apoio ao pré-tribulacionismo. Se isso é verdade, (Dr. Tim LaHaye e eu acreditamos que seja), então isso significa que uma clara seqüência profética é exposta por Paulo no início de seu ministério apostólico. Paulo ensina em 2 Tessalonicenses 2 que o arrebatamento ocorrerá primeiro, antes do início do Dia do Senhor. Não é até depois do início do Dia do Senhor que o Anticristo é libertado, resultando nos eventos descritos por ele no capítulo 2 de 2 Tessalonicenses . Esta é a única interpretação que dá esperança a um povo desconfortável. Maranatha!

Notas finais

[1] Henry George Liddell e Henry Scott, Um Léxico Grego-Inglês, Revisado com um Suplemento [1968] por Sir Henry Stuart Jones e Roderick McKenzie (Oxford, Eng .: Oxford University Press, 1940), p. 218

[2] Gordon R. Lewis, “Evidência Bíblica para Pré-Tribulacionismo”, Bibliotheca Sacra (vol. 125, no. 499; julho de 1968), p. 218

[3] Daniel K. Davey, “A ‘ Apostesia ‘ de II Tessalonicenses 2: 3,” Th.M. tese, Seminário Teológico Batista de Detroit, maio de 1982, p. 27

[4] Paul Lee Tan, A Interpretação da Profecia (Winona Lake, IN: Assurance Publishers, 1974), p. 341

[5] H. Wayne House, ” Apostasia em 2 Tessalonicenses 2: 3: Apostasia ou arrebatamento?” em Thomas Ice e Timothy Demy, eds., quando a trombeta soa: as principais autoridades de hoje falam sobre as controvérsias do fim dos tempos (Eugene, OR: Harvest House, 1995), p. 270

[6] House, ” Apostesia “, p. 270

[7] Davey, ” Apostesia “, p. 47

[8] Gordon R. Lewis e Bruce A. Demarest, Teologia Integrativa 3 vols em 1 (Grand Rapids: Zondervan, 1996), vol. 3, p. 420.

[9] E. Schuyler English, Re-Thinking the Rapture (Neptuno, NJ: Loizeaux Brothers, 1954), p. 70

[10] House, ” Apostesia “, pp. 275-76.

[11] Allan A. MacRae, Carta a E. Schuyler English, publicou em “Deixe os Profetas falarem: Nossa Esperança” (vol. LVI, num. 12; junho de 1950), p. 725

[12] Kenneth S. Wuest, Carta a E. Schuyler English, publicou em “Deixe os profetas falarem: Nossa Esperança” (vol. LVI, n. 12; junho de 1950), p. 731

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Jefté na verdade sacrificou sua filha? Uma análise de Juízes 11:31


Nota: o que abaixo segue é um capítulo do livro de E.W.Bullinger: Great cloud of witnesses in Hebrews 11, Kregel Publications, 1979, pp. 324-331. Este livro, assim como toda a obra de E.W. Bullinger são de domínio público (i.e., livre de direitos autorais).

Jefté nos é apresentado com o mesmo título dado a Gideão, “homem valoroso” (Juízes 11:1). Novamente, nós não consideramos sua história como um homem, mas sua fé, que era de Deus.

Ele era alguém que temia Jeová. Em suas palavras iniciais ele chama Jeová para testemunha; e posteriormente “falou todas as suas palavras perante o Senhor em Mizpá”(v. 11)

Sua mensagem para o rei de Amom(v. 14-27) mostra que ele era bem versado na história de seu povo, conforme registrado no “livro da Lei”. Ele deve tê-la estudado atentamente e para algum propósito; porque ele não somente sabia os eventos históricos como fatos, mas os reconhecia como sendo ordenados por Jeová.

Ele traçou tudo para Jeová. Foi Ele que “deu a Siom, com todo o seu povo, na mão de Israel”(v.21). Foi Joevá, Deus de Israel, que desapossou os Amorreus de diante de Seu povo (v.23). O que Jefté e Israel agora possuem foi o que Deus havia dado a eles (v. 24). E foi Jeová, o Juiz, quem ele chamou para julgar entre Israel e Amom (v. 27).

Jefté ouvira as palavras de Jeová conforme escritas nas Escrituras da verdade; e acreditou nelas.

Isto é exatamente um exemplo do que o Apóstolo cita em Hebreus xi. Ele, também, conhecia a história em que Jefté acreditava, e a fé que conquistou através de Deus.

Isto é o que dá a Jefté seu lugar nesta grande “nuvem de testemunhas”.

Quando ele então chamara Deus para julgar, nós lemos: “Então o Espírito do SENHOR veio sobre Jefté,” e nós de novo notamos nas palavras que isto descreve a ação do Espírito Santo nessa dispensa (v.29).

No poder do espírito sagrado, Jefté empreendeu a guerra com Amom, e Jeová coroou sua fé entregando os amonitas em suas mãos (v.32).

Esta é a simples conta excedente da fé superadora de Jefté; e há pouco a ser acrescentado a isso. Ele tinha simplesmente lido o que Jeová havia feito; e então ouviu o que Ele havia dito. Ele acreditou no que havia então lido e ouvido, e isto é o suficiente para ocasionar que ele seja colocado entre os “antigos que receberam bom testemunho” por conta de sua fé.

Mas no caso de Jefté, como em nenhum outro, nós nos sentimos compelidos a sair de nosso caminho para vindicar a Jefté o que nós mostraremos ser o julgamento injusto dos homens.

Sua fé forjada por Deus não pode ser manchada sem a garantia clara e certa da palavra de Deus em si.

Tal como Moisés, Jefté “falou imprudentemente com seus lábios”, mas isto não tocou sua fé em relação ao que ele havia ouvido de Deus; seu voto foi feito de acordo com seu zelo, e não de acordo com seu conhecimento. É uma teoria inacreditável que ele sacrificaria sua filha, e que Deus não reprovaria com uma palavra de desaprovação um sacrifício humano. Isso é somente uma interpretação humana, na qual os teólogos têm pensado diferente ao longo de todas as eras, e que tem sido alcançada sem um exame cuidadoso do texto.

É importante lembrar que o antigo comentarista Judeu Rabbi David Kimchi (1160-1232) traduz as palavras do voto (Juízes 11:31) de forma muito diferente da A.V. (nota do editor: A.V. = a versão inglesa autorizada, ou mais conhecida como a Versão do Rei James) e a R.V. (nota do editor: R.V. = a versão inglesa revisada), e ele nos conta que seu pai Rabbi Joseph Kimchi (morto em 1180) manteve a primeira visão. Tanto o pai quanto o filho, juntos com o Rabi Levi bem Gerson (nascido em 1288), todos eles entre os mais eminentes dos gramáticos e comentaristas hebraicos, que poderiam conhecer melhor do que qualquer comentarista gentil, deram sua aprovação inadequada para a tradução das palavras do voto que, em vez de fazê-la relacionada a um objeto, traduzem e interpretam-na como consistindo de duas partes distintas.

Isto é feito observando-se a regra bastante conhecida na qual a partícula conectiva ו (vau, nosso “v” em português) é frequentemente usada como um disjuntivo, e significa “ou”, onde existe uma segunda parte na sentença. Isto de fato é sugerido pela A.V. como uma forma alternativa de traduzir esta palavra no texto de Juízes 11:31.

Note do editor: Em outras palavras, enquanto nossas traduções normalmente traduzem o voto de Jefté conforme se segue:

Juízes 11:30-31
“E Jefté fez um voto ao Senhor, e disse: “se totalmente deres os filhos de Amom na minha mão, aquilo que, saindo da porta de minha casa, me sair ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz, isso será do Senhor, E o oferecerei em holocausto”.

O que o autor está nos dizendo é que a palavra sublinhada “E” é a palavra hebraica “vau”, que é frequentemente usada como disjuntiva e portanto deveria ter sido traduzida como “OU” em vez de “E”. Após se fazer esta correção o texto de Juízes 11:30-31 seria lido como:

“E Jefté fez um voto ao Senhor, e disse: “se totalmente deres os filhos de Amom na minha mão, aquilo que, saindo da porta de minha casa, me sair ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz, isso será do Senhor, OU o oferecerei em holocausto”.

Fim da nota do editor.

Abaixo estão algumas passagens onde a palavra “vau” é usada com o significado de “ou” e não com o significado de “e”:

Gênesis 41:44
“E disse Faraó a José: Eu sou Faraó; porém sem ti ninguém levantará a sua mão OU o seu pé em toda a terra do Egito.”

Êxodo 21:15
“O que ferir a seu pai, OU a sua mãe, certamente será morto.”

Êxodo 21:17
“E quem amaldiçoar a seu pai, OU a sua mãe, certamente será morto.”

Êxodo 21:18
“Se dois homens pelejarem, ferindo-se um ao outro com pedra OU com o punho, e este não morrer, mas cair na cama”

Deuteronômio 3:24
“que Deus existe no céu OU na terra” etc.

2 Samuel 3:29
“Caia sobre a cabeça de Joabe e sobre toda a casa de seu pai, e nunca na casa de Joabe falte quem tenha fluxo, OU quem seja leproso, OU quem se atenha a bordão, OU quem caia à espada, ou quem necessite de pão.”

1 Reis 18:27
“E sucedeu que ao meio dia Elias zombava deles e dizia: Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, OU que tenha alguma coisa que fazer, OU que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e despertará.”

Com uma negativa, a tradução “NEM” está igualmente correta e conclusiva:

Êxodo 20:17
“Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, NEM o seu servo, NEM a sua serva, NEM o seu boi, NEM o seu jumento, NEM coisa alguma do teu próximo.”

Números 16:14
“Nem tampouco nos trouxeste a uma terra que mana leite e mel, NEM nos deste campo e vinhas em herança; porventura arrancarás os olhos a estes homens? Não subiremos.”

Números 22:26
“Então o anjo do SENHOR passou mais adiante, e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita NEM para a esquerda.”

Deuteronômio 7:25
“As imagens de escultura de seus deuses queimarás a fogo; a prata e o ouro que estão sobre elas não cobiçarás, NEM os tomará para ti, para que não enlaces neles; pois abominação é ao SENHOR teu Deus.”

1 Reis 18:10
“que não houve nação NEM reino aonde o meu senhor não mandasse em busca de ti.”

2 Samuel 1:21
“nem chuva cai sobre vós, NEM haja campos de ofertas alçadas”

Salmos 26:9
“Não apanhe a minha alma com os pecadores, NEM a minha vida com os homens sanguinolentos”.

Provérbios 6:4
“Não dês sono aos teus olhos, NEM deixes adormecer as tuas pálpebras.”

Provérbios 30:3
“Nem aprendi a sabedoria NEM tenho o conhecimento do santo.”

Nós estamos agora em uma posição para ler e entender a palavra do voto de Jefté, onde nós temos a mesma palavra, ou ainda a letra que o representa, em hebraico.

“E Jefté fez um voto (i.e., fez um voto solene) ao Senhor,” que ele tinha perfeitamente direito para fazer isso.

Tal voto proporcionou na Lei que prescreveu exatamente o que era para ser feito em tais casos; e ainda quando o voto afetava uma pessoa (como ocorreu aqui) essa pessoa poderia ser redimida se isso fosse desejado. Veja em Lev. 27 onde nos versículos 1-8 ele afetou “pessoas”, nos versículos 9-13 onde ele afeta “bestas”, e nos versos 14-15, uma casa.

Assim parece claro que o voto de Jefté consistiu de duas partes, uma alternativa à outra. Ele ou a dedicaria a Jeová (de acordo com Lev. 27), ou, se for impróprio para isto, ele o oferecerá como holocausto.

Deveria ser notado que, quando ele disse “aquele que tiver vindo às portas de minha casa para me encontrar,” a palavra “aquele” é masculina. Mas o emissor de sua casa era feminino, e portanto não poderia vir, propriamente, dentro da esfera de seu voto, certamente não de acordo com o significado literal de suas palavras.

Em qualquer caso, deveria ter sido ilegal e repugnante para Jeová oferecer um ser humano a Ele como holocausto, para Sua aceitação.

Tais ofertas eram comuns para nações pagãs naquele tempo, mas é digno de nota que Israel permanece entre eles com sua grande peculiaridade, que os sacrifícios humanos eram desconhecidos em Israel.

Está registrado que Jefté “cumpriu nela o seu voto que tinha feito; e ela não conheceu nenhum homem” (v. 39). O que isto tem a ver com o holocausto, de uma forma ou outra?

Mas isto tem tudo a ver com a primeira parte de seu voto, ao dedicá-la a Jeová. Isto parece ser conclusivo. Isto não tem nada a ver com uma morte em sacrifício, mas tem a ver com uma vida dedicada. Ela se dedicou a uma virgindade perpétua.

Para o que, além disso, o “costume de Israel” cita (v. 39,40) quando “as filhas de Israel iam de ano em ano lamentar, por quatro dias, a filha de Jefté, o gileadita”(v.40).

A palavra traduzida como “lamentar” ocorre somente em outra passagem na Bíblia hebraica, e isso ocorre de ser neste próprio livro. Dessa forma nós não pudemos possivelmente ter um guia mais claro para este significado.

A passagem está em Juízes 5:11, “Ali falai das justiças do Senhor.” Isto significa conversar com os outros, portanto, pesquisar juntos. Isto sendo feito anualmente, os amigos da filha de Jefté foram falar com ela, isto continuou a virgindade de sua vida, e não para lamentar o fato passado de sua morte.

Nós podemos concluir de todo o teor da escritura, assim como dos Salmos 106:35-38, Isaías 57:5 etc., que os sacrifícios humanos eram uma abominação aos olhos de Deus; e não podemos imaginar que Deus aceitaria, ou que Jefté ofereceria sangue humano. Sustentar esta ideia é uma difamação de Jeová, assim como de Jefté.

E.W. Bullinger



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As línguas são idiomas Humanos ou Línguas Espirituais?

O dom de línguas se refere a línguas humanas ou espirituais?

  • Entendendo os conceitos

Primeiramente, vamos explicar brevemente os conceitos de ambos os lados. Do lado pentecostal, você já deve conhecer: são as línguas faladas em idiomas não-terrenos, ou seja, que não podem ser identificadas em nenhum dos 6.912 idiomas falados na terra hoje. São jocosamente apelidadas de “labaxúrias”. São línguas ininteligíveis que ninguém entende, a não ser que tenha o dom de interpretação de línguas, e servem apenas para edificação pessoal. Já para os tradicionais, as línguas são idiomas terrenos que Deus dava a alguém que não sabia falar aqueles idiomas, para ir pregar o evangelho às nações, nos idiomas delas. Ou seja, o dom de línguas seria uma espécie de ferramenta evangelística, em um idioma compreensível, de uma pessoa falando para outra pessoa, para a edificação do próximo.

Ainda hoje há diversas pessoas que não tem condições ou capacidade de aprender, por exemplo, dialetos africanos difíceis para ir pregar o evangelho a eles, e mesmo assim não as vemos recebendo línguas estrangeiras para evangelizar alguém. Seria bastante estranho que o modus operandi de Deus mudasse tanto através dos tempos, para julgar necessário à Igreja um dom no século I, mas não no século XXI, quando ainda há tantos descrentes para evangelizar até que o evangelho seja pregado no mundo todo. Essa é uma das razões por que não sou cessacionista (as outras você pode ver aqui).

Vamos ver agora qual dos dois conceitos a Bíblia defende.

  • 1ª Coríntios 14

Embora haja alguns textos em Atos e um em Marcos que mencionam o dom de línguas (falaremos desses textos mais adiante), somente em 1ª Coríntios temos uma descrição mais detalhada e prolongada a seu respeito. As outras são descrições de passagem, que podem nos indicar alguma coisa, mas é em 1ª Coríntios que temos uma clareza inconfundível, mais especificamente no capítulo 14. Primeiramente, é necessário explicarmos uma coisa: Paulo não estava ali refutando quem cria ou descria no dom de línguas. Não era isso o que estava em discussão. A igreja de Corinto falava muito em línguas e a sua natureza não estava em jogo, mas sim o modo que eles usavam, erroneamente, este dom. Vamos explicar isso versículo a versículo, para ficar mais claro:

“Sigam o caminho do amor e busquem com dedicação os dons espirituais, principalmente o dom de profecia. Pois quem fala em línguas não fala aos homens, mas a Deus. De fato, ninguém o entende; em espírito fala mistérios. Mas quem profetiza o faz para a edificação, encorajamento e consolação dos homens” (1ª Coríntios 14:1-3)

Só nestes primeiros versículos Paulo já liquida completamente com a ideia de que as línguas fossem idiomas terrenos. Primeiramente porque ele diz, expressamente, que quem fala em línguas não fala a homens, mas a Deus. Isso é exatamente o OPOSTO ao dom de línguas no conceito cessacionista, onde, como vimos, o dom consiste em uma pessoa pregando o evangelho a outra pessoa no idioma dela, ou seja, é uma fala a homens, não a Deus. Por outro lado, você nunca vai ver um pentecostal falando em línguas com outro pentecostal como se estivesse numa “conversa de louco”, justamente porque as línguas pentecostais não são faladas a homens (o que seria inútil, já que ninguém entenderia nada), mas sim a Deus – é a “linguagem sobrenatural da oração”, como veremos mais adiante.

Paulo prossegue dizendo que “ninguém o entende, e em espírito fala mistérios”. Isso é também o contrário ao dom de línguas segundo o conceito dos tradicionais: se o dom consiste em uma pessoa pregando a outra no idioma dela, presume-se que ela entende; além disso, não faz sentido dizer que “em espírito fala mistérios”, o que transmite a ideia de que a pessoa não está falando por si, mas algo misterioso e espiritual – o que vai na contramão daqueles que creem que esse dom consistia numa fala racional em um idioma terreno e humano. Por outro lado, o texto faz novamente todo o sentido do mundo no prisma pentecostal, pois de fato “ninguém entende” alguém que está falando em línguas (entre numa igreja pentecostal “do fogo” para ver se entende alguma coisa!), porque é o Espírito Santo quem está falando em mistérios através dela.

Como se não bastasse, o verso 3 é ainda mais definitivo e cabal: Paulo coloca em contraste o dom de línguas e a profecia, porque quem profetiza faz isso “para a edificação, encorajamento e consolação dos homens”. O verso seguinte complementa dizendo:

“Quem fala em língua a si mesmo se edifica, mas quem profetiza edifica a igreja” (1ª Coríntios 14:4)

Note o contraste inquestionável:

Dom de línguas
Dom de profecia
Não fala a homens
Fala a homens
Ninguém entende
É compreensível
Fala mistérios
Encoraja os homens
Edificação pessoal
Edificação do próximo (da igreja)
Nada, nada disso tem sentido no prisma cessacionista, justamente porque o dom de línguas no modelo deles funcionaria de um modo similar à profecia e não de forma antagônica. Isto é, seria uma pessoa falando em idioma humano a outra pessoa, buscando edificá-la (pregando a ela o evangelho). Seria, obviamente, um dom de edificação do próximo, e não de si mesmo – exatamente da mesma forma que a profecia. A profecia é de edificação do outro porque quem recebe a profecia recebe uma mensagem divina e assim é edificado; da mesma forma, o dom de línguas seria uma edificação do outro porque seu receptor estaria recebendo a mensagem do evangelho na língua dele. Ou seja, nada do contraste entre profecia e línguas faria sentido se o conceito do dom de línguas fosse o que os não-pentecostais asseveram.

Agora veja como as coisas fazem todo o sentido no modelo pentecostal: o dom de línguas é, como sabemos, uma arma de edificação individual, justamente porque ao falarmos em línguas nós não estamos fazendo nada pelo próximo: estamos orando por nós mesmos, em uma linguagem sobrenatural a qual desconhecemos. Se você recebe a pregação do evangelho na sua língua você está sendo edificado, se você recebe uma profecia você está sendo edificado, mas se você ouve um “labaxúrias” da vida você não está sendo edificado coisíssima nenhuma, embora esteja edificando espiritualmente a pessoa que está orando em línguas. Essa é a razão pela qual o dom de línguas só edifica a si mesmo, enquanto a profecia edifica a igreja.

Prossigamos a leitura:

“Gostaria que todos vocês falassem em línguas, mas prefiro que profetizem. Quem profetiza é maior do que aquele que fala em línguas, a não ser que as interprete, para que a igreja seja edificada” (1ª Coríntios 14:5)

Este outro texto também é um golpe fatal na interpretação tradicionalista, porque diz que as línguas podem ser interpretadas. Ora, de acordo com os não-pentecostais, as línguas faladas já são a pregação do evangelho no idioma de quem ouve, então seria completamente desnecessário um “intérprete” para a edificação do próximo. Alguém poderia supor que Paulo estaria fazendo aqui referência a alguém que durante o culto usa o dom de línguas para falar em um idioma estrangeiro que nem toda a congregação conhece, então por isso seria necessário o tal do intérprete. Mas isso seria simplesmente estúpido, uma vez que a igreja de Corinto era uma igreja gentílica cujos membros falavam em grego, e uma pregação em outro idioma seguida de uma tradução simplesmente retardaria o culto desnecessariamente.

Seria como alguém chegar no seu culto de domingo e falar em tailandês (mesmo sabendo o português perfeitamente), então alguém precisar traduzir para o idioma que aquelas pessoas já falam (inclusive o próprio pregador!). É uma coisa simplesmente sem nexo. Cabe destacar que na época o grego era o idioma universal, muito mais do que o inglês é hoje, e que os próprios judeus aprendiam desde a adolescência a falar em grego (com exceção das camadas mais pobres da sociedade). Além disso, note que Paulo diz que as línguas não edificam o próximo exceto se forem interpretadas, mas no conceito cessacionista as línguas são um instrumento de evangelização dos gentios sendo “interpretadas” ou não, e sem nenhuma edificação pessoal.

Agora veja como novamente o texto se enquadra com perfeição nos moldes pentecostais: você não edifica o próximo falando os “labaxúrias”, mas se alguém interpretar as línguas espirituais trazendo-as para uma língua inteligível a alguém, elas funcionariam da mesma forma que a profecia – é por isso que Paulo iguala o dom de línguas à profecia quando o mesmo é acompanhado do dom de interpretação durante um culto, cujo propósito é a edificação coletiva (da igreja).

Prossigamos a leitura:

“Agora, irmãos, se eu for visitá-los e falar em línguas, em que lhes serei útil, a não ser que lhes leve alguma revelação, ou conhecimento, ou profecia, ou doutrina? Até no caso de coisas inanimadas que produzem sons, tais como a flauta ou a cítara, como alguém reconhecerá o que está sendo tocado, se os sons não forem distintos? Além disso, se a trombeta não emitir um som claro, quem se preparará para a batalha? Assim acontece com vocês. Se não proferirem palavras compreensíveis com a língua, como alguém saberá o que está sendo dito? Vocês estarão simplesmente falando ao ar. Sem dúvida, há diversos idiomas no mundo; todavia, nenhum deles é sem sentido. Portanto, se eu não entender o significado do que alguém está falando, serei estrangeiro para quem fala, e ele, estrangeiro para mim. Assim acontece com vocês. Visto que estão ansiosos por terem dons espirituais, procurem crescer naqueles que trazem a edificação para a igreja” (1ª Coríntios 14:6-12)

Estes versos são constantemente tirados de contexto para tentar dizer que línguas ininteligíveis são inúteis, e, portanto, o dom de línguas no modelo pentecostal seria falso. Isso seria verdade se não fosse por um detalhe: Paulo não estava falando do uso individual do dom, mas sim de seu uso na igreja. Como já acabei de dizer, o dom de línguas é inútil no contexto litúrgico, porque o propósito de um culto não é a edificação de si mesmo, mas do próximo. É por isso que eu condeno os “labaxúrias” ditos durante o culto em muitas igrejas pentecostais, que acabam abusando do dom e o usando da mesma maneira equivocada que os coríntios faziam.

O que Paulo está dizendo é que falar em línguas durante o culto é desproposital, porque o propósito de um culto é a edificação coletiva, e o dom de línguas só serve para a edificação pessoal (exceto se houver interpretação). É por isso que Paulo diz que os coríntios tinham que crescer nos dons que traziam edificação para a igreja (ou seja, profecia e interpretação), já que as línguas edificam apenas o próprio indivíduo e por isso devem ser faladas em um contexto particular, não coletivamente. Então ele prossegue dizendo:

“Por isso, quem fala em línguas, ore para que a possa interpretar” (1ª Coríntios 14:13)

É a mesma lógica: se você fala em línguas está edificando apenas a si próprio, mas você pode orar a Deus pedindo o dom de interpretação de línguas para que possa usá-lo na igreja e assim instruir os outros também, tornando-se um dom de edificação coletiva. Além disso, note que é a própria pessoa que ora em línguas e que deveria interpretá-las, o que não faz sentido nenhum na visão tradicionalista, onde o dom em si já consiste no entendimento de um idioma que você desconhece, não havendo lógica nenhuma em orar para interpretar as línguas que você já fala!

Paulo continua:

“Pois, se oro em línguas, meu espírito ora, mas a minha mente fica infrutífera. Então, que farei? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento” (1ª Coríntios 14:14-15)

Este é pra mim o texto mais forte em favor do dom de línguas pentecostal: note que Paulo diz que a pessoa que ora em línguas ora apenas em espírito, mas não com a mente. Em outras palavras, a pessoa não “racionaliza” o que vai falar; é o Espírito que ora através dela. Ela não está “usando” a mente. Isso é exatamente o mesmo tipo de coisa que acontece entre os pentecostais, que não planejam as palavras que vão dizer, simplesmente vão deixando o Espírito orar dentro delas e falar através delas – tal como este estudo científico comprovou, e como você pode comprovar também com qualquer pentecostal que realmente fale em línguas, e não um que simplesmente force palavras como qualquer um pode fazer.

Em contrapartida, isso é exatamente o oposto ao dom de línguas no conceito tradicional, no qual a pessoa racionaliza as palavras da mesma forma que numa fala normal, só que em outro idioma que Deus fez com que ela conseguisse falar. Não há nenhuma forma honesta de conciliar este versículo com o modelo tradicional do dom de línguas.

E a coisa complica ainda mais no versículo seguinte, que fala sobre orar com o espírito e orar com o entendimento como sendo duas coisas distintas, exatamente pela razão que expliquei. No conceito tradicional, as duas orações são feitas com o entendimento, embora em idiomas diferentes, da mesma forma que você que sabe português e inglês pode usar o seu entendimento para orar nestes dois idiomas quando quiser. Mas aqui claramente as línguas se referem a um idioma sem entendimento, cuja mente fica “infrutífera” (livre), precisamente porque você não está racionalizando aquilo que diz ou que vai dizer, estando assim mais livre para realizar outras atividades ao mesmo tempo. Tudo livro é amplamente explicado no livro do Subirá – “O Falar em Línguas: A Linguagem Sobrenatural da Oração”.

Paulo continua:

“Se você estiver louvando a Deus em espírito, como poderá aquele que está entre os não instruídos dizer o ‘Amém’ à sua ação de graças, visto que não sabe o que você está dizendo? Pode ser que você esteja dando graças muito bem, mas o outro não é edificado” (1ª Coríntios 14:16-17)

Mais uma vez aqui o “louvar a Deus em espírito” se refere a uma coisa que ninguém entende, razão pela qual ninguém pode dizer “amém” à sua ação de graças, e assim ninguém é edificado. Paulo prossegue:

“Dou graças a Deus por falar em línguas mais do que todos vocês. Todavia, na igreja prefiro falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em línguas” (1ª Coríntios 14:18-19)

Aqui Paulo mostra que o dom de línguas é extremamente importante, mas num contexto particular, não durante o culto. Se não fosse por isso, ele não teria dito que dava graças a Deus por falar em línguas mais do que todos os coríntios, o que mostra que essa atividade é extremamente útil como uma ferramenta de edificação pessoal (como já vimos). Mas na igreja isso era inútil, porque a finalidade de um culto é a edificação coletiva e não a edificação pessoal, razão pela qual ele preferia falar cinco palavras compreensíveis na igreja do que dez mil em línguas estranhas. Isso novamente contrasta com o entendimento deles, porque se as línguas servissem para pregar o evangelho a um descrente elas seriam uma ferramenta de edificação do descrente, ou seja, de edificação do próximo e não meramente de si mesmo.

Prossigamos:

“Irmãos, deixem de pensar como crianças. Com respeito ao mal, sejam crianças; mas, quanto ao modo de pensar, sejam adultos. Pois está escrito na Lei: Por meio de homens de outras línguas e por meio de lábios de estrangeiros falarei a este povo, mas, mesmo assim, eles não me ouvirão’, diz o Senhor. Portanto, as línguas são um sinal para os descrentes, e não para os que crêem; a profecia, porém, é para os que crêem, e não para os descrentes” (1ª Coríntios 14:20-22)

Se Paulo não tinha em mente a interpretação cessacionista acerca das línguas como meros idiomas terrenos, do que ele estava falando então? Comecemos com o verso 21, onde a ênfase deve recair na parte final do verso, que diz: “ELES NÃO ME OUVIRÃO”. Ou seja, o verso diz respeito às línguas, mas Deus não diz que as pessoas de fora que as ouvissem iriam crer, diz justamente o contrário, que não iriam crer! Isso por si só já confronta o ensino dos cessacionistas, de que o dom de línguas era para pregar aos estrangeiros na língua deles para eles crerem (quando o texto diz claramente que eles NÃO creriam).

Então vem o verso 22, que diz que as línguas são um sinal para os incrédulos, e que a profecia é um sinal para os crentes. O que Paulo quis dizer com isso? Ele explica logo no verso seguinte, que nada mais é do que um complemento ao pensamento. Note que ele inicia o verso 23 com um “assim”, que também pode ser traduzido como “portanto”, “então”, etc. Ou seja: Paulo está dando um exemplo prático do que ele acabara de dizer. E qual é esse exemplo? É do tipo mais esclarecedor possível. Vejamos:

“Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos?” (1ª Coríntios 14:23)

Aqui está o “sinal para os incrédulos”, atrelado ao fato de que se um incrédulo entrasse na igreja e visse pessoas falando em línguas, ele NÃO creria (ou seja, permaneceria um incrédulo!). Note que isso está em consonância com o que ele afirmou no verso 21, onde diz que os descrentes que ouvissem as línguas NÃO creriam. É por isso que era um “sinal para os incrédulos” (e não para os crentes). Então Paulo faz o contraste com a profecia, que ele disse no verso 22 que é um “sinal para os crentes”. Em que sentido é um “sinal para os crentes”? Obviamente, no sentido oposto ao que as línguas são um “sinal para os incrédulos”. Então a única coisa que pode significar é que quando um descrente entrasse na igreja e visse as profecias, ele creria, diferentemente do que ocorre com as línguas. E é exatamente isso o que ele expressa nos versos 24 e 25, quando ele diz:

“Mas se entrar algum descrente ou não instruído quando todos estiverem profetizando, ele por todos será convencido de que é pecador e por todos será julgado, e os segredos do seu coração serão expostos. Assim, ele se prostrará, rosto em terra, e adorará a Deus, exclamando: ‘Deus realmente está entre vocês!’” (1ª Coríntios 14:24-25)

Também essa continuação que trata da profecia como um “sinal para crentes, e não para os incrédulos”, não faz qualquer sentido na interpretação cessacionista. Isso porque, na interpretação deles, as línguas eram um “sinal para os incrédulos” no sentido de ser anunciada somente aos incrédulos, e consequentemente a profecia deveria ser um “sinal para os crentes” justamente por ser o oposto a isso, ou seja, de ser anunciada somente aos crentes (observe que o mesmo texto que diz que “as línguas são um sinal para os incrédulos, e não para os que creem”, também diz logo na sequência que “a profecia, porém, é para os que crêem, e não para os descrentes” – v. 22).

Mas isso contraria flagrantemente o que Paulo oferece de exemplo logo nos versos seguintes, ao dizer que um descrente que entrasse na igreja receberia profecias e “por todos será convencido de que é pecador e por todos será julgado” (v. 24). Isso significa que quando Paulo disse que a profecia é um sinal “para os crentes, e não para os incrédulos”, isso certamente não significava que a profecia não seria direcionada aos incrédulos, porque não era disso que ele estava falando. E se não era disso que ele estava falando, então a parte anterior que diz que as línguas são “um sinal para os incrédulos, e não para os crentes”, também não significa que as línguas são direcionadas aos incrédulos. A interpretação cessacionista é precisamente o oposto do que Paulo transmite nos versos em questão.

Resumindo, portanto, diante de todo o contexto:

1) O dom de línguas é um “sinal para os incrédulos”, não no sentido de que se pregaria a um incrédulo no idioma dele para ele aceitar o evangelho, mas justamente pelo contrário, porque as línguas seriam inúteis a fim de converter um incrédulo.

2) O dom de profecia, ao contrário, é um “sinal para os crentes”, não no sentido de que não se daria profecia a um descrente, mas justamente pelo contrário, porque o descrente, recebendo a profecia, veria que é tudo verdade e assim constataria que Deus está naquele lugar (entre os crentes reunidos na igreja).

Como vemos, a interpretação cessacionista é completamente inconsistente com o contexto da passagem, seja em relação aos seus versos próximos, seja em relação ao capítulo como um todo. Antes de terminar essa parte, vale ressaltar a forma presente no texto grego, como consta no “Novo Testamento Interlinear Analítico Grego-Português”, de Paulo Sérgio e Odayr Oliveti:

Literalmente traduzido, ficaria: “Portanto, as línguas como sinal são não aos que creem, mas aos incrédulos”. Isso está em harmonia com o capítulo como um todo, que mostra a inutilidade das línguas faladas em um ambiente público (vs. 11, 16, 19 e 23), que não tem qualquer capacidade de impressionar ou converter um incrédulo, e que se um deles entrasse na igreja iria pensar que estão todos loucos (v. 23). Trocando em miúdos, é como se Paulo estivesse dizendo: “Por que vocês agem assim, se isso é completamente ineficaz para se crer no evangelho? Estão ajudando a tornar os descrentes ainda mais incrédulos!”.

É por isso que a ênfase do apóstolo recai em todo o capítulo na necessidade de se usar o dom de línguas individualmente, quando estamos a sós com Deus para edificação pessoal (vs. 2, 4 e 18), e não em público de forma desorganizada diante de outras pessoas (vs. 11, 16, 19 e 23), tornando o dom de edificação pessoal em algo infrutífero quando o propósito é a edificação coletiva (na igreja) – daí a prioridade dada ao dom de profecia (v. 5). Falando em línguas, você só edifica a si mesmo. Profetizando, você edifica os outros, que é um dos propósitos de se reunir como igreja. Por isso, tão vão quanto profetizar sozinho para si próprio, é falar em línguas para outras pessoas – um “sinal” que não serve a nenhum crente.

Todo o contexto, portanto, refuta como uma bomba os argumentos daqueles que insistem que Paulo não estava falando de línguas ininteligíveis em 1ª Coríntios 14 – tentar encontrar línguas terrenas e inteligíveis neste capítulo é quase tão difícil como encontrar o Mundial do Palmeiras. Mas existem outros textos que os cessacionistas usam tentando “refutar” o entendimento pentecostal, então vamos a eles.

  • “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos…”

Em 1ª Coríntios 13:1, Paulo escreve:

“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine” (1ª Coríntios 13:1)

Alguns tradicionais argumentam que, como Paulo usa o termo “ainda que”, então significa que ele não falava as “línguas dos anjos”, e portanto isso não teria nada a ver com o dom de línguas pentecostal. Este argumento é leviano e burro, primeiro porque Paulo não falava apenas da língua dos anjos aqui, mas ele diz “dos homens e dos anjos”. Será então que Paulo não conhecia nenhum idioma humano também, e falava a língua dos macacos? Creio que não. Você pode argumentar: “Mas isso talvez signifique apenas que Paulo não falava todas as línguas dos homens, já que o termo está no plural”. Se é assim, então o mesmo princípio se aplicaria às “línguas dos anjos”, que também está no plural (ou seja, significaria apenas que Paulo não falava todas as línguas dos homens e nem todas as línguas dos anjos, embora ele conseguisse falar ambas).

Além disso, o versículo seguinte usa o mesmo termo “ainda que” para se referir à profecia:

“Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei” (1ª Coríntios 13:2)

O grande detalhe é que Paulo efetivamente tinha o dom de profecia, como é aludido em 1ª Coríntios 13:9, em 1ª Coríntios 14:6 e em outros textos como 1ª Timóteo 4:1. Ou seja, Paulo tinha o dom de profecia e mesmo assim usou a expressão “ainda que” – a mesma que ele usou no verso anterior, sobre as línguas dos homens e dos anjos. Claro que aqui ele leva as coisas aos extremos, falando sobre todos os mistérios e todo o conhecimento, quando ele sabia mistérios (ex: 1Co 15:51) e tinha conhecimento, embora não plenos. Da mesma forma, ele podia não falar todas as línguas dos homens, mas falava algumas (como o hebraico, aramaico e grego). Usando o mesmo critério e bom senso, é lógico que Paulo falava a língua dos anjos, embora não todas também.

O que prova ainda mais fortemente que Paulo estava mesmo falando do dom de línguas aqui é o fato de esse texto não cair de paraquedas do céu, mas estar justamente no contexto dos dons espirituais. É um epílogo do capítulo anterior (12), que fala sobre os mesmos dons espirituais que Paulo se refere nestes versos do cap. 13 (dom de línguas, dom de profecia, dom da palavra de conhecimento, dom da fé, etc), e aparece imediatamente antes do cap. 14, que é justamente esse que analisamos sobre o dom de línguas. Chega a ser ridículo inferir que não há nenhuma alusão aqui a nada do capítulo anterior ou do seguinte. Faça uma simples comparação e chegue às suas próprias conclusões:

Capítulo 12
Capítulo 13
“Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, a palavra de conhecimento, pelo mesmo Espírito; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de cura, pelo único Espírito; a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas” (vs. 8-10)

“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei” (vs. 1-2)
É preciso ser monstruosamente desonesto para negar que no capítulo 13 Paulo estava fazendo uma alusão a alguns dos mesmos dons que ele acabara de mencionar, justamente na intenção de dizer que eles são menos importantes do que o amor. Mas note que na parte em que ele alude ao dom de línguas ele menciona a “língua dos anjos”, o que claramente significa que se trata de línguas ininteligíveis, até porque se não fosse ele teria mencionado apenas as línguas dos homens e deixado por isso mesmo.

  • Atos 2

Já vimos que o dom de línguas pentecostal é perfeitamente óbvio em 1ª Coríntios 14, que parece ter sido escrita por um pentecostal (e foi!). Mas há um texto que até certos pentecostais fazem uma concessão por não entenderem direito o que aconteceu ali: trata-se de Atos 2, o texto favorito dos que negam o dom de línguas pentecostal. Farei aqui o mesmo que fiz com 1ª Coríntios 14, interpretando parte por parte:

“Chegando o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos num só lugar. De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava” (Atos 2:1-4)

Observe que o texto diz que todos ficaram cheios do Espírito Santo e falaram outras línguas. Isso inclui não apenas os apóstolos, mas “um grupo de cerca de cento e vinte pessoas” (At 1:15), o que inclui “as mulheres, inclusive Maria, a mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus” (At 1:14). De acordo com os tradicionais, todas essas 120 pessoas estavam falando idiomas terrenos diferentes. Tendo isso em mente, prossigamos com o relato de Atos 2:

“Havia em Jerusalém judeus, tementes a Deus, vindos de todas as nações do mundo. Ouvindo-se este som, ajuntou-se uma multidão que ficou perplexa, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua. Atônitos e maravilhados, eles perguntavam: ‘Acaso não são galileus todos estes homens que estão falando? Então, como os ouvimos, cada um de nós, em nossa própria língua materna? Partos, medos e elamitas; habitantes da Mesopotâmia, Judéia e Capadócia, Ponto e da província da Ásia, Frígia e Panfília, Egito e das partes da Líbia próximas a Cirene; visitantes vindos de Roma, tanto judeus como convertidos ao judaísmo; cretenses e árabes. Nós os ouvimos declarar as maravilhas de Deus em nossa própria língua!’ E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?’ E outros, zombando, diziam: Eles beberam vinho demais!’” (Atos 2:5-13)

Aqui os cessacionistas afirmam que os apóstolos falaram aqueles idiomas terrenos daquelas pessoas. Mas note que em lugar nenhum o texto diz que eles falaram naqueles idiomas, mas sim que a multidão os ouviu naqueles idiomas. E mais: o texto não diz que cada um ouviu uma pessoa diferente falando na sua língua, mas sim que “os ouvimos, cada um de nós, em nossa própria língua”, o que implica que cada um ouvia o grupo inteiro dos 120 falando na língua deles. Isso é obviamente impossível de acontecer se no caso cada um estivesse falando em um idioma humano diferente, o que implica que estavam todos falando em línguas estranhas e Deus fazia com que as pessoas da multidão ouvissem como se cada uma delas estivesse falando no idioma de quem ouvia.

Além disso, se realmente as 120 pessoas estivessem falando em idiomas terrenos diferentes e foi isso o que a multidão ouviu, seria praticamente impossível que cada uma delas conseguisse ouvir, diferenciar e destacar que estavam falando no seu idioma. Pense que você está em Nova York em um lugar com 120 pessoas, e de repente todas elas começam a falar em voz alta em idiomas diferentes. Alguém ali entre os 120 está falando em português, mas quem é que no meio de toda essa barulheira conseguiria identificar isso? Óbvio que ninguém. Se quando meia dúzia de pessoas falam ao mesmo tempo coisas diferentes no mesmo idioma eu já não consigo entender bulhufas, imagine com 120 falando em idiomas diferentes! Mas note que eles não apenas conseguiam ouvir cada qual na sua própria língua, como ainda compreendiam perfeitamente que estavam «declarando as maravilhas de Deus»!

Para qualquer leitor inteligente, o que aconteceu ali foi Deus dando aos 120 o mesmo dom de línguas falado pelos pentecostais hoje, permitindo com que cada pessoa de fora as ouvisse como se estivessem falando todas em um mesmo idioma: o dela. Ou foi isso o que aconteceu em Atos 2, ou absolutamente nada no relato faz algum sentido em um cenário real de pessoas reais em um evento real. O fato de uns ficarem “maravilhados” (v. 12) e outros acharem que eles estavam “bêbados” (v. 13) só pode significar que a interpretação das línguas foi dada ao primeiro grupo que se maravilhou daquilo, enquanto este segundo grupo os ouviu da forma que falavam, concluindo o mesmo que qualquer pessoa que entre em um “culto penteca do fogo” concluirá: que estão todos loucos ou bêbados! Aliás, foi precisamente isso o que Paulo disse aos coríntios:

“Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos?” (1ª Coríntios 14:23)

Essa reação – de achar que estão “loucos” ou “bêbados” – é a mais natural de alguém que ouve um monte de gente estranha falando línguas ininteligíveis (os “labaxúrias”), mas não é a reação natural de alguém que ouve gente falar francês, alemão, inglês e etc. Fosse assim e os descrentes ficariam é surpreendidos pelo nível cultural e intelectual da igreja, capaz de falar diversos idiomas terrenos! Mas é justamente o contrário que ocorre: uma reação de quem está entrando em um hospício ou em um bar a altas horas da noite…

  • Outros textos

Das outras ocorrências do falar em línguas no Novo Testamento, nenhum apresenta o sentido claro de alguém o usando para pregar o evangelho a um descrente no idioma dele. Há literalmente zero referências a isso na Bíblia. Vamos a elas:

“Enquanto Pedro ainda estava falando estas palavras, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a mensagem. Os judeus convertidos que vieram com Pedro ficaram admirados de que o dom do Espírito Santo fosse derramado até sobre os gentios, pois os ouviam falando em línguas e exaltando a Deus. A seguir Pedro disse: ‘Pode alguém negar a água, impedindo que estes sejam batizados? Eles receberam o Espírito Santo como nós!’” (Atos 10:44-47)

Aqui o dom de línguas é dado a gentios convertidos, que passam a exaltar a Deus. O texto não diz que Pedro ou outra pessoa usou o dom de línguas para evangelizá-los e nem que eles ao receberem o dom de línguas passaram a evangelizar outras pessoas nessas línguas, mas o dom só aparece depois da conversão e com outra finalidade. A outra ocorrência em Atos aparece nove capítulos depois:

“Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, atravessando as regiões altas, chegou a Éfeso. Ali encontrou alguns discípulos e lhes perguntou: ‘Vocês receberam o Espírito Santo quando creram?’ Eles responderam: ‘Não, nem sequer ouvimos que existe o Espírito Santo’. ‘Então, que batismo vocês receberam?’, perguntou Paulo. ‘O batismo de João’, responderam eles. Disse Paulo: ‘O batismo de João foi um batismo de arrependimento. Ele dizia ao povo que cresse naquele que viria depois dele, isto é, em Jesus’. Ouvindo isso, eles foram batizados no nome do Senhor Jesus. Quando Paulo lhes impôs as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e começaram a falar em línguas e a profetizar. Eram ao todo uns doze homens” (Atos 19:1-7)

Mais uma vez, não é dito que Paulo ou outro discípulo usou o dom de línguas para levar o evangelho a esses crentes de Corinto – que, observe, já eram convertidos, embora fossem batizados apenas nas águas e não com o Espírito Santo. Ao serem batizados no Espírito Santo, começaram a manifestar dons espirituais, como o das línguas e a profecia. E mais: como ali só haviam crentes, eles falavam em línguas pra quem? Não havia ninguém ali para ser evangelizado, nenhum descrente que falasse em outro idioma. É evidente que a manifestação das línguas aqui não teve absolutamente nada a ver com um uso para evangelização de incrédulos no idioma deles. Isso é apenas uma teoria esfarrapada desprovida inteiramente de qualquer apoio bíblico, criada exclusivamente na intenção de se contrapor ao único modelo bíblico do dom.

Por fim, há aqueles que citam uma menção rápida às línguas nos versículos finais de Marcos, que dizem:

“Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados” (Marcos 16:17-18)

Em primeiro lugar, não há novamente nada nestes versos que digam ou sugiram que as línguas em questão se refiram a idiomas terrenos para a evangelização de gentios. Em segundo, há uma boa chance destes versos não constarem no evangelho de Marcos original, por estar ausente nos mais antigos manuscritos deste evangelho. Uma alternativa provável é que foi um enxerto posterior por um autor cristão, em uma época em que todos já sabiam o que essas línguas significavam, pois conheciam Atos dos Apóstolos e 1ª Coríntios, além do costume presente nas igrejas cristãs, que naquela época ainda manifestavam os dons espirituais amplamente. Portanto, este texto também não confronta em nada o dom de línguas nos moldes pentecostais.

Compilação Via Lucas Banzoli

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Havia mesmo um anjo no Tanque de Betesda? O texto de João 5.4 pertence ao original?

Havia mesmo

A passagem do Tanque de Betesda, narrada apenas no Evangelho de João (5.4), tem sido alvo de dúvidas, em relação a sua originalidade por alguns críticos textuais do Novo Testamento. Os questionamentos pairam, sobre dois pontos em relação ao texto:

1- A originalidade do texto de João 5.4 (apenas o verso 4, que não consta em alguns manuscritos gregos antigos)

2- E a crença propriamente dita em anjos da cura.

Nosso objetivo neste comentário, é analisar apenas o contexto da originalidade do texto de João 5.4, através da análise das informações manuscritológicas. Mas também comentaremos de forma breve o ponto dois. Será que esse texto pertence mesmo ao original? Os principais manuscritos gregos existentes, apoiam o verso (4) como pertencente ao original?

Para darmos início, primeiramente abra a sua Bíblia em qualquer uma das versões disponíveis em mãos, no texto de (Jo 5.4):

– ARA (Almeida Revista e Atualizada)
– NVI (Nova Versão Internacional)
– NAA (Nova Almeida Atualizada)
– NTLH (Nova Tradução da Linguagem de Hoje)

O leitor, pode perceber que nestas versões da Bíblia, a presença de colchetes se torna evidente nos referidos textos. O que mostra que essas versões se baseiam no texto crítico ou eclético (texto que tem como base poucos manuscritos antigos do Egito).

Mas, quais seriam os Manuscritos Gregos Impressos do Novo Testamento que não apoiam a originalidade do texto? Os 2 seguintes textos gregos principais impressos:

1- O NOVO TESTAMENTO GREGO (quinta edição revisada) SBU/SBU.
2- NOVUM TESTAMENTUM GRAECE (28° edição) NESTLE/ALAND

Esses são os 2 textos gregos principais utilizados pelos pesquisadores da atualidade no mundo da Crítica Textual. Todos defendem o texto crítico e foram através deles, que algumas versões da Bíblia se basearam no processo de tradução (em especial, João Ferreira de Almeida Atualizada)

Esses textos gregos, em seu aparato crítico (exemplo da SBU) sobre o verso 4 destaca que os seguintes manuscritos unciais, cursivos e papirus omitem o verso:

O PAPIRO 66
O PAPIRO 75
ÁLEF – CODEX SINAITICUS
B – CODEX VATICANUS
C – CODEX EPHRAEMI RESCRIPTUS
D – BEZAE
W – WASHINGTON
MANUSCRITO UNCIAL 0141
MANUSCRITOS CURSIVOS 33, 157

Mas, apesar de existir uma pequena quantidade de manuscritos que omitem este verso. É um fato que uma maior quantidade de manuscritos gregos apoiam a originalidade deste verso. Os principais testamentos gregos impressos que apoiam a leitura do texto são:

1- THE GREEK NEW TESTAMENT ACCORDING TO THE MAJORITY TEXT – HF dos eruditos (Hodges/ Farstad)
2- O NOVO TESTAMENTO GREGO SEGUNDO A FAMÍLIA 35 – Wilbur Pickering
3- O NOVO TESTAMENTO GREGO BIZANTINO – Robinson – Pierpont

Esses 3 textos gregos impressos apoiam a leitura e consequentemente a sua originalidade. Baseados em manuscritos bizantinos (mais recentes), ou seja, o texto majoritário (representado pela maioria). No aparato crítico do Dr Wilbur Pickering por exemplo, ele traz informações valiosas em termos de porcentagem de manuscritos que apoiam e discordam do texto de (Jo 5.4). O erudito Wilbur, aponta que:

CERCA DE 99.2% DOS MANUSCRITOS INCLUEM O VERSO 4 COMO PERTENCENTE AO ORIGINAL. E APENAS 0,8% NÃO TRAZ ESSA LEITURA.

Veja outros textos gregos impressos que também apoiam a originalidade do verso:

A família 35 – Wilbur Pickering (já mencionado)
A- Codex Alexandrino.
Poliglota Complutense.
Robinson e Pierpont (já mencionado anteriormente)
HF- (Hodges / Farstad)
NT- Igrejas Ortodoxas
Textus Receptus

Portanto, é uma fato evidente que uma grande parte dos eruditos e o apoio dos manuscritos gregos, autenticam a originalidade do texto.

A questão se era ou não crença judaica o fato de um anjo agitar as águas e curar os enfermos. Ao nosso ver, nos parece que provavelmente se tratava de uma crença dos judeus. Assim como havia a crença do anjo da guarda (consulte a declaração de fé das Assembleia de Deus, p. 88)

A obra ‘’Teologia Sistemática Pentecostal’’ editada e publicada pela CPAD, também deixa transparecer a tese de uma crença judaica, através do ponto de interrogação:
5) anjo da cura (Jo 5.1-4)? na p. 457, comentada por Wagner Gaby.

Conclusão: Mais de 90% dos manuscritos gregos do novo testamento comprovam e aprovam a originalidade do texto de João 5.4. Apesar de alguns críticos textuais optarem pela minoria dos manuscritos que omitem, não nos parece científico desprezar o que a maioria dos manuscritos dizem.

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Fonte :Manuscritologia do novo Testamento.

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Molinismo

ARMINIANISMO E MOLINISMO EM DIÁLOGO (PARTE 1).

Recentemente o cenário teológico arminiano em Angola tem feito um avanço muito significativo, e sem dúvida um dos maiores marcos foi a propagação da exploração de diferentes formas de Arminianismo e nesta plataforma embora correctamente o Molinismo não é visto como uma variação Arminiana, ele é visto como um elemento para diálogo. Este presente artigo terá o mesmo objectivo, de colocar ambas linhas de pensamento em diálogo, mas para isto, em primeira instância se buscará definir de forma introdutória o que é o arminianismo e o molinismo, e em seguida veremos o diálogo entre estas duas correntes nos escritos de Arminius.

A definição de um sistema de pensamento acaba trazendo à tona a identidade do próprio sistema, e quando se quer definir arminianismo as coisas não são assim tão lineares. O sistema teológico conhecido como arminianismo se sustém nos pensamentos do teólogo reformado Jacob Arminius (1559-1609), porém, o que se vê é que dentro do arminianismo assim como em outros sistemas de pensamento como o Calvinismo há uma série de ramificações, como por exemplo o arminianismo wesleano, arminianismo reformado, provisionismo, e arminianismo clássico. Ao meu ver parece que as ramificações do arminianismo acabam concordando em boa parte com as teses do arminianismo clássico, portanto neste artigo arminianismo será definido a luz do arminianismo clássico*, isto é, o arminianismo é um sistema teológico-soterologico que sustenta o FACTS como acrônimo (i.e. livres pela graça para crer, expiação para todos, eleição condicional, depravação total e segurança em Cristo).

O molinismo por sua vez foi concebido pelo monge jesuíta Luís de Molina (1535-1600) que buscou manter intacta a liberdade humana em um mundo governado por um Deus que realiza os seus propósitos por meio dos eventos que neste se sucedem. Para tal Molina concebe o conhecimento de Deus como um compêndio de três momentos lógicos (i.e. conhecimento natural, médio e livre). Embora que o trabalho de Molina tenha uma inclinação de articulação muito mais filosófica, todavia, a teologia molinista sustenta o ROSES como acrônimo (i.e. depravação radical, graça triunfante, eleição soberana, vida eterna, e redenção singular). Agora que temos as definições introdutoras voltemos a nossa atenção para o diálogo entre as duas correntes.

Concernente ao diálogo entre as duas correntes de pensamento, apenas olharemos para o relacionamento delas na pessoa de Arminius, por duas razões:

(1) Sendo Luís de Molina contemporâneo de Arminus e já envolvido no debate sobre graça que se desencadeava entre os Jesuítas e os Dominicanos, é de se esperar que de alguma maneira as contribuições de pessoas como Molina e Francisco Suáres fossem tomadas em conta;

(2) Olhar para Arminius nos ajudará a ver o quanto do molinismo o arminianismo bebeu a fim de podermos avaliar possibilidades ou impossibilidades de reconciliação dos sistemas.

A interação entre o pensamento teológico de Arminius e as contribuições de Molina foram exploradas em alguma profundidade em obras de Arminius como Private disputation, Colhatio (uma interação entre Francisus Junius e Arminius) e De Nature Dei (no capturo sobre o Conhecimento Divino). Oque se pode notar nestas obras é que:

1. Arminius estava consciente da contribuição de Molina e inclusive traz á tona sua contribuição admitindo que a mesma já era comum dentre alguns estudiosos. Isto não demostra que necessariamente Arminius fora influenciado por Molina, mas demostra que Arminius não era ignorante quanto às contribuições de seus contemporâneos:

” Os escolásticos também dizem que um tipo do conhecimento de Deus é natural e necessário, outro livre e um terceiro médio. Conhecimento natural ou necessário é aquele pelo qual ele entende a ele mesmo e todas as possibilidades. Conhecimento livre é aquele pelo qual ele conhece todo outro ser (ou coisa?) atualmente existente. Conhecimento médio é aquele pelo qual ele conhece se isto acontecer então aquilo se sucede” [1]

2. Arminius de vez em quanto parece usar uma linguagem muito molinista em seu argumento contrastando a ideia de mundos possíveis e mundo atual, admitindo assim como Molina que dentre as muitíssimas possibilidades e a atualidade está apenas a vontade de Deus. Vontade esta que quando actualizada acarreta fortes implicações na questão de predestinação, salvação e existência como um todo.

“Porque o acto da vontade de predestinar e o decretar fica em pé entre os possíveis a serem criados e os que hão de ser criados, entre os possíveis a serem salvos e os que hão de ser salvos, por este acto o número de possíveis a serem salvos e possíveis a serem criados é contrastado pelo reduzido em número dos que hão de ser salvos e dos que hão de ser criados” [2]

3. Arminius parece por vezes reclinar na teoria molinista para suster melhor o seu caso. Neste específico exemplo abaixo, parece que Arminius tal qual Molina se reclina no conhecimento médio como base divina para as questões que lhe dão com a liberdade de escolha das coisas criadas. Este reclinar sobre uma almofada filosófica aparenta confortar o corpo teológico da teologia do próprio Arminus.

“O conhecimento de Deus que… é chamado de inteligência simples, natural ou necessário, é a causa de todas as coisas por meio de prescrição e direção, e a esta é adicionada a ação da vontade e poder, embora que é necessário que o conhecimento médio intervenha nas coisas (questões?) que dependem da liberdade de escolha das coisas criadas” [3]

Portanto, por meio dos escritos de Jacob Arminius pôde-se notar que ele não estava ignorante a contribuição de Molina e sua influência no universo teológico, por vezes usava linguagem muito característica ao pensamento de Molina aparentando acariciar consigo algumas das implicações, e por último, às vezes parece reclinar sobre a filosofia molinista para sugerir o corpo de sua teologia. Porém, tal como Arminius alguns teólogos aceitam a contribuição e linguagem molinista sem necessariamente serem molinista.

Logo, por molinista queremos dizer apenas alguém que aceita a ideia de Molina sobre conhecimento médio, mas não abraça a totalidade de suas implicações, então Arminius pode ser chamado de molinista neste aspecto, alguns teólogos chegam até a dizer que Arminius foi o primeiro “molinista protestante” e portanto seria a porta de entrada e florescer do molinismo no protestantismo[4]. Mas se por molinista alegamos alguém que abraça não somente a ideia e linguagem de Molina mas suas implicações em totalidade então teríamos insuficientes informações para julgar Arminius neste aspecto. Por esta razão no cenário contemporâneo os teólogos divergem quanto a conclusão do diálogo entre Molinismo e Arminianismo, alguns acham que o diálogo pode acabam com um fecho de “cooperação”, “suprimento mútuo” entre as duas correntes e outros acham que não há outro desfecho senão a impossibilidade de caminharem juntos. No próximo artigo exploraremos melhor estas duas possibilidades.

Referências
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1. Arminius, Jacob. De Nature Dei: Thesis 43.
2. Arminius, Jacob. Examen thesium Gomari, 34 (Works 3:554)
3. Arminius, Jacob. Disputatio Publica; 4:45.
4. Olson, Roger E. Are Arminian Theology and Middle Knowledge Compatible?.

#Botelho.

#SOCIEDADE_ARMINIANA_ANGOLANA

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O profeta Eliseu e as duas ursas X 42 crianças

Uma das passagens da Escritura que muitas vezes vejo céticos citarem a fim de trazer acusação contra a Bíblia, é a história de Eliseu e as quarenta e duas crianças sendo atacadas por dois ursos. Entendo que qualquer explicação sobre essa relato não vai ser suficiente para alguns e para outros (que desejam permanecer céticos) que vêem uma resposta credível, provavelmente vão apenas passar para outras passagens para continuar com seus ataques. Devemos ter em mente que a resposta racional não é normalmente procurada de qualquer maneira, mas o contrário. Eu estou falando por experiência aqui. Vamos ler a passagem que está em questão (grifo meu).

2 Reis 2, 23-24 (KJV): Então subiu dali a Betel; e, subindo ele pelo caminho, saíram algumas crianças (na’ar) para fora da cidade, e zombavam dele, e disse-lhe: Sobe, calvo! Sobe, calvo! E virou-se para trás, os viu, e as amaldiçoou em nome do Senhor. E apareceram duas ursas para fora da floresta, e devorou quarenta e duas crianças (yeled) dentre eles.

Não pode haver dúvida de que esta história termina em tragédia, mas o que é muitas vezes esquecido é quem/o que foram as crianças. Em uma leitura rápida desta escritura, parece como se o profeta Eliseu maliciosamente condenou as criancinhas (alguns têm dito com menos de dez anos de idade) por simplesmente tirar sarro dele. A infeliz tradução de duas palavras hebraicas para o português, traduzidas como “crianças”, não nos dá o escopo completo de sua gama de significados. A palavra na’ar foi aplicada a vários indivíduos que não eram claramente crianças. Isaac foi chamado na’ar quando tinha 28 anos de idade. [1] José também foi chamado de na’ar quando tinha trinta e nove anos. [2] Existem outras passagens em que esta palavra se aplica a homens crescidos. A palavra yeled tem representações semelhantes, por isso não há necessidade para que possamos continuar mais neste ponto.

Mesmo que estes foram homens já crescidos, ainda parece ser um ato duro para Eliseu amaldiçoá-los para fazer o divertimento dele, certo? Bem, vamos olhar o que potencialmente está acontecendo aqui. Não podemos realmente saber com certeza, uma vez que não estavam lá, mas há algumas pistas sobre o que estava acontecendo. Parece que estes homens estavam fazendo mais do que zombar dele, mas provavelmente estavam ameaçando o profeta. Ao dizerem-lhe “sobe”, pode ser visto como uma ameaça para sair deste mundo – como seu mentor Elias milagrosamente saiu – ou eles iriam tentar isso através de outro meio. E com quarenta e dois rapazes vindo sobre ele para o atacar, poderiam ter fácil vencê-lo, salvo um milagre, e é aí que os ursos que vieram a intervir.


Também é possível que ele não tenha sofrido nenhum ataque, além de zombaria. No entanto, esta ainda é uma acusação séria no Antigo Testamento, antes que o novo Pacto da Graça fosse iniciado. Deus, por várias razões, colocou seus profetas sob um juramento sério (para manter a pureza e santidade na vanguarda) e aqueles que os desafiassem não deviam ser tolerados. Outro exemplo disso seria onde duzentos e cinqüenta pessoas tentaram usurpar a autoridade de Moisés e Arão. Aqueles homens não se saíram muito bem. [3] Isto foi a fim de manter os judeus de apostatar como as nações pagãs fez; afinal, eles eram pessoas que deveriam preservar a Palavra de Deus e, finalmente, gerar o Messias [4] para toda a humanidade. Se Deus permitisse uma frouxa de direito, a tibieza das pessoas teria se seguido e esta realidade poderia nunca se materializar.

Notas finais

1. (King James Version) Gênesis 21,12 E Deus disse a Abraão: Que não seja duro aos teus olhos por causa do moço e por causa da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência.

2. (King James Version) Gênesis 41,12 E estava ali conosco um jovem hebreu, servo do capitão da guarda; e nós dissemos a ele, e ele nos interpretou os nossos sonhos; a cada um segundo o seu sonho, ele fez interpretar.

3. (King James Version) Números 16,28-33 “Moisés disse:” Por isso, você deve saber que o Senhor me enviou a fazer todas estas obras; para isso não é obra minha. “Se estes morrerem como morrem todos os homens ou se sofrer o destino de todos os homens, então o Senhor não me enviou. “Mas, se o Senhor traz uma coisa totalmente nova e no chão abre a boca e os tragar com tudo o que é deles, e eles descem vivos no Sheol, então você vai entender que estes homens têm desprezado o Senhor.” Assim que ele terminou falar todas estas palavras, a terra que estava debaixo deles se abriu; ea terra abriu a boca e os tragou com as suas famílias, e todos os homens que pertenciam a Corá com suas posses. Assim eles e tudo o que pertencia a eles desceram vivos ao Seol; ea terra os cobriu, e pereceram do meio da congregação “.

4. (King James Version) Gênesis 3,15 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência ea sua descendência (Jesus, o Messias); esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

Fonte: http://www.christianapologeticsalliance.com/2012/08/15/the-prophet-elisha-and-two-bears-verses-forty-two-children/
Tradução: Emerson de Oliveira

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JACO ARMÍNIO VS WILLIAM PERKINS: UMA RESENHA DO DEBATE

No ano de 1602, o pastor reformado e teólogo holandês Jacó Armínio engajou-se numa disputa com o teólogo puritano e clérigo inglês William Perkins acerca da ordem e do modo da Predestinação. Resumirei o debate, destacando alguns pontos interessantes e dignos de nota. (Todas as citações de Armínio foram retiradas do livro “As Obras de Armínio — vol. 3” 2015, da CPAD/RJ.)

1. Distante de ser uma disputa ordinária entre calvinistas e arminianos, na qual discutem-se, por vezes infrutiferamente, a interpretação de versículos específicos (análoga ao famigerado programa de televisão Vejam Só!), o debate que se desenrolou entre esses dois teólogos foi extremamente profundo e profícuo, na exata medida que (A) dialogou com as diversas disciplinas das humanidades, tais como filologia, filosofia, gramática e retórica, (2) versou principalmente sobre dois assuntos que estavam em alta na escolástica tardia: qual é o constitutivo formal do livre-arbítrio e a como se dá a eficiência dos auxílios concedidos por Deus ao homem (as graças). Portanto, estamos lidando com uma querela de altíssimo nível, perfumada com os aromas do brilhantismo escolástico. Armínio comenta: “a colaboração de Deus com as causas segundas, para realizar algum ato ou produzir alguma obra, é de dois aspectos: o auxílio geral e o auxílio especial de sua graça. É extremamente certo que nada de bom pode ser realizado por qualquer criatura racional sem esse auxílio especial de sua graça. Porém, se cabe à vontade divina, desejando isso absolutamente, transmitir esse gracioso auxílio, e por esta transmissão, realizar o bem em nós [irresistivelmente], é algo controverso entre os teólogos… há discussão a respeito do modo de prevenção [de pecados] — se pela ação onipotente da Divindade operando na vontade humana, segundo o modo da natureza, da qual existe a necessidade de prevenção, ou por uma ação que opera na vontade, segundo o modo da vontade, no que diz respeito a liberdade, da qual existe a certeza da prevenção”[1].

2. Armínio humildemente reconhece inabilidade para entrar em alguns meandros do debate acerca dos auxílios divinos: “Vejo aqui um labirinto em que não vou entrar agora, porque não teria como sair dele, exceto pela orientação do modo da colaboração de Deus com o homem, na realização de qualquer coisa boa, explicação que não cabe neste lugar, ou, como realmente RECONHEÇO, não se inclui entre as minhas habilidades” [2]. Em outro lugar, Armínio adiciona: “Iniciamos, aqui, uma discussão de grande dificuldade, e dificilmente explicável, pelo menos de minha parte, já que sou apenas um principiante e não estou suficientemente familiarizado com esses níveis da Teologia Sagrada”[3].

3. Armínio estava familiarizado com a interpretação infralapsariana da predestinação: “A predestinação de que as Escrituras tratam é a dos homens, em sua relação como pecadores; ela é feita em Cristo (…) Se, além disso, o ato da predestinação é a eleição prévia de alguns que deverão ser redimidos de sua depravação e o abandono de outros à sua depravação, com base nisto também fica evidente que a predestinação tem a ver com os homens, considerados pecadores”[4]. Boa parte da sua discordância com seus oponentes advinha do fato de que eles eram defensores de formas rígidas do supralapsarianismo. François Turretini, grande apologeta reformado e defensor do infralapsarianismo bem coloca: “A eleição dos homens é feita em Cristo (Ef 1.4). Por isso ela considera o homem já caído, porque ele não pode ser eleito em Cristo exceto para ser redimido e santificado por ele. Portanto, são escolhidos pecadores e miseráveis. (…) visto que ninguém pode ser eleito para a salvação e ser alcançado por Cristo exceto como perdido e miserável, o objeto dessa eleição deve ser o homem já caído”[5].

4. É completamente iníquo pintar a teologia de Armínio como uma ressurreição do Pelagianismo sendo que, ao longo do debate, diversas vezes Armínio se colocou a favor de Agostinho e, pasmem, contra Perkins! Muitas vezes, inclusive, corrigiu interpretações equivocadas de Perkins acerca da obra do bispo de Hipona. Equívocos assim são muito comuns em quem acha que Agostinho era um “calvinista antes de Calvino”, sendo que Agostinho defendia a possibilidade de apostasia e a expiação ilimitada, como mostro aqui. “Agostinho também admite isto em várias passagens. Citarei uma ou duas”[6]. “Essa interpretação de Agostinho é provada como verdadeira”[7]. Como se não bastasse, faz uso dos Pais da Igreja e de Tomás de Aquino: “A observação de Tomás de Aquino não favorece a sua opinião, nem se opõe a minha”[8] e “com referência aos sentimentos dos patriarcas, sem dúvidas, o senhor sabe que praticamente toda a antiguidade é da opinião de que os fiéis podem cair e perecem”[9].

5. Armínio sabia a importância de sustentar doutrinas do teísmo clássico como a impassibilidade divina, a presciência exaustiva e a omnicausalidade. “A expectativa é atribuída a Deus apenas por antropopatia”[10], “a incerteza não pode ser atribuída à vontade daquele que, em sua infinita sabedoria, tem todas as coisas sob seu completo controle, e com certeza conhece, previamente, todos os eventos futuros, até mesmo os mais contingentes”[11], “confesso abertamente que Deus é a causa de todos os atos que são perpetrados pelas suas criaturas, mas desejo apenas que a eficiência de Deus seja explicada de tal maneira , de modo a não subestimar nada da liberdade da criatura, e não transferir a Deus a culpa pelo pecado da criatura” [12].

6. Ele sabia reconhecer quando um argumento de seu oponente era realmente difícil de responder: “admito, no entanto, que este argumento é o mais forte entre aqueles mencionados até aqui” [13].

7. Tinha uma preocupação tão grande com o carácter de Deus que afirmava que “é melhor remover da Divindade um ato que pertence a Ele, do que atribuir a Ele um mau ato, que não pertence a Ele; assim será feita a Deus uma ofensa maior, se Ele for considerado como causa do pecado, do que se Ele for considerado como um espectador desinteressado de um ato” [14].

8. Armínio conhecia os escritos do cardeal italiano Roberto Belarmino, grande jesuíta, a ponto de reconhecer referências implícitas a ele somente por causa da ordem de versículos utilizadas por Perkins: “A seguir, vem a explicação de algumas passagens das Escrituras, que aqueles que exigem a graça suficiente estão acostumados a usar como prova. O senhor parece tê-las selecionado de Belarmino, que as apresenta, na mesma ordem que o senhor as usa” [15].

9. Junto a Agostinho corretamente distingue, contra Perkins e alguns calvinistas, que há graças suficientes e eficientes. Perkins e alguns calvinistas acreditavam que toda graça precisa ser de ordem eficiente: “as passagens de Agostinho mostram que a graça preparada para os predestinados certamente inclinará seus corações e não será rejeitada por eles, porque Deus usa tais persuasões para com eles, pois Ele sabe que será adequado para eles, e adaptados a persuadi-los. A esta, ela chama graça eficaz, e sempre a distingue da graça suficiente. O senhor [Perkins], no entanto, ao citar Agostinho, com suficiente arrogância, repudia esta distinção” [16].

10. Reconhece que se Deus quisesse, poderia sim, por sua onipotência vencer os impedimentos nas criaturas livres, embora isso não seria conveniente (contra alguns arminianos modernos e molinistas, que dizem que isso seria intrinsecamente impossível): “pode ser possível, para onipotência absoluta de Deus [corrigir a sua iniquidade], mas não é adequado que Deus corrija, dessa maneira, a iniquidade da criatura” [17].

11. Ensinou que “ninguém tem fé, exceto pelo dom de Deus, embora possa haver dúvida de que o homem tem a livre escolha de não crer”[18].

12. Como Perkins negava a expiação ilimitada, não compreendia que uma graça suficiente era ministrada a todos os homens com base na cruz de Cristo. Armínio corretamente pontua que isso tornaria o pecado uma ação necessária, e não livre. Isso ocasionaria dois problemas (1) absolveria o pecador, desculpando-o, tendo em vista que ninguém pode ser punido por fazer algo que ele não poderia deixar de fazer. O que é feito por necessidade, não pode ter sido feito com responsabilidade, tendo em vista que não foi livre, (2) tornaria Deus a causa do pecado. “O senhor não consegue desatar o nó, pois sempre permanece verdade que uma negação da graça, necessária para evitar o pecado, é uma causa do pecado…. sempre será falso, que peca livre e voluntariamente, aquele que não consegue se abster de pecar” [19].

13. Lança um argumento gramatical excelente para a expiação ilimitada: “A sua falsidade consiste no fato de que Cristo é considerado como aquele que sustentou, na cruz, apenas o carácter dos eleitos. Provo isso com base no fato de que as Escrituras não dizem isso em nenhuma parte; na verdade, elas afirmam o contrário em várias passagens. Cristo é chamado o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Está escrito que Deus “amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito” (Jo 3:16). Cristo declara que dará “a sua carne pela vida do mundo” (Jo 6:51). “Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo” (2 Co 5:19) “Ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo (1 Jo 2:2). Os samaritanos disseram: “Sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do Mundo” (Jo 4:42). Também 1 Jo 4:14: “E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do Mundo”. O fato de que, pela palavra “mundo”, nestas passagens, deve-se entender todos os homens de maneira geral, é manifesto por essas passagens e pelos usos das Escrituras. Pois não existe, em minha opinião, nenhuma passagem em toda a Bíblia, em que possa ser provado, sem nenhuma controvérsia, que a palavra “mundo” significa “eleitos””[20].

Referências Bibliográficas:

[1] As Obras de Armínio — vol. 3, p. 279–280.
[2] p. 281.
[3] p. 354.
[4] p. 283, 288.
[5] TURRETINI, François. Compêndio de Teologia Apologética. 1 ed. São Paulo: Cultura Cristã. 2011, p. 445.
[6] Armínio, p. 308–309.
[7] p. 350.
[8] p. 378.
[9] P. 459.
[10] p. 479.
[11] p. 434.
[12] p. 418.
[13] p. 460.
[14] p. 422.
[15] p. 477.
[16] p. 474.
[17] p. 433.
[18] p. 434.
[19] p. 392.
[20] p. 334.

Por: Jadson Targino

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Arminio e a Possibilidade de perca da Salvação.

Algumas páginas tem mentido sobre Armínio postando frases para fazer parecer que ele defendia a Perseverança dos Santos calvinista, vejamos como essas páginas mentem ao recortar os textos de Armínio.

ARMÍNIO E A POSSIBILIDADE DE PERDA DA SALVAÇÃO

Leiamos Armínio por ele mesmo:

“Jesus Cristo, também pelo seu Espírito Santo, as auxilia [as pessoas salvas] em todas as tentações que enfrentam, e lhes proporciona o pronto socorro de sua mão; também entendo que Cristo as guarda não as deixando cair, DESDE QUE tenham se preparado para a batalha, implorando a sua ajuda, e não querendo vencer por suas próprias forças” (As Obras de Armínio, vol. 1, p. 232)

“(…) embora seja verdade que aquele que pedir [em oração] pode ser confirmado contra as tentações, e pode não cair, ainda assim é possível que ele possa não pedir e, desse modo, não receber aquela força, de modo que a DESERÇÃO [da Igreja, o Corpo de Cristo] ACONTEÇA. Daí surge a constante necessidade de oração (…)” (vol. 3, p. 458, 459)

“Se alguém afirma que levando em consideração o fato de terem sido eleitos não é possível que os crentes, finalmente, venham a cair e se manter longe da salvação, porque Deus decretou salvá-los – eu respondo que o decreto sobre ser guardado não tira a possibilidade da condenação, mas remove a condenação em si. (…) é impossível que os crentes, DESDE QUE permaneçam fiéis, venham a perder a salvação. Porque se isso fosse possível, o poder que Deus decidiu empregar para salvar os crentes seria vencido. POR OUTRO LADO, se os crentes APOSTATAREM da fé e se tornarem indolentes, é impossível que eles não se desviem da salvação, ou seja, desde que continuem incrédulos” (vol. 1, p. 257, 258)

“É POSSÍVEL QUE UM CRISTÃO FIEL CAIA em algum pecado mortal, e disso Davi parece ser um exemplo. Portanto, ele pode cair em um momento tal que, se estivesse, então, prestes a morrer, ESTARIA CONDENADO” (vol. 1, p. 355)

“(…) basta que ele saiba que não declinará da fé por nenhuma força de satanás, do pecado e do mundo, e por nenhuma inclinação ou fraqueza da sua própria carne, A MENOS QUE ELE, VOLUNTARIAMENTE, ceda à tentação, e negligencie a busca de sua própria salvação de uma maneira consciente” (vol. 2, p. 434, 435)

“…[a opinião] que afirma que é possível que os fiéis percam a fé SEMPRE TEVE mais apoiadores na igreja de Cristo que aquela que nega a possibilidade de que isso ocorra” (Vol. 2, p. 434)

“(…) enquanto durar essa continuação e confirmação, os fiéis não parecem deixar de correr o risco de cair. Pois assim como qualquer pessoa pode não estar disposta a ser edificada sobre a pedra, também é possível que o mesmo homem, se começar a ser edificado, CAIA, RESISTINDO à continuação e confirmação da edificação. (…) praticamente toda a antiguidade é da opinião de que os fiéis PODEM CAIR E PERECER” (vol. 3, p. 458)

“(…) ENQUANTO a semente de Deus estiver em uma pessoa, ela não peca para a morte, mas é possível que a semente, propriamente dita, POR SUA PRÓPRIA CULPA É NEGLIGÊNCIA [do crente], SEJA REMOVIDA de seu coração e assim a sua primeira criação, à imagem de Deus, foi perdida, também a segunda transmissão PODE SER PERDIDA (…) o pecado reinante não pode subsistir com a graça do Espírito Santo. Também é verdade que o pecado não reina no regenerado, pois, antes que isso possa acontecer, é necessário que ele rejeite a graça do Espírito Santo, que mortifica o pecado e restringe o seu poder” (vol. 3, p. 460, 467)

“Romanos 6 também é uma exortação do apóstolo aos fiéis, para que não mais vivam em pecado, porque, em Cristo, estão mortos para o pecado. Esta advertência aos cristãos SERIA EM VÃO, se não fosse possível que eles vivessem em pecado, MESMO DEPOIS de sua libertação do seu domínio” (vol. 3, p. 460)

“Com base nessa passagens [de escritos de Agostinho], em minha opinião, ficará claro que Agostinho pensava que alguns fiéis, algumas pessoas justificadas e regeneradas, algumas a quem havia sido concedida a fé, esperança e amor, podem apostatar e se perder e, apostatarão e se perderão, com a única exceção dos predestinados” (vol. 3, p. 467)

“No início da fé em Cristo e da conversão a Deus, o fiel se torna um membro vivo de Cristo. SE ELE PERSEVERAR na fé de Cristo, e mantiver uma boa consciência, permanecerá como um membro vivo. MAS SE ele se tornar idolente, se não tiver cuidado consigo mesmo, se der lugar ao pecado (…) prosseguindo dessa maneira, por fim, ele morre inteiramente e DEIXA DE SER UM MEMBRO DE CRISTO” (vol. 3, p. 473)

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OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

As palavras e ensinos de Jacó Armínio foram bastante torcidas pelos seus adversários, e por esta razão o teólogo holandês não dizia publicamente que “um verdadeiro crente pode tanto cair totalmente distanciando-se da fé, e perecer” sem que tal afirmação fosse seguida de uma explicação detalhada, para não fazê-lo parecer estar defendendo insuficiência da graça de Deus e a tolice de que o “os eleitos podem, finalmente, ser perdidos”. Até porque para Armínio, a eleição bíblica leva em conta a perseverança final do cristão, não apenas a regeneração, sendo impossível que o que persevera até o fim (verdadeiro eleito) perca a salvação. Pois se isto fosse possível, de que modo o crente que persevera poderia ter certeza de sua salvação? O cuidado de Armínio era o mesmo de um teólogo hoje que evita dizer apenas que “Deus é três pessoas”, sem que isto seja devidamente explicado, para não parecer o ensino de um triteísmo, embora todos cremos que, de fato, Deus é um, existente eternamente em três pessoas distintas.

Entendendo-se este contexto de disputa teológica, e de extrema cautela do teólogo holandês em que suas palavras não sofressem dano, ficará bem claro nas citações acima, retiradas de As Obras de Armínio (3 volumes, CPAD, 2015), que Armínio acreditava sim na possibilidade do convertido, o crente regenerado, negligenciar a fé, negar a graça do Espírito Santo, e afastar-se finalmente da salvação outrora abraçada, mas não por uma força externa a que o crente não tivesse de Deus graça suficiente para vencer, e sim porque tal crente primeiro negou esta graça, e o fez livremente (Armínio cria que o livre-arbítrio restaurado pela graça preveniente podia, mesmo após a conversão, ser usado para negar a Cristo). Ele queria que este ponto fosse melhor discutido no Sínodo da Holanda, mas tanto em suas aulas na Universidade de Leyden, em sua declaração de sentimentos, como em suas cartas pessoais a doutores calvinistas, já deixava claro seu posicionamento, junto com muitos doutores contemporâneos seus e da antiguidade: o regenerado pode cair da fé e perder-se finalmente.

Via Teologia Arminiana e Pentecostal.

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Arminio era um Reformado.


Armínio sempre se considerou um reformado em um sentido mais amplo.
Em sua forma de pensar, o calvinismo rígido era apenas uma ramificação da teologia reformada; ele pertencia à outra ramificação. Isso não fazia dele menos reformado. Bangs discorda de Richard Muller, que defende que Armínio e sua teologia representam um desvio radical do pensamento reformado. Para Bangs, Armínio e sua teologia representam uma variedade do pensamento reformado, mesmo fora do grupo dominante.
O arminianismo é mais uma correção da teologia reformada do que um abandono dela.

“Arminio mantém-se resoluto na tradição reformada ao insistir que a salvação
é somente pela graça e que a habilidade ou mérito humano deve ser excluído como
causa da salvação, é somente a fé em Cristo que coloca o pecador na companhia dos eleitos”.

A correção jaz na rejeição de Armínio ao monergismo rígido, que muitos vieram a equiparar à própria teologia reformada; ele preferia focar nos pontos em concordância que ele partilhava com outros pensadores reformadores a focar nos pontos de discórdia. (Embora, ele sempre fosse forçado a afirmar suas opiniões divergentes das versões mais extremas do calvinismo).

A opinião que Armínio e o arminianismo clássico são parte da tradição reformada mais abrangente e não o oposto do calvinismo é partilhada por muitos eruditos. Gerrit Jan Hoenderdal, teólogo holandês, diz:

“Muito calvinismo pode ser encontrado na teologia de Armínio; mas ele tentou ser um calvinista de uma maneira mais independente”.

Ele confirma a afirmação de Bangs de que isto era comumente aceito nas igrejas e universidades holandesas antes da época de Armínio, mas que certa rigidez no calvinismo havia se iniciado durante a carreira de Armínio na Universidade de LeidenT James Luther Adams concorda, de acordo com ele, Armínio conservou características do calvinismo.

Dentre as características estão
a ênfase na soberania da graça como necessária até mesmo para as primeiras inclinações do coração para Deus e o destaque à salvação como um dom gratuito que não pode ser adquirido ou merecido.
Donald Lake concorda e diz que Armínio era “na maioria dos pontos, um calvinista brando”. Howard Slaatte também concorda.
De acordo com ele, Armínio trouxe ajustes à teologia reformada; ele não separou-se dela.
Os remonstrantes posteriores, que Slaatte chama de “quase arminianos” (quase certamente Philip Limborch), abandonaram o verdadeiro arminianismo, defendido por Armínio e sua primeira geração de seguidores (Episcópio e outros primeiros remonstrantes).

Ele chama Armínio de um “calvinista de esquerda” e afirma que, ao passo que Pelágio era um moralista, Armínio era um produto confirmado da reforma protestante.

ROGER E. OLSON
TEOLOGIA ARMINIANA
MITOS E REALIDADES

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John Owen sobre o Texto Recebido.


Muitos pensam que a polêmica entre a crítica textual e os defensores do Texto Recebido e Massorético ocorreu apenas no século 19, depois que expoentes críticos como Lachmann também conhecido como “o pai da crítica textual moderna”, Tischendorf e Tregelles questionaram a veracidade histórica da o texto grego-hebraico usado nas Bíblias da Reforma. O ponto culminante desta crítica textual, como sabemos, foi O Novo Testamento no original grego [i] de 1881 feito pelo inglês Westcott e Hort principalmente dos Códices Sinaítico e Vaticano (entre outros manuscritos secundários da família Alexandrina).
Mas o famoso teólogo puritano inglês, John Owen, teve que lidar com essa controvérsia no início do século XVII. Owen nasceu em 1616 e morreu em 1683. Durante sua vida, ele produziu grandes obras de teologia reformada sobre a salvação e a vida de santidade do crente, tais como: ” A mortificação do pecado “, ” Vida através da morte “, ” A glória de Cristo ”etc. O que poucos sabem é que Owen também escreveu extensivamente sobre bibliologia . Como professor da Universidade de Oxford (tornou-se vice-reitor em 1652), ele estava familiarizado com as línguas bíblicas e a transmissão do texto divino. Owen escreveu um livro convencido na crençada providência de Deus em preservar cópias dos originais da Bíblia ao longo dos séculos ; este livro foi chamado:
A Pureza e Integridade do Texto Hebraico e Grego das Escrituras.
Owen, como outros puritanos, acreditava que Deus preservava cópias autorizadas dos originais ao longo da história, e que essas cópias eram usadas por Sua igreja constantemente, sendo copiadas repetidamente para a propagação da mensagem de salvação. Mas a crítica textual assume uma posição contrária à providência de Deus na preservação do texto [ii]. Eles acreditam que o texto bíblico foi corrompido ao longo da história e que o Cristianismo teve que lidar com cópias defeituosas ou adulteradas ao longo do tempo. É por isso que a principal tarefa da crítica textual é (como eles supõem) reconstruir o texto mais próximo do original. Embora o objetivo pareça nobre (encontrar a exatidão do texto original), os métodos usados baseiam-se em meras pressuposições ou teorias e, em grande parte, em ideias racionalistas.
Owen coloca grande ênfase em seu livro que Deus preservou constantemente cópias de sua Palavra (dos originais) ao longo do tempo . É claro que essas cópias não eram perfeitas, mas o grande número de manuscritos preservados ao longo do tempo permitiu um “texto majoritário ” no qual a Palavra de Deus foi preservada.
Owen sabia das primeiras vozes que se levantaram para desacreditar o texto bíblico da Reforma (queremos dizer o Texto Recebido em Grego e o Texto Massorético Hebraico). É por isso que ele escreveu esta obra profusa sobre a preservação do texto bíblico. Mas pouco antes de terminar seu trabalho, aparece o apêndice de The London Polyglot Bible (1654-1657) compilado pelo bispo anglicano Chester Brian Walton (junto com uma grande equipe de colaboradores). Embora Owen reconheça o esforço acadêmico em produzir esta obra que reúne diferentes leituras bíblicas de várias línguas (no total nove: hebraico, caldeu, samaritano, siríaco, árabe, persa, etíope, grego e latim), ele vê nela uma tentativa colocar em dúvida a base textual da Reforma. No que diz respeito ao texto grego, oA Poliglota de Londres incorpora em seu 5º volume das notas de rodapé do Novo Testamento notas de comparação com o Códice Alexandrino (A) e, em volumes posteriores [iii] , incorpora outras notas de uma coleção de outros manuscritos minoritários para mostrar suas diferenças em relação ao Textus Receptus . A intenção era clara: caminhar para um abandono textual da Reforma. Então Owen se viu cercado a este respeito em duas frentes, uma vinda da igreja protestante que estava sendo seduzida por princípios racionalistas de uma crítica textual inicial, e outra pela igreja católica romana que sempre quis desacreditar a “Bíblia protestante” para lançar dúvida sobre o movimento da Reforma.
Trabalhos relacionados Destacamos
também um trabalho que considera este livro específico de John Owen. Este livro é: “ Traduções da Bíblia para o inglês: Por que um padrão? ” Escrito por William O. Einwechter, que fala o seguinte:
“O contexto mais amplo para a compreensão do livro de Owen é a tentativa da Igreja Romana de minar (enfraquecer) e desacreditar a doutrina protestante da Sola Scriptura, apontando para as variantes existentes nos manuscritos gregos como prova de que o NT grego (TR) era muito corrupto para ser considerado autoritário. O propósito dos papistas era destruir toda a confiabilidade dos escritos originais em grego e hebraico, para que pudessem restabelecer a autoridade de sua igreja e da Vulgata latina a fim de inviabilizar a Reforma; seu meio escolhido para atingir esse fim terrível foi a disciplina da crítica textual. A resposta de Owen ao Poliglota de Walton, Anglicanismo,[4]
A obra de Owen não está traduzida para o espanhol, mas deixamos o link de download para que você baixe o arquivo PDF em inglês do site: http://www.DigitalPuritan.net
A integridade e pureza do texto hebraico e grego das Escrituras
BAIXAR LIVRO
[i] O Novo Testamento no grego original é o nome de uma versão grega do Novo Testamento, publicado em 1881. Também é conhecido como texto Westcott e Hort, por seus editores Brooke Foss Westcott (1825-1901) e Fenton John Anthony Hort (1828–1892).
[ii] Recomendamos consultar nosso artigo em nosso site: O que significa “preservação” das Escrituras?
[iii] O sexto volume incorporou aparato crítico comparando mais de quarenta manuscritos com o Textus Receptus . Esses manuscritos não eram da família bizantina, mas de várias fontes: o Códice D (século V / VI), que na época foi descartado pelo reformador Teodoro de Beza (seu descobridor) por considerá-lo defeituoso, e o Códice Claromontano (século VI século)). Variantes da Vulgata latina, da Peshito siríaca e das versões etíope e árabe também foram incluídas.
[iv] TRADUÇÕES DA BÍBLIA EM INGLÊS: Por qual padrão? Apêndice – pág. 36

Via Palavra Fiel.

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O evangelho de Marcos 16.9-20 pertence ao original?

O final longo do Evangelho de Marcos 16.9-20 tem gerado ao longo dos séculos, motivos de debate entre os críticos textuais estudiosos do texto. A sua originalidade tem sido questionada por alguns teólogos.

Mas para você entender na prática essa questão. Procure e abra no referido evangelho, no texto em análise nas seguintes versões: NAA, NVI, NTLH por exemplo. Pois, essas versões seguem ou foram baseadas na chamada teoria eclética (no texto grego, baseado em poucos manuscritos)

Perceba, que nestas versões, existem os COLCHETES entre os versos (9-16) de Marcos. Todas as vezes que eles aparecem, indica que existem papiros e manuscritos gregos que não trazem esses versos como pertencente aos autógrafos.

Mas quais seriam os principais manuscritos que não apresentam o verso?

Basicamente temos 3 principais manuscritos gregos:

1- Codex Sinaiticus (século IV d.C)

2- Codex Vaticanus (Século IV d.C)

3- GA 304 (Século XII d.C ms cursivo)

Esses são manuscritos importantes e bastante antigos pelo críticos textuais (em especial, os que defendem a teoria eclética, que predomina no meio acadêmico )

Então, as passagens conhecidas praticamente por todos, sobre:

– A aparição de Jesus a Maria Madalena (9-11)
– A aparição de Jesus aos discípulos (12-13)
– A sua ordem para a Evangelização (14-18)
– E sua Ascenção ao céu (19-20)

Não faz parte do original para alguns teólogos, e não são verdadeiramente da Bíblia ( na visão deles). E é um fato que exista essas omissões nos manuscritos. E que também eles são os mais antigos.

Mas apesar disso, ESSE TEXTO FAZ PARTE DO ORIGINAL. Apesar de esses manuscritos serem importantes para a humanidade. Não muda o fato de eles serem imperfeitos (no sentido de omitirem esses versos por algumas razões) e minoritários.

O Novo Testamento tem mais de 5 mil manuscritos. Não é científico desprezar a grande maioria dos manuscritos, em detrimento de apenas alguns deles. O grande defensor do texto bíblico, o erudito Wilbur Pickering lançou seu Novo Testamento Grego, baseado na Família 35. E em seu aparato crítico (conjunto de termos e sinais técnicos que explicam as variantes do texto) trazem informações valiosas em termos de porcentagem de textos que apoiam o verso.

Temos basicamente 2 porcentagens e quantidade de manuscritos:

0,1% dos manuscritos não trazem o final do Evangelho de (Marcos 16.9-20). Incluindo os referidos 3 manuscritos citados.

99,9% dos manuscritos gregos, trazem o final longo de Marcos 16.9-20. Totalizando cerca de 1.700 manuscritos (número gigantesco)

Conclusão: A maioria esmagadora dos manuscritos trazem esses versos como pertencente a Palavra de Deus. Apesar de alguns manuscritos importantes não o terem. Deus preservou a sua Palavra, incluindo os versos (9-20) de Marcos. Amém!

___________________
Crítica Textual do Novo Testamento

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Refutando Falácias sobre Rm 8.29

Meu simples comentário a respeito de RM 8.29

Amados,alguns Calvinistas,pela forma como se posicionam ao dizerem que conhecem o Grêgo Koinê, dizem eles que o termo Presciência não diz respeito a prever fé estão sendo sincero no que afirmam?faço a pergunta sem hipocrisia, porque quem conhece o Grêgo e as regras da Hermenêutica e Exegese,sabe muito bem que o que é feito neste tipo de interpretação é resultado de uma (EIXEGESE),Colocando no texto o que não está ali,)que no caso foi trazer um significado secundário do termo,quando na verdade deveria dar primazia ao significado primário.

Até cometem um equivoco ao fazerem uma analogia dizendo que (Rm 8.29 trata-se de AMAR DE ANTEMÃO,afirmando assim que conhecer era o mesmo que conhecer no sentido de relacionamento)É bem verdade que no antigo testamento há esse tipo informações porém como tudo é contexto,isso não é o que está escrito em Romanos 8.29,muitos principalmente Calvinistas para distorcerem a Doutrina da Presciência de Deus na Eleição comete um equivoco fazendo analogia do A.T. usando significados do Hebraico quando na verdade o termo em Rm8.29 o texto está em Grêgo Koinê.
E mesmo se levar em conta o Hebraico, muitos ainda distorcem o significado primário do termo porque (conhecer)=Verbo (Yada)é um frequente e evidente sinônimo de um conhecimento de ação das pessoas(Gn 18.19;Ex;32.12,17;2 Sm 7.20; Sl 1.6;Jr 1.5;Am 3.2;Na 1.7 e assim sucessivamente,já em Romanos 8.29
Antes conheceu

O termo pode ser usado como substantivo(Prognósis) e como verbo(Proginósko)

O texto em Rm 8.29 é προέγνω,(Proegnó), verbo, aoristo indicativo ativo de προγινώσκω,(proginosko)e denota conhecer de antemão
A presciência de Deus no que tange ao verbo προγινώσκω (proginosko),é um conhecimento de antemão (AÇÃO DIRETA).

A presciência no que tange á προέγνω,(Proegnó)verbo, aoristo indicativo ativo de προγινώσκω,é conhecimento de antemão constatativo e não pré-ordenativo,
Assim sendo Deus não decreta tudo e sim algumas coisas e por esse fator conhece de antemão (proginosko).
Vale ressaltar que Deus é um ser ATEMPORAL,e portanto essa linguagem serve apenas para nós,pois a eleição não implica necessariamente ou apenas em previsão da parte de Deus,pois ele sabe todas as coisas simultaneamente (passado, presente e futuro),sem ter que consultar o futuro para saber,o termo é necessário apenas para nós ,ficando patente que a escolha de Deus não é arbítrária e que nem tudo é decretado por ele,outra feita,quando fiz uma pergunta ambígua para verificar se ele o tal Calvinista sabia do que se tratava em questão, (Se pode amar o que não se conhece?para um Calvinista,ele não entendeu )eu quiz dizer (Deus amou antes aqueles que ele conheceu amorosamente porque sabia que os mesmo iriam corresponder positivamente,suas ações (ação)á sua Graça amorosa, assim sendo,nem é preciso entrar em detalhes tendo em vista que muitos ainda não se certificaram de que (se os mesmos se dizem um reformado e que tem por primazia o significado literal do texto quando em pauta), significa dizer que os mesmos deveriam dar primazia ao significado primário do texto, qualquer esforço fora desse contexto,Eles (Calvinistas), estarão apenas dizendo serem algo que não são,(seguidores dos reformadores), infelizmente usam um método de Hermenêutica em um texto e aplicam outro método de interpretação em outros textos visando pretexto para interpretá-las ao seu bel prazer.

Madson Junialysson

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TJs Negam Divindade Jesus.


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Apologética TJ nega a divindade de Jesus (2)



TJ JESUS ERA APENAS UM ANJO?



MDaniel 10‑13‑21, 12:1 – “…e eis que veio ajudar‑me Miguel, um dos mais destacados príncipes . …Miguel, vosso príncipe… E durante esse tempo pôr‑se‑á de pé Miguel, o grande príncipe que está de pé a favor de teu povo.” (Tradução do Novo Mundo)

A Sociedade Torre de Vigia ensina às testemunhas de Jeová que Jesus era meramente um anjo, que nasceu como um ser humano, morreu como um sacrifício pelo pecado, e ressurgiu como um anjo uma vez mais. Elas se referem a ele como “Jesus Cristo, que nós entendemos das Escrituras Sagradas ser o arcanjo Miguel” (A Sen­tinela, 15/02/79, p.31, edição norte‑americana). Mas é realmente isto o que a Bíblia ensina? Ou, antes, é isto um ensinamento que os líderes da Torre de Vigia sobrepõem às Escrituras?

A Palavra inspirada de Deus menciona Miguel cinco vezes ‑ como (1) “um dos mais destacados príncipes” (Dan. 10:13, Tra­dução do Novo Mundo); (2) “vosso príncipe”[do povo de Daniel]; (3) “o grande príncipe que está de pé a favor dos filhos de teu povo”[povo de Daniel] (Dan. 12:1, Tradução do Novo Mundo); (4) “o arcanjo” que “teve uma controvérsia com o Diabo e disputava o corpo de Moisés, não se atreveu a lançar um julgamen­to contra ele em termos ultrajantes” (Jud. 9, Tradução do Novo Mundo); e (5) um participante do conflito celestial quando “Mi­guel e seus anjos batalhavam contra o dragão” (Rev.[Apocalipse] 12:7, Tradução do Novo Mundo). Qual destes versículos afirma que Miguel é Jesus Cristo? Nenhum deles! É necessário ler as Escri­turas e mais um complicado argumento das testemunhas de Jeová para se chegar a esta conclusão.

A Sociedade Torre de Vigia também procura sustentação em outro versículo que não usa o nome de Miguel, mas diz: “porque o próprio Senhor descerá do céu com uma chamada dominante, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus” (1 Tess.4:16, Tradução do Novo Mundo). Mas, se usar a voz do arcanjo faz de Deus um arcanjo, então ter a trombeta de Deus faz do arcanjo Deus ‑ embora os líderes da Torre de Vigia mencionem apenas a primeira parte do versículo.

A Bíblia ensina em algum lugar que Jesus Cristo é um mero anjo? Ao contrário, o primeiro capítulo de Hebreus foi escrito, em sua totalidade, para demonstrar a superioridade do Filho de Deus comparado aos anjos. Versículo após versículo contrasta os anjos com:

…pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo; sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou‑se à direita da Majestade nas alturas, feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho? E outra vez, ao introduzir no mundo o primogénito, diz E todos os anjos de Deus o adorem. Ora, quanto aos anjos, diz: Quem de seus anjos faz ventos, e de seus ministros labaredas de fogo. Mas do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos, e cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. E: tu, Senhor, no princípio fundaste a terra… (Heb. 1:2‑8,10).

O Filho é o “reflexo” da glória do pai e a “exata” representa­ção de seu próprio ser, e sustentando todas as coisas pela palavra de seu poder ‑ algo que nenhum anjo poderia fazer no mesmo segundo ‑ a tradução da Torre de Vigia de Hebreus 1:3(Tradução do Novo Mundo).

Além disso, os anjos bons se recusam veementemente a aceitar adoração. Quando o apóstolo João se prostrou aos pés do anjo para o adorar, o anjo o repreendeu dizendo: “Toma cuidado! Não faças isso! Adora a Deus” (Rev. [Apocalipse] 22:8,9, Tradução do Novo Mundo). Mas o mandamento do Pai aos anjos a respeito do Filho é: “e todos os anjos de Deus o adorem” (Heb. 1:6, Tradução do Novo Mundo, 1961).

Em edições mais recentes, a Sociedade Torre de Vigia mudou a palavra “adorem” para “reverenciem” em Hebreus1:6. Ainda assim, a despeito de como a palavra é traduzida, a mesma palavra grega proskuneo é usada tanto em Apocalipse 22:8,9 e Hebreus 1:6. A proskuneo (adoração ou obediência) que os anjos se recusam a aceitar, mas dizem que é devida apenas a Deus, é a mesma proskuneo (adoração ou obediência) que o Pai ordena aos anjos que seja prestada ao Filho em Hebreus 1:6. Assim, o Filho não pode ser um anjo, ele é Deus. (Veja as considerações sobre Hebreus 1:6.)

As pessoas que deixam de seguir a Sociedade Torre de Vigia, e começam a seguir a Jesus Cristo, logo percebem que ele não é meramente um anjo. Esta compreensão é importante para que elas “honrem o Filho, assim como honram o Pai” (João 5:23, Tradução ,do Novo Mundo).



Extraído de “As Testemunhas de Jeová refutadas versículo por versículo”, David A. Reed; trad. de Marcelus Virgílius Oliveira e Valéria Oliveira. ‑ 2. ed. Rio de janeiro: JUERP, 1990.

FONTE NAPEC.ORG

WWW.AVIVAMENTONOSUL.BLOGSPOT.COM



Jesus é o Filho de Deus e não o próprio Deus?


Argumento das Testemunhas de Jeová: “Jesus é o Filho de Deus e não o próprio Deus”



Resposta Apologética:



Longe de uma negação de ser Deus, a expressão “Filho de Deus”,confirma mais ainda este fato.Jesus não se declarava apenas como “um filho de Deus” e nem “filho de Deus” mas como “O Filho de Deus” e está implícitos o fato de igualdade em natureza, essência, substância, poder e eternidade, tudo que Deus Pai é, Cristo é, tudo que Deus Pai faz, Cristo o faz igualmente, e os judeus compreenderam isso porque pegaram em pedras para o matar e finalmente Ele foi julgado por causa dessa declaração, Marcos 14:61 a 64.

O erro das TJ é pensar que quando chamamos Jesus de Deus, estamos afirmando (na concepção delas) que Ele é o Pai, coisa absurda e incoerente do ponto de vista bíblico.

Em nenhum lugar descobrimos que Jesus proclamou ser Ele mesmo o Filho de Deus de um modo que desse a entender uma simples relação religiosa e ética para com Deus,a qual outros poderiam possuir também. É verdade que a expressão “filhos de Deus” é empregada para homens (Oséias 1:10) e para anjos (Jó 1:6). Mas no NT, o título “Filho de Deus” é empregado por Jesus com um sentido bem diferente. Em cada ocasião a frase deixa explícito que Ele é co-igual e co-eterno com o Pai.

Jesus sempre ao se referir a Deus como seu Pai, Ele usa a expressão “Meu Pai” mas quando se refere aos discípulos Ele diz: “vosso Pai” e não “NOSSO PAI”. Ele nunca se associa aos discípulos e às pessoas pela maneira normal “nosso Pai”. Mesmo naquelas ocasiões quando Jesus se une aos discípulos e que deveria de se esperar a expressão “nosso Pai” Ele usa “Meu Pai” conferir, Mateus 25:34 ; 26:29 – Lucas 24:49 pela mentalidade judaica dos discípulos e dos inimigos de Jesus,eles entendiam claramente que a expressão “Filho de Deus” era Divindade.

É digno de nota também, o fato de Jesus usar a palavra “Aba“, para se relacionar com Deus, pois nenhum judeu usava essa palavra. Quando algum judeu falava Pai ele usava a palavra “Abhinu“, uma forma de tratamento que era mais um apelo pela misericórdia de Deus. Mas “aba” é a palavra de uso familiar que expressa a mais íntima comunhão com Deus o Pai e somente Jesus a usava por isso freqüentemente era acusado de blasfêmia.

Assim como um filho recebe a natureza de seu pai humano, Jesus também possuía a natureza de seu Pai celestial, em essência Jesus era igual a Deus, embora que na condição de homem, sujeito a Este.

Os judeus entenderam claramente que a expressão “Filho de Deus” como foi empregada por Jesus, dizia explicitamente que Ele fazia se passar por Deus, sendo igual a Deus (em natureza).

O que Jesus rejeitou foi à idéia (bem parecida a das TJs) de que Ele era Deus Pai, pois os judeus não entendiam a trindade, a qual foi veementemente rejeitada com a afirmação de “Filho de Deus” e não o próprio Deus Pai; então Ele passa a mostrar que sendo igual a Deus Ele pode fazer só o que Deus (Pai) faz, nem mais nem menos.

“…porque tudo quanto Ele faz, o filho o faz igualmente”.João 5:19

Isso porque: “Eu e o Pai somos um” João 10:30

porque: “…quem me vê a mim, vê o Pai” João 14:9

Para que: “todos honrem o filho como honram o Pai” João 5:23

Agora… “Aquele que me aborrece, aborrece também a meu Pai.”

A propósito, no livro de Revelação na pág.36 está escrito o seguinte:

“No cancioneiro publicado pelo povo de Jeová em 1905, havia duas vezes mais cânticos louvando a Jesus do que havia em louvor a Jeová Deus…1928, o número de cânticos que exaltavam a Jesus era mais o menos o mesmo que os que exaltavam a Jeová. Mas…1984, Jeová é honrado com quatro vezes mais cânticos do que Jesus…O amor a Jeová precisa sobressair…”

Mas Jesus deixou bem claro: “Para que todos honrem o filho,como (da mesma maneira,do mesmo modo que) honram o Pai”

A Organização sempre procura inferiorizar o filho em detrimento de JEOVÁ, contudo, ledo engano.

Frequentemente o título: “Deus” é mais empregado em relação ao Pai do que ao filho, mas nem por isso o filho deixa de ser Deus.Vejamos uma analogia fictícia: Eu me chamo Paulo Cristiano e meu filho também têm o mesmo nome , em uma ocasião alguém poderia dizer assim: “Aqui está o Paulo Cristiano e seu filho” mas não é porque só eu fui chamado pelo nome pessoal e meu filho pelo nome de Filho que ele não se chamaria também Paulo Cristiano. Assim também acontece com Deus Pai e seu filho Jesus Cristo, apesar do nome “Deus” ser aplicado mais ao Pai do que ao filho, outras partes das escrituras porém, deixam bem claro que Jesus é Deus.



TJs: Jesus é o Deus verdadeiro?


“Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo”. (João 17:3 TNM)

Dizem elas: “Observe que Jesus não pode ser Deus pois faz distinção entre Ele e Deus e chama-o de o único Deus verdadeiro, desta maneira está provado que Jesus não é Deus, por que só existe um único Deus verdadeiro e este é Jeová”

Refutação apologética:

Este texto é um dos mais usados por elas para atrair alguém para sua seita (A Sentinela 01/10/2.000 pág. 23). Creio que este tipo de raciocínio não é muito ou nada válido, pois colocaria as TJs em grande desconforto, principalmente se o peso do argumento recai sobre a palavra “único”que em grego é “monos”.

Essa mesma palavra aparece em vários textos do NT referindo-se a Jesus. Vejamos:

Jesus é chamado de “nosso ÚNICO dono e Senhor” (Judas 1:4)

Jesus também é nosso “ÚNICO Poderoso Senhor” como o “ÚNICO que possui imortalidade” (I Timóteo 6:15,16) É útil esclarecermos que esse texto é interpretado por elas como se estivesse referindo-se a Cristo.

Certamente quando os apóstolos se referiam a Cristo como ÚNICO: “dono, Senhor, poderoso e que possui imortalidade” eles não excluíam de modo algum o Pai. Isto seria ir contra o claro ensinamento das escrituras de que o Pai possui igualmente tais atributos, como de fato poderá ser verificado facilmente apenas folheando as páginas da Bíblia. Da mesma maneira se dá em relação a Cristo quando diz que seu Pai é o único Deus verdadeiro pois em outro lugar o próprio João chama Jesus de “O VERDADEIRO DEUS” I João 5:20.

É como diz o vulgo popular: “O FEITIÇO VIRA CONTRA O FEITICEIRO!” Este raciocÍnio usado por elas as deixam em total embaraço, simplesmente porque tal argumento é um verdadeiro sofisma. O que é um sofisma? Em toscas palavras poderá ser conceituado de: mentira maquiada de verdade. Não se pode negar a Divindade de Cristo (lê-se:negar que Cristo é verdadeiramente Deus) na base do adjetivo “único” pois em outras partes das escrituras encontramos declarações explícitas de que Ele é Deus.



TJs: “Jesus não faz parte duma divindade”


“Revelação de Jesus Cristo que Deus lhe deu, para mostrar aos seus escravos as coisas que tem de ocorrer em breve…”. (apocalipse 1:1 TNM )

Testemunhas de Jeová: “Se o próprio Jesus fosse parte duma divindade, teria sido necessário dar-lhe uma revelação oriunda de outra parte da divindade-Deus? Por certo ele teria sabido tudo a respeito dessa revelação, pois Deus sabia. Mas Jesus não sabia, pois não era Deus”. ( Deve-se Crer na Trindade ? pág. 19)

Resposta Apologética

A interpretação correta deste versículo é que Deus reservou o tempo apropriado para que Jesus revelasse os acontecimentos proféticos que Ele mesmo já sabia ao apóstolo João.

Se Jesus não soubesse destas profecias como insinuam as TJs, é claro que o livro do apocalipse 19:10 não o chamaria de “o espírito de profecia” e nem tão pouco todo o saber estaria escondido nele como diz Colossenses 2:3.

Seria otimismo demais esperar de uma Organização como esta acreditar que Jesus é onisciente, sendo que negam esta capacidade até mesmo ao próprio Jeová o qual alegam que é todo-poderoso. Na “Tradução do Novo Mundo” na pág. 1522 sob o subtítulo “Atributos de Deus”, só aparece o atributo de onipotência; o que fizeram com a onisciência e a onipresença Dele? Não seria nenhuma novidade se elas negassem onisciência ao filho sendo que a negaram até mesmo ao Pai. Vejamos o que elas tem a dizer:

“…Jeová tem a capacidade de predizer eventos, mas a Bíblia mostra que ele faz uso seletivo e com discrição dessa capacidade que tem, com a devida consideração pelo livre arbítrio com que dotou suas criaturas humanas”. ( Raciocínios à Base das Escrituras pág 116)

Que Deus é este que as TJs adoram, que dizem ser onipotente e onisciente(A Sentinela 15/03/1988 pág. 11) mas precisa fazer uso seletivo para saber as coisas? Isso seria onipotência? Seguindo esta linha de raciocínio, será que Jesus também não fez uso seletivo desta capacidade? E pasmem com esta declaração:

“O verdadeiro Deus não é onipresente, porque se fala dele como tendo localização”. ( Estudo Perspicaz das Escrituras pág. 69 vol.1)

Não é onisciente, muito menos onipresente e sua onipotência deixa muito a desejar! Eis aí o Deus que as TJs adoram!



TJs: “Jesus é só o princípio da criação”


“Estas coisas diz o amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus”. ( apocalipse 3:14 TNM)

Com este versículo a “Torre de Vigia” tenta provar que Jesus não é Deus por Ele ser chamado de ‘o princípio da criação’. Argumentam, portanto que se Jesus foi o “princípio”, Ele foi o primeiro criado por Jeová.



Resposta Apologética

A palavra para princípio no grego é “Arkhé” e tem significado diversos como : “primeiro de uma série”, “magistrado”, “governador”, “soberano” etc…

O significado menos provável seria o de “primeiro de uma série”, mas a STV retruca dizendo:

“… não pode ser corretamente interpretado para significar que Jesus era o “principiador” da criação de Deus. Em seus escritos bíblicos, João usa diversas vezes a forma da palavra grega “Arkhé” mais de 20 vezes, e estas sempre tem o significado comum de princípio. Sim Jesus foi criado por Deus como o princípio das criações invisíveis deste”. ( Deve-se Crer na Trindade? pág. 14 )

Ao contrário do que alegam as TJs a Bíblia é unânime e enfática ao dizer que “sem Ele nada do que foi feito se fez”. Se Jesus fosse criatura o versículo estaria errado pois existiria algo que Ele não criou, ou seja, Ele mesmo.

A STV alega que a palavra “Arkhé” significa sempre em apocalipse “princípio” como sendo o primeiro criado. Agora o que elas fazem quando Jeová diz que é o “princípio e o fim” em apocalipse 21:6 sendo que a mesma palavra grega “Arkhé” é usada? Será que Jeová também é um ser criado? É lógico que elas nunca iriam admitir isso, mas então porque o fazem em relação a Jesus? As TJs teem em sua teologia dois pesos e duas medidas!

A palavra “Arquiteto” em português vem da raiz grega “Arkhé” e significa entre outras coisas “Aquele que constrói”. É digno de nota que a epístola que Paulo escreveu aos Colossenses foi lida em Laudicéia veja Colossenses 4:16e apocalipse 3:14,15, ali o apóstolo explica aos Colossenses que Jesus era o criador de todas as coisasColossenses 1:15 a 20 e não uma criação. Este ensino está de acordo com o resto do contexto bíblico comoJoão 1:3, Hebreus 1:2 etc… Ele é o arquiteto divino o que construiu tudo que existe.

A STV sabendo disso tenta deturpar a Bíblia inserindo por conta própria entre colchetes em Colossenses 1:16 a palavra “outras”, insinuado que Jesus foi criado por Jeová e depois este o usou para criar as demais coisas. Mas isto é uma vergonhosa deturpação do texto original grego, pois no original não aparece de modo algum a palavra “outras” e isto é admitido no prefácio da TNM quando dizem que “os colchetes encerram palavras inseridas para completar o sentido em português…”

Portanto como o leitor pôde observar, a palavra “outras”, foi inserida para completar o sentido que a STV quer dar à sua doutrina espúria de que Jesus foi um ser criado. Comentando o versículo acima a A Sentinela de 15/03/1990 na página 05, inseriu desavergonhadamente a palavra “outras” até mesmo sem o colchete, para reforçar ainda mais esse argumento inescrupuloso, ludibriando assim, os menos avisados. Cuidado com a Bíblia das Tjs!!!



TJs: “Jesus não é o Deus poderoso”


“Mas, não indica “Deus Poderoso”, com iniciais maiúsculas, que Jesus é em algum sentido igual a Jeová Deus ? De modo algum. Isaías meramente profetizou que esse seria um dos quatro nomes pelos quais Jesus seria chamado, e na língua portuguesa tais nomes são escritos com iniciais maiúsculas. Ainda assim, embora Jesus fosse chamado de “Poderoso”, pode haver apenas um só “Todo-poderoso”. (Pode-se Crer na Trindade ? Pág.. 28)



COMO REFUTAR
Como o leitor pode ler, na concepção jeovista existem dois deuses: um Todo-poderoso e outro apenas Poderoso. Chamar Jesus de “Deus Poderoso” não implicaria em Ele ser o Deus verdadeiro. Ele teria que ser “Todo-poderoso”, mas essa posição o “Jeová” delas não abre mão.

Nenhuma TJ que conversei até hoje soube dar uma definição do que venha a ser “Todo-poderoso”. Já vimos que o Deus das TJs não é assim tão Todo-poderoso como elas alardeiam, pois tem coisas que Ele não pode fazer tais como: Estar em vários lugares ao mesmo tempo ou saber de todas as coisas sem precisar fazer uma seleção dessa capacidade.

O que muitas TJs não sabem é que a Organização à qual pertencem e dizem ser a única verdadeira, já ensinou que Cristo é Todo-poderoso, vejamos então:

“ TODO PODEROSO, capaz de fazer todas as coisas; UM ATRIBUTO DA Deidade; também aplicado ao glorificado Jesus…” ( Emphatic Diaglott pag. 872)

E no livro, O Mistério Consumado na pág. 15 edição de 1917 declaram em relação a Jesus:

“… é somente a partir de então (da ressurreição) que Ele poderia ser chamado o Todo-poderoso.”(parêntese e sublinhado nosso)

Veja que antes elas acreditavam ou melhor, o “Corpo Governante” acreditava (pois as TJs só acreditam no que a cúpula da seita ensina) que Jesus Cristo era Todo-poderoso como de fato O é. Mas com o passar dos anos elas receberam “novas luzes” como dizem, pois este se tornou o slogan para justificar todas as suas mudanças doutrinárias, só que a fonte dessa luz se acha em II Coríntios 11:14, e agora não crêem mais que Jesus seja Todo-poderoso.

É fraudulenta a afirmação de que em Isaías 9:6 “Deus” com letra maiúscula não prova que Jesus seja o Deus verdadeiro, pois, segundo elas, seria este apenas um dos nomes pelos quais Ele seria chamado. Este argumento é apenas para despistar os menos avisados do verdadeiro sentido do versículo, ou seja, que Jesus é verdadeiramente Deus em essência.

Se tal argumento fosse realmente verdade então porque elas não traduziram no Novo Testamento “Deus” com letra maiúsculas todas as vezes que se referem a Jesus ? Não seria o nome pelo qual seria chamado? Confira na TNMJoão 1:1,18. Porque então todas as suas publicações trazem “deus” com minúscula todas as vezes que se referem à Jesus ?

Seria Jesus inferior a Jeová por ser chamado de “Poderoso”? Não, pois um capítulo à frente Jeová é chamado igualmente de Poderoso Isaias 10:20,21,22 e Jeremias 32:18. Em Jó Ele é chamado 31 vezes de Todo-poderoso mas as vezes apenas de Poderoso Jó 9:19 e Salmos 24:8, mesmo no Novo Testamento acontece isto Lucas 1:49. No entanto se defendem dizendo:

” Isaías referiu-se profeticamente a Jesus, o Messias, como “Deus Poderoso”. (Isaías 9:6) Em Isaías 10:21, o mesmo profeta falou de Jeová como “Deus Poderoso”. Há quem use essa similaridade de fraseologia para provar que Jesus é Deus. Mas precisamos usar de cautela no que diz respeito a deduzir desses versículos o que estes não dizem. A expressão hebraica traduzida “Deus Poderoso” não se limita a Jeová, como acontece no caso da expressão ” Deus Todo-poderoso”…É reconhecido que existe uma diferença entre ser poderoso e ser todo-poderoso, isto é, não ter superior.”

( A Sentinela 15/01/1992 pág. 22 )

Mais uma vez se contradizem, pois antes chamavam Jesus de Todo-poderoso, então possuíam dois todo poderosos deuses: Jesus e Jeová; sem falar da falta de definição para a expressão “TODO-PODEROSO”, é a primeira opção, poder fazer qualquer coisa ou seria a segunda que é não ter superior ? Veja que nem ao menos sabem definir o que significa a “expressão Todo-poderoso”!

Entretanto Jesus é chamado na Bíblia de Todo-poderoso veja Mateus 28: 18, ali o texto diz que Jesus tem “TODO O PODER” no céu e na terra, o que significa que Ele é Todo-poderoso, ainda em Efésios 1:21 diz que Eles está acima de “todo o poder”. As TJs para diminuir o impacto dessa verdade verteram na TNM a palavra grega “exousia” por autoridade, mas consultando o original grego, constatamos que essa mesma palavra se refere a um “poder absoluto”, portanto “exousia” significa tanto autoridade como poder.

Concluímos então que Jeová é chamado de Todo-poderoso e também de apenas Poderoso. Não há base para descartar Jesus da divindade classificando-o como inferior só porque em Isaías Ele é chamado de Poderoso, pois em outras partes, como já vimos, Ele é chamado também de Todo-poderoso.

“ NO PRINCÍPIO ERA O VERBO, E O VERBO ESTAVA COM DEUS, E O VERBO ERA DEUS.” João 1.1



TJs: “Jesus não estava fazendo-se Deus”


Argumento das Testemunhas de Jeová: “Mas, quem disse que Jesus estava fazendo-se igual a Deus ? Não foi Jesus. Ele se defendeu contra…acusações falsas de judeus que, como os trinitaristas, estavam tirando falsas conclusões!” (Deve-se Crer na Trindade ? pág. 24,25)

COMO REFUTAR

A Sociedade Torre de Vigia talvez ao apresentar um argumento tão descabido como esse não levou em conta que não foi os judeus que afirmava que Jesus era Deus mas foi o próprio apóstolo João quem o chamou de tal. Esse trecho é uma narrativa interpretativa do apóstolo e não uma declaração direta da boca dos judeus, era João narrando e interpretando ao mesmo tempo, está mais que evidente na estrutura da sentença. Ele só diz que os judeus procuravam matá-lo, mas o PORQUE, de o matá-lo é o próprio apóstolo que interpreta e narra. E ele afirma sem sombra de dúvidas a divindade de Jesus chamando-O de Deus.

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou”. Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo.” João 8:58,59

Argumento das Testemunhas de Jeová: “A expressão em João 8:58 é muito diferente daquela usada em Êxodo 3:14. Jesus não a usou como nome ou título, mas sim como maneira de explicar a sua existência pré-humana.” (Deve-se Crer na Trindade ? pág. 26)

COMO REFUTAR

Neste texto percebe-se claramente que Jesus se identifica com o grande “EU SOU” de Êxodo 3:14, mas as TJs não pensam assim, antes raciocinam da seguinte maneira:

1) Ele estava referindo-se apenas à sua idade, nada mais.

2) A frase de Êxodo 3:14 e João 8:58 não tem nenhuma conexão gramatical pela qual possa se apoiar os trinitaristas.Será mesmo?!

Segue abaixo o diálogo que tive com um líder das TJ’s via internet sobre João 8:58.



REFUTAÇÃO – EGO EIMI:

De início, somos obrigados pelo contexto a descartar a interpretação de que Cristo estava apenas referindo-se à sua idade. Na verdade, toda discussão entre Jesus e os Judeus recaem sobre a pergunta do versículo 53: “… quem te fazes tu ser ?” “…quem afirmas ser ?” (TNM), em outras palavras QUEM é você ? Então Jesus responde: “antes que Abraão existisse, EU SOU” ( EGO EMI).

Urge por rememorar que todos os criminosos eram e são julgados pelos crimes que cometiam, FIZERAM, praticaram, e não pelo que eles ERAM, no entanto, Jesus sempre fora perseguido pelo fato de QUEM ele dizia SER “Respondeu-lhes Jesus: tenho vos mostrado muito obras boas, procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais ?” – João 10.32. Versículo 33: “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, TE FAZES DEUS A TI MESMO”.

Aquela expressão EU SOU, era bem conhecida dos judeus: em Êxodo 3.14, JEOVA se apresenta a Moisés como o eterno EU SOU “EU SOU O QUE SOU… EU SOU me enviou a vós. Ainda, Isaías 43.13 diz: “Ainda que houvesse dia, EU SOU…”

Os judeus pois entenderam perfeitamente que Jesus estava se reportando à mesma expressão usada por JEOVA, no seu sentido pleno e absoluto de divindade eterna – Ex. 3.14, pois, como vemos, eles imediatamente quiseram apedreja-lo.

Na Lei Mosaica havia apenas cinco motivos para o apedrejamento:

A) invocação de mortos;
B) blasfêmia;
C) falsos profetas;
D) filhos rebeldes e,
E) adultério.
O único motivo que se enquadra nesse caso e que dava condições legais para o apedrejamento era o item “B”- blasfêmia. Observe-se que todas as vezes que os judeus acusavam Jesus de blasfêmia está implícito o fato de Jesus dizer-se DEUS, e não deus, ou um deus. MC. 14.61-64; LC 5.21 e JO. 10.33. Assim, em nenhum lugar das escrituras encontramos alguém sendo acusado de blasfêmia sob pena de apedrejamento, só porque afirmou ter mais idade do que a outra pessoa. No mínimo isto seria motivo de risos e jamais apedrejamento.Não, os judeus compreenderam perfeitamente que Jesus queria dizer: “ EU SOU Jeová’’

OBS: Quando Jesus mencionou a existência de Abraão nas seguintes palavras: “ Antes que Abraão EXISTISSE EU SOU’’ ele usou a palavra “ GENOMAI ” que no original grego significa uma existência criada ,que teve um inicio,mas quando menciona a sua própria existência , ele usa o verbo EIMI “ EU SOU “ , APONTANDO PARA UMA EXISTÊNCIA ETERNA,atemporal,de igualdade com Deus conforme Êxodo 3:14 .

Outrossim ha mais um texto que não deixa duvidas quanto a Jesus ser o “ EU SOU ”ou seja : Jeová.

“ DESDE AGORA VO-LO DIGO,ANTES QUE ACONTEÇA,PARA QUE, QUANDO

ACONTECER,ACREDITEIS QUE EU SOU ” João 13;19

Jesus menciona alguns fatos aos discípulos mesmo antes deles acontecerem para que quando se cumprissem eles crescem que, EGO EIMI (EU SOU).De fato Jeová e o único ser para quem o futuro e o presente Isaias 44:7,8 .

Jesus estava-lhes dizendo certas coisas antecipadamente para que quando ocorressem no futuro eles soubessem que, EU SOU, isto é, que ele é Jeová.

Há, entretanto outro fator importantíssimo nesse episodio que lança mais luz na questão.

Jesus afirmou categoricamente que Abraão “ VIU ’’ o seu dia v.56 .

Quando isso se deu?

Antes de examinarmos essa incógnita, precisamos entender primeiramente que:

A) Deus (Pai) nunca foi visto por ninguém.
Textos como os que seguem provam essa verdade: Êxodo 33:20 – João 1:18; 6:46 -I Timóteo 6:16 entre outros.

B) Entretanto a Bíblia diz que Abraão “ VIU ” Jeová.
O texto prova é Gênesis cap. 18.

JEOVA apareceu-lhe posteriormente entre as árvores grandes de Manre. (v.1)

Disse então: JEOVÁ,se eu tiver agora achado favor aos teus olhos…(v.3)

JEOVÁ disse então a Abraão…(v.13)

Há alguma coisa (que seja)extraordinária demais para JEOVÁ? (V.14)

…mas quanto a JEOVÁ ainda estava parado diante de Abraão.(v.22)

Então, acabando de falar com Abraão, JEOVÁ seguiu caminho e Abraão retornou ao seu lugar. (v.33)



E bom recordarmos que na passagem de JOÃO 8:56,58,Jesus não só estava declarando que ele era “ EU SOU ” (Jeová),MAS TAMBÉM QUE TINHA APARECIDO A ABRAÃO .



Apesar da TNM querer distorcer estes fatos traduzindo Êxodo 3:14 por “ Mostrarei Ser o Que Eu mostrar Ser ” assim como João 8:58 por: “ eu tenho sido ’’, não dando nenhum sentido lógico aos dois textos quando comparados ;a edição da TNM com referencias,de 1984,na nota de rodapé em Êxodo 3:14 admite que o hebraico é traduzido em grego como “ EGO EIMI ’’ – EU SOU,e a Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas de 1985 na nota de rodapé de João 8:58 confirma deveras este fato.



TJs: “Jesus estava com Deus e por isso não é Deus”


Argumentos das Testemunhas de Jeová:

“Ademais, este versículo da Bíblia diz que “a Palavra” estava “com” Deus. É razoável concluir que isto significa que ele não é esse mesmo Deus” ( A Sentinela 01/11/1991 pág. 23)

“Mas não é Jesus chamado de deus na Bíblia’ ? poderá perguntar alguém. Isto é verdade. Contudo Satanás também é chamado de deus. (2 Coríntios 4:4)” ( Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra pág. 40 )

São vários os argumentos levantados para contradizer o prólogo de João que reza literalmente que “o verbo (Jesus) era Deus”. Vejamos:

1) Dizem que algumas traduções inclusive a deles traduzem “deus” com letra minúscula e não “Deus” com maiúscula, portanto isso significa que Jesus não é o Deus “Todo-poderoso”.

2) Dizem que outros seres são similarmente chamados na Bíblia de “deus”. São chamados de deuses poderosos os juízes, anjos, Satanás e finalmente Jesus.

3) Dizem que Jesus é chamado de “um deus” portanto diferente de Jeová que é o verdadeiro Deus.

Dizem que no original grego “Theós”, Deus em português, referindo-se ao Pai, vem precedido do artigo definido “o” enquanto que Theós referindo-se a Jesus vem sem o artigo, portanto se sentem justificados em acrescentarem o artigo indefinido “um” em relação a Jesus. Com isso insinuam que Jesus não é Deus mas um ser meio divino, que apenas possui as qualidades deste.

4) Dizem que Alguém que está “com” outra pessoa não pode ao mesmo tempo ser aquela outra pessoa”.

“ Portanto, o texto não diz que a palavra (Jesus) era o mesmo que o Deus com quem estava, mas, antes, que o verbo (a palavra) era semelhante a um deus, era divino, era um deus.” ( Raciocínios à Base das Escrituras pág. 213 )

COMO REFUTAR

Antigamente as TJs tinham muita dificuldade em empurrar nas pessoas a idéia herética de que Jesus não era Deus pois a Bíblia que elas usavam: a versão “King James” em inglês, traduzia clara e corretamente que “o verbo era Deus” Mas esse problema acabou quando fabricaram a sua própria versão da Bíblia onde contrabandeou para dentro dela todas as idéias heréticas do seu fundador e primeiro presidente Charles T. Russell. É claro que João 1:1 tinha que ser reinterpretado ao gosto russelita, pois tal versículo complicava e muito a teologia da seita, então resolveram tirar Jesus da posição de Deus verdadeiro e reduzi-lo a um mero deuzinho, subordinado a Javé e igual a Satanás. Tentando arrumar isto elas comentam :

” Em muitas traduções esta expressão reza simplesmente: “O Verbo [a palavra] era Deus” e é usada para apoiar a doutrina da Trindade. Não surpreenda que os trinitaristas não gostem da versão apresentada na Tradução do Novo Mundo.” e acabam entregando-se quando dizem: ” Mas João 1:1 não foi falsificado a fim de provar que Jesus não é o Deus Todo-poderoso. As Testemunhas de Jeová, entre muitos outros, já objetavam a usar “deus” com letra maiúscula muito antes de surgir a Tradução do Novo Mundo, que se empenha em traduzir com exatidão a língua original.” ( A Sentinela 01/03/1991 pág. 28 )

QUÃO CONFIÁVEIS SÃO ESSAS VERSÕES?

As traduções que as Tjs alegam ter similaridade com a delas são na maioria traduções de teólogos liberais que nem ao menos crê em toda a Bíblia, de membros de seitas que negavam a divindade de Cristo ou traduções delas mesmas. Das milhares de línguas e dialetos em que a Bíblia está traduzida atualmente a STV conseguiu catalogar (na brochura Deve-se crer na Trindade ?) apenas nove para tentar inculcar na mente dos incautos de que sua tradução é a mais correta. Ainda na mesma página da revista citada acima apresentam mais cinco traduções espúrias como a deles. Essas traduções aparecem em parte em A Sentinela 01/06/1988 página 17 e na brochura Deve-se Crer na Trindade ? página 27.

” De modo similar, cinco tradutores da Bíblia, alemães, usam a expressão “um deus” naquele versículo. Pelo menos 13 outros usaram expressões tais como “da espécie divina” ou “da sorte semelhante a deus” Essas traduções concordam com outros trechos da Bíblia para mostrar que Jesus no céu, é sim um deus, no sentido de ser divino”

EM QUE SE BASEIA A TNM?

No livro, “Raciocínios à Base das Escrituras” na página 394 asseguram que para a tradução do N.T, chamado na TNM de Escrituras Gregas Cristãs, usou-se o texto dos eruditos ingleses, Westcort e Hort, para basearem sua tradução e também no livro ” Toda Escritura é Inspirada por Deus e proveitosa ” na página 310 acrescentam ainda que usaram este texto para assegurarem “a máxima exatidão possível“. Acontece porém, que o texto grego de Westcort e Hort não concorda com essa pernicisa tradução feita pelas TJs. Veja a opinião do próprio Westcort sobre João 1:1.

” O predicado (Deus) encontra-se na posição inicial enfaticamente, como em João 4:24. É necessariamente sem o artigo…Nenhuma idéia de inferioridade de natureza é sugerida por essa forma de expressão, que simplesmente afirma a verdadeira deidade da palavra…na terceira cláusula declara-se que ‘a palavra’ é ‘Deus’, e assim incluida na unidade da divindade”

Veja o leitor que quando o texto grego do qual se basearam para traduzir João 1:1 não concordava com suas crenças, eles imediatamente abandonaram-no e saíram a procura de subtraduções que concordassem com o pensamento herético deles. Neste caso, Westcort e Hort, já não assegurava tanta exatidão!

Vamos analisar agora algumas versões citadas na brochura “Deve-se Crer na Trindade ?” página 27.

a) ” 1808: “e a palavra era um deus” The New Testament in an Improved Version, Upon the Basis of Archbishop Newcom’es New Translation: with a Corrected Text.”
Esta versão foi feita por um unitarista. O Unitarismo é uma seita que nega veementemente a doutrina da Trindade e consequentemente a Divindade de Cristo. É suspeitadíssima sua erudição.

b) “1864: “e um deus era a palavra”.The Emphatic Diaglott, versão interlinear, de Benjamin Wilson.”
Esta versão é largamente usada pela STV, entretanto elas escondem que Benjamin Wilson era Cristadelfiano. Essa seita também negava a divindade de Cristo. A propósito, em : “A Sentinela” de 01/11/1990na pagina 6 sob o tópico “O Diabo das Escrituras” diz : ” Alguns contudo, negam a existência dum Satanás qual pessoa, preferindo dizer: “A natureza humana, com sua propensão ao pecado, é o diabo das escrituras.”*

Contudo no rodapé da referida página elas acusam os que professam tal doutrina taxando-os de seita:“Declaraçao oficial da crença do cristadelfianismo, uma das seitas da cristandade.”

Querem colocar o cristadelfianismo como parte da cristandade ou seja tentar confundi-la com as igrejas evangélicas, protestantes e católicas sendo que eles é que usam fartamente as idéias dos cristadelfianos através da versão de Benjamin Wilson. Mas o pior de tudo é que neste tópico, elas tentam provar que Satanás é uma pessoa e não uma influência do mal, o pecado, ou uma força, ao passo que em suas publicações fazem ao contrário em relação ao Espírito Santo, chamando-O de “a força ativa de Jeová” (Isaías 5:20) dizem: “O Uso que a Bíblia faz de “espírito santo” indica que se trata duma força ativa controlada que Jeová Deus usa para realizar uma variedade de propósitos. Até certo ponto pode ser comparada com a eletricidade, uma força que pode ser adaptada para realizar grande variedade de operações.” e concluem: “Não, o espírito santo não é uma pessoa…” (Deve-se Crer na Trindade ? págs. 20 e 23). São os apologistas do Diabo!

c) “1935: “e a palavra era divina” The Bible –An American Translation, de J. M. P. Smith e E. J. Goodspeed.”
Esta foi feita por um teólogo liberal que nem ao menos cria em toda a Bíblia.

d) “1950: “e a palavra era [um] deus.” Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs.”
Esta última foi fabricada pelas próprias Tjs, portanto totalmente corrompida e tendenciosa.

Das nove traduções exibidas na brochura, essas cinco são logo de cara, suspeitíssimas pelos vários motivos expostos acima. Ademais nenhum perito da língua grega apóia esta tradução deturpada e blasfema.

EXISTEM OUTROS DEUSES ?

Podemos dizer sem sobra de dúvidas que as Tjs são politeístas. Porquê ? Simplesmente por que a declaração clara das escrituras de que Jesus é plenamente Deus choca-se com as idéias deturpadas delas a respeito da identidade de Deus e da pessoa de Jesus Cristo, mas por não se verem complicadas em refutar satisfatoriamente a Trindade inventaram para si um outro sentido para o termo Deus quando aplicado a Jesus, criaram assim outros deuses e encontraram dessa maneira um lugar nesse panteão para o Filho de Deus. Na teologia das TJs as coisas funcionam mais ou menos assim: No topo da lista aparece Jeová como o Deus Todo-poderoso, mais em baixo se encontra Jesus se contentando em ser somente um deus menor, apenas poderoso, depois Dele encontram-se vários deuses igualmente poderosos como Satanás, anjos e humanos. Alegam que o termo “Poderoso” não se aplica só a Jeová, mas também a anjos e humanos. Perguntamos então: Onde a Bíblia aplica o termo “Poderoso” a anjos e homens ? Insistimos ainda. Onde encontraremos nas escrituras Deus Chamando anjos e homens de “deuses poderosos”? Veja que elas fazem isso baseando-se apenas em especulações, e isso para dar respaldo ao seu argumento de que o fato de Jesus ser chamado de Poderoso não o faz igual a Jeová, pois outros na Bíblia, segundo elas, são também chamados de poderosos, mesmo não havendo base para tal.

“Antes de vir à terra, Jesus era “um deus”…” Além disso, a designação “deus” tem ainda outro sentido. Os juízes em Israel eram chamados de “deuses”…” ( Profecias de Isaías pág. 131)

As TJs tentam entender a Trindade pelo raciocínio humano, mas por esse meio ninguém conseguirá entender a Deus, pois somente conseguiremos saber algo dele a partir da revelação que Ele faz de si mesmo em sua palavra, e esta mesma palavra revelada diz que Jesus é Deus, mas como as TJs andam não por fé, mas pelo raciocínio humano, não conseguem entender a palavra, então inventam meios alternativos para tentarem se livrar de João 1:1 e explicar de outros modos sua divindade.

A declaração de que existem outros deuses além do verdadeiro Deus é falsa pois a Bíblia é específica e o mandamento é claríssimo quando diz:

“Não deves ter quaisquer outros deuses em oposição a minha pessoa” Êxodo 20:3

“Antes de mim, não foi formado nenhum Deus e depois de mim continuou a não haver nenhum.” Isaías 43:10

” Acaso existe outro Deus além de mim ? Não, não há nenhuma rocha.” Isaías 44:8

Segundo os versículos acima a idéia de que existem outros deuses é herética, há somente um único Deus, e além dele não há outro. Os demais são deuses falsos, são falsificações do verdadeiro Deus como Satanás sempre quis ser e induziu os nossos primeiros pais a serem também Isaías 14:14 Gênesis 3:5. A própria STV declara que: “Existe apenas um Deus todo-poderoso, embora existam muitos deuses de fabricação humana e falsos” ( 15/03/1988 pág. 6)

OS JUÍZES SÃO DEUSES ?

As TJs argumentam sua tese de que existem outros deuses, baseando-se no episódio de João 10:34,35 onde Jesus diz:

” Jesus respondeu-lhes: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Vós sois deuses ?…Se ele chamou deuses…”

Será que Jesus estava acatando a idéia de que aqueles homens eram deuses Poderosos como afirmam as Tjs ? Não, não estava. Para começo de conversa a Bíblia proíbe seres humanos de se igualarem a Deus Isaías 31:3 Ezequiel 28:2. O contexto mais uma vez torna claro o assunto. Jesus se referiu ao Salmo 82:6, onde aparece a palavra “Elôhîm” que significa “deuses”. O Deus verdadeiro estava repreendendo os juízes por suas iniqüidades e não chamando-os de deuses no sentido literal desta palavra pois nos versos 7 e 8 diz: “Decerto morrereis como os homens; E caireis como qualquer um dos príncipes!” (TNM)

Estes eram chamados de deuses mas apenas como zombaria, pois a eles tinham sido dada a missão de julgar em Israel no lugar de Jeová, sendo assim poderiam de algum modo serem chamados de deuses, mas apenas em sentido representativo, não em sentido qualitativo, pois não passavam de homens mortais e como tais morreriam; em outras palavras, eram deuses falsos e isto fica evidente no versículo primeiro deste Salmo quando diz : “Deus (Elohim) se põe de pé na assembléia do divino; julga no meio dos deuses (Elohim)”(TNM)temos aqui portanto dois “Elohins”, é lógico que um só é o “Eloim” verdadeiro e os outros falsos!. Então Jesus argumenta em João 10: 35,36 que se àqueles eram chamados representativamente de deuses, quanto mais Ele poderia ser chamado de Filho de Deus. Além disso a revista A Sentinela de 01/01/1992 página 4 insinua que o Diabo patrocina muitos tipos de deidades nos seguintes termos: “Satanás…promove até a adoração de deuses humanos, tais como governantes poderosos…” (grifo e sublinhado nosso). Sim, Jesus era o único que tinha qualitativamente a condição de ser chamado de “O Filho de Deus” e também ser Deus.

ANJOS E SATANÁS SÃO DEUSES?

O argumento acima também cabe aqui, pois como já explicamos, há somente um Deus verdadeiro e o resto são deuses que os homens fizeram ou que eles mesmos se fizeram deuses por conta própria como Satanás. Dizem as TJs: “ ‘Mas não é Jesus chamado de deus na Bíblia’ ? poderá perguntar alguém. Isto é verdade. Contudo Satanás também é chamado de deus. (2 Coríntios 4:4)” ( Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra pág. 40 )

É fácil responder a esta objeção apenas perguntando se Satanás é um deus falso ou verdadeiro. Elas responderão que é um deus falso conforme aparece em A Sentinela 01/01/1992 página 4 “Jeová Deus tem o propósito de limpar seu nome de todo o vitupério que o falso deus Satanás tem lançado sobre ele.”(grifo nosso), neste caso estão igualando Jesus com Satanás e chamando-O indiretamente de falso. Mas se pelo contrário, Jesus for um deus verdadeiro, então elas possuem dois deuses verdadeiro ? Elas acabam caindo na própria armadilha que criaram. Estas perguntas as deixam em grande embaraço !

Certa vez fui abordado por um TJ que no decorrer da conversação citou-me o versículo acima e fez a seguinte pergunta : ” Você sabe qual a diferença entre o deus falso e o Deus verdadeiro ? ” Perguntei qual era. Então ele passou a me explicar que o Deus verdadeiro aparece na Bíblia com letra maiúscula (Deus) e o deus falso com letra minúscula ( deus). Neste momento puxei a TNM de suas mãos e abri em João 1:1 onde deveria aparecer Deus com letra maiúscula aparece com minúscula “[um] deus”, rebaixando Jesus a um mero deuzinho, e perguntei-lhe se Jesus era um deus falso, pois na TNM estava com letra minúscula, o qual me respondeu que não era. Repliquei então : Se ele for o Deus verdadeiro nesse caso vocês possuem dois Deuses verdadeiro e isto é politeísmo!?. O rapaz me olhou meio envergonhado e confuso e confessou que nunca havia pensado nisso apesar de ser TJ já há oito anos.

Argumentos como estes demonstra o perfil de pessoas que não entendem o que falam e falam somente o que lhes é indicado pela seita, pois se caso contrário, dispensassem algumas horas em estudo particular sem os olhos autoritativo do “Corpo Governante” iriam descobrir que os manuscritos bíblicos foram escritos originalmente com letras maiúsculas,as chamadas letras “unciais” e só depois no século X é que começaram a fazer cópias dos manuscritos em minúsculas chamadas de estilo cursivo. Portanto, quando aparecia a palavra “DEUS” se era em estilo uncial era escrito com maiúscula se em estilo cursivo era com minúscula independente de quem se referisse, se ao Pai ou ao Filho, mas isto a STV não revela aos seus adeptos.

As TJs são privadas de exercerem senso crítico nos Salões do Reino aos quais freqüentam. Não podem de maneira alguma discordar de seus dirigentes, elas se ufanam de pesquisarem, aliás, esta palavra você ouvirá sempre que estiver dialogando com uma TJ, mas as “pesquisas” da qual falam, é apenas nas literaturas da própria seita como as revistas : “A Sentinela” e “Despertai” que a cúpula chamada de “Corpo Governante” permitem que leiam, as quais descaradamente chamam de “alimento”.

JESUS NÃO É DEUS?

As TJs argumentam que no original grego o termo “Theós” (Deus) referindo-se ao Pai, vem precedido do artigo definido “ton” (o) e referindo-se ao filho não vem precedido por artigo definido, então se acham no direito de acrescentarem o artigo indefinido (um) que não existia no grego original do N.T. Se justificam dizendo :

” O artigo definido (o) aparece na frente da primeira ocorrência de the.ós (Deus), mas não na frente da segunda ocorrência. A construção articular (quando o artigo aparece) do nome indica identidade, personalidade, ao passo que um nome predicativo no singular, sem artigo e anteposto ao verbo, ( com está construída a sentença no grego) indica qualidade de uma pessoa. Portanto o texto não diz que a palavra ( Jesus) era o mesmo que o Deus com quem estava, mas, antes, que o verbo (a palavra) era semelhante a um deus…” ( Raciocínios à Base das Escrituras pág. 213)

” A língua grega coiné tinha artigo definido (“o”), mas não tinha artigo indefinido (“um”). Assim, quando um substantivo predicativo não é precedido por artigo definido, pode ser indefinido, dependendo do contexto.” ( Deve-se Crer na Trindade ? pág. 27 )

À primeira vista parece até convincente os argumentos exposados pela STV, haja vista fartas citações de obras teológicas e comentários de peritos na língua grega que são citados em suas publicações, entretanto quase sempre tirados fora do contexto ou distorcidos para se adaptarem à crença da seita de que Jesus é “um deus”.O texto original reza da seguinte maneira :

” En arché en ó lógos, kaí ó lógos en prós tón Theón, kaí Theós en ó lógos.”

TRADUÇÃO LITERAL

“Em princípio era o Verbo, e o Verbo estava com o Deus, e Deus era o verbo.”

Já há tempos que a STV vem modificando o texto de João 1:1 em suas Bíblias, compare por exemplo a tradução de 1967 (capa verde) onde o artigo indefinido (um) não aparecia : ” e a palavra era deus “. Já a versão de 1983 traz o artigo indefinido “e a palavra era [um] deus”. Nas revisões mais recentes elas mudaram novamente, conservando o artigo indefinido e acrescentando o artigo definido (o) antes de “Deus”, ” …estava com o Deus”

Estes são os malabarismos que a seita faz quando uma verdade bíblica entra em confronto com a teologia profana que elas professam.

JOÃO NÃO CRIA EM JESUS COMO DEUS ?

Será porque o apóstolo João não introduziu o artigo definido (o) em relação ao segundo “Theós” ? Será que mesmo a expressão “um deus” desabona a deidade absoluta (lê-se que Cristo é verdadeiramente Deus) ? Longe disso, João foi o apóstolo que mais identificou Jesus como Deus em seus escritos, portanto inspirado divinamente, foi capaz de escrever o que ele queria realmente escrever, pois fora guiado pelo Espírito Santo.

Qualquer estudante do grego bíblico percebe logo de início que se João tivesse acrescentado o artigo definido (o) antes do segundo “Theós”, certamente ele estava demonstrando que não acreditava na plena divindade de Cristo e com certeza não cria na Trindade. Porquê ? Por que ele estaria dizendo que o verbo (Jesus) era a mesma pessoa do primeiro “Theós” ou seja, que Jesus era o Pai. Mas ao diferenciar com um artigo definido o primeiro “Theós”, ele diferenciava as pessoas ao passo que igualava a natureza, e isto é trinitarismo clássico, é o que diz a doutrina da trindade, ou seja : Jesus é Deus mas não é o Pai, são iguais na natureza e substância mas diferentes quanto às pessoas. Isto prova que o argumento usado por elas de que : “Alguém que está “com” outra pessoa não pode ser ao mesmo tempo aquela outra pessoa” não procede. De duas, uma : Ou as TJs não entendem (ou não querem entender) a Trindade, ou fazem isso para confundir e enganar seus adeptos e os mais simples. De qualquer modo este argumento fraudulento eregido por elas não resiste à um estudo mais profundo sobre este versículo de João 1:1. Veja o que dizem alguns estudiosos:

“Se João 1:1 quisesse dizer “a palavra era um deus” o apóstolo teria usado no grego a palavra Theios, que significa “um deus”, um ser meio divino, em vez de Theós…” ( Dr. Julios R. Mantey)

” O verbete sobre Theós (Deus), usado no léxico Arnolt and Gin Grich Greek Lexicon, afirma : “usado muitas vezes para indicar o verdadeiro Deus algumas vezes com o artigo, e de outras vezes sem o artigo”

Para serem coerentes teriam que traduzir também João 1:18; 3:2; 13:3 por “um Deus” pois ali não aparece o artigo definido, mas não fazem isto pois se não teriam que admitir também que Jeová não é “o Deus” verdadeiro e isto complicaria e muito os seus argumentos.

Ainda que Jesus seja chamado de “um deus”, mesmo assim não complicaria sua deidade pelo fato de que o Pai também é chamado de “um Deus” na TNM, confira em Êxodo 20:5 ; Daniel 2:28 e Naum 1:2 e “um Deus” até mesmo com letra minúscula. Considere este trecho abaixo extraída de uma de suas publicações

” Jeová descreve a si próprio como “um deus que exige devoção exclusiva”. ( Êxodo 20:5, nota, NM com Referências; Deuteronômio 4:24; 5:9; 6:15)” ( A Sentinela 01/07/1998 pág. 29)

Depois de longos debates (via on-line) com um senhor que dizia ter sido ancião das TJs, eu o desafiei a comentar esse prólogo de João, queria que ele refutasse como estava ali. Mas para minha surpresa ele não respondeu e isto já faz vários meses. Nunca achei uma TJ que explicasse satisfatoriamente sua fé antitinitrária em cima deste versículo.

João 1:1 é modo mais belo da Bíblia dizer que Jesus é plenamente Deus.



“Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”.

FONTE NAPEC.ORG

WWW.AVIVAMENTONOSUL.BLOGSPOT.COM


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Maniqueísmo

Maniqueísmo
O maniqueísmo foi uma religião que se desenvolveu na área da Babilônia no século III. Fundado por um jovem persa chamado Mani, ele extraiu ideias de muitas religiões, incluindo o cristianismo, o zoroastrismo e possivelmente o pensamento oriental. Foi uma tentativa de estabelecer uma religião mundial. Durante a vida de Mani, ele se espalhou por todo o Império Romano – apesar de ter sido proibido e rotulado como heresia – e até o leste da China, onde continuou a existir até a década de 1930. No Ocidente, após a execução de Mani em 277 d.C., suas opiniões se espalharam principalmente pelo norte da África, embora no século V o Papa Leão tenha considerado necessário erradicar a heresia maniqueísta até mesmo de Roma.

O jovem Mani viajou muito. Suas viagens superaram em muito as de seu modelo, o apóstolo Paulo. Mani também superou Paul no papel que reivindicou para si mesmo. Para não ser superado por um mero apóstolo, ele se via como o Espírito Santo em pessoa.

Do Zoroastrismo, a religião adotou tanto o dualismo quanto os ideais gnósticos. Seu dualismo baseava-se na crença na luta entre as forças do bem e do mal, tendo a razão como arma para derrotar o mal. O maniqueísmo sustentava que Deus era bom e era representado pela luz, e que o mal, representado pelas trevas, era uma força agressiva que lutava contra a luz. Os humanos tinham faíscas de luz dentro deles que precisavam ser liberadas.

Uma religião de duas camadas, o maniqueísmo tinha um “eleito” que vivia uma vida ascética negando os prazeres físicos. Em outro nível, estavam os auditores, ou “ouvintes”, que tinham permissão para ceder ao físico sem restrições, pois se pensava que não estavam no controle dos aspectos físicos de sua vida. Eles seriam purgados por uma série de encarnações após a morte e alcançariam a luz dos eleitos no devido tempo. Os maniqueus consideravam Agostinho nessa categoria. Aqueles que não aceitaram os ensinamentos de Mani foram vistos apenas como pecadores destinados à destruição.

Como religião, o maniqueísmo fornecia estímulo intelectual e companheirismo a jovens como Agostinho, bem como uma negação da responsabilidade pessoal pelo mal. Ao retratar o aspecto físico do corpo como mau, forneceu parte da base para as visões de Agostinho sobre o pecado e a queda do homem.

Mani teve seus escritos traduzidos para cerca de 11 idiomas. Muitos desses documentos foram redescobertos no final do século 20, lançando uma nova luz sobre essa força religiosa.
https://www.vision.org/manichaeism-1422

Via Maniqueísmo em alta.

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Calvino em suas próprias palavras sobre os “Decretos de Deus”.

Ainda tem careca que tem a cara de pau de dizer que o Calvinismo não ensina isso.

Como diz Calvino(Que decretum horribile)

Os crimes não são cometidos senão pela administração de Deus. E eu concedo mais: os ladrões e os homicidas, e os demais malfeitores, são instrumentos da divina providência, dos quais o próprio Senhor se utiliza para executar os juízos que ele mesmo determinou. Nego, no entanto, que daí se deva permitir-lhes qualquer escusa por seus maus feitos
Institutas, 1.17.5.

Imaginemos, por exemplo, um mercador, que havendo entrado em uma zona de mata com um grupo de homens de confiança… Caia nas mãos dos ladrões e tenha o pescoço cortado. Sua morte fora não meramente antevista pelo olho de Deus, mas, além disso, é estabelecida por seu decreto. ( Institutas 1.16.9 )

Que os maus pequem, isso eles fazem por natureza; porém que ao pecarem, ou façam isto ou aquilo, isso provém do poder de Deus, que divide as trevas conforme lhe apraz.
Institutas, 2.4.4.

A suma vem a ser isto: que, feridos injustamente pelos homens, posta de parte sua iniquidade, que nada faria senão exasperar-nos a dor e acicatar-nos o ânimo à vingança, nos lembremos de elevar-nos a Deus e aprendamos a ter por certo que foi, por sua justa administração, não só permitido, mas até inculcado, tudo quanto o inimigo impiamente intentou contra nós”
Institutas, 1.17.8.

Quando perecem em sua corrupção, outra coisa não estão pagando senão as penas de sua miséria, na qual, por sua predestinação, Adão caiu e arrastou com ele toda sua progênie. Deus, pois, não será injusto, que tão cruelmente escarnece de suas criaturas? Sem dúvida confesso que foi pela vontade de Deus que todos os filhos de Adão nesta miserável condição em que ora se acham enrodilhados”
Institutas, 3.23.4.

A Queda de Adão foi preordenada por Deus, e daí a perdição dos réprobos e de sua linhagem”
Institutas, 3.23.7

Além disso, sua perdição de tal maneira pende da predestinação divina, que ao mesmo tempo há de haver neles a causa e a matéria dela. O primeiro homem, pois, caiu porque o Senhor assim julgara ser conveniente. Por que ele assim o julgou nos é oculto”
Institutas, 3.23.8.

Mas, replicarão, a não ser
que ele quisesse os roubos, os adultérios e os homicídios, não o haveríamos de fazer. Concordo. Entretanto, porventura fazemos as coisas más com este propósito, ou, seja, que lhe prestemos obediência? Com efeito, de maneira alguma Deus não no-las ordena; antes, pelo contrário, a elas nos arremetemos, nem mesmo cogitando se ele o queira, mas de nosso desejo incontido, a fremir tão desenfreadamente, que de intento deliberado lutamos contra ele
Institutas, 1.17.5.

“certamente confesso ser esse um decretum horribile”
Institutas, 3.23.7.

De novo, pergunto: donde vem que tanta gente, juntamente com seus filhos infantes, a queda de Adão lançasse, sem remédio, à morte eterna, a não ser porque a Deus assim pareceu bem? Aqui importa que suas línguas emudeçam, de outro modo tão loquazes. Certamente confesso ser esse um decretum horribile. Entretanto, ninguém poderá negar que Deus já sabia qual fim o homem haveria de ter, antes que o criasse, e que ele sabia de antemão porque assim ordenara por seu decreto”
Institutas, 3.23.7.

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Gadareno ou geraseno?

MATEUS 8:28-34 (cf. Mc 5.1-20; Lc 8.26-39) – Onde o endemoninhado foi libertado?

PROBLEMA:

Cada um dos três primeiros evangelistas (Mateus, Marcos e Lucas) faz um relato de Jesus libertando um endemoninhado. Mateus relata que essa libertação ocorreu na terra dos gadarenos. Entretanto, Marcos e Lucas dizem que foi na terra dos gerasenos.

SOLUÇÃO:

Há um problema de textos nesse caso. O texto crítico do NT em grego (Nestle-Aland/Sociedades Bíblicas Unidas) menciona em IV arcos e Lucas o mesmo lugar a que se refere Mateus, ou seja, a terra dos gadarenos. Entretanto, alguns manuscritos dão esse local como sendo a terra dos gerasenos. É possível atribuir essa divergência nesses manuscritos a um erro de copistas. É provável que Gadara tenha sido a capital da região, e Mateus, portanto, referiu-se àquela área como sendo a terra dos gadarenos, porque o povo daquela região, quer vivessem em Gadara ou não, identificavam-se como gadarenos.

Marcos e Lucas possivelmente deram uma referência mais geral à terra dos gerasenos, que seria a região mais extensa dentro da qual o incidente ocorreu. Entretanto um escriba, confundindo a referência em Mateus – achando que era a cidade em vez do povo da região – pode ter achado que deveria corrigir os manuscritos, e assim alterou as referências para torná-las uniformes.

Parece que a melhor evidência textual está em favor de Gadara, embora haja opiniões divergentes entre comentaristas. Não há contradição nem erro nessas passagens, porque o problema surgiu em decorrência das transcrições, e não há evidência que demonstre ter havido um erro nos manuscritos originais.

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Extraído do livro MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia. Norman Geisler – Thomas Howe

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Teologia

A NVI e suas Desonestidades.

Notas de Rodapé Imprecisas (ou pouco honestas?) na NVI?

Autor: Hélio de Menezes Silva

Compilando informações prestadas por: Dr. Wilbur N. Pickerring





Recentemente, recebi e ouvi alguns áudios e li alguns slides da conferência “Oficina Bíblica: As Traduções do Novo Testamento em Português e Inglês” (Brasília, 1-2.Dez.2012) pelo Pr. e Doutor Wilbur N. Pickering, e fui impactado por alguns números por ele revelados (números de manuscritos suportando uma ou outra leitura do texto grego da Bíblia) e que, na minha opinião, revelam quão tragicamente IMPRECISAS (ou mesmo, pergunto-me, intencional e terrivelmente ENGANADORAS?) são grande número das notas de rodapé da Bíblia em inglês New International Version (traduzindo este título para português: Nova Versão Internacional), que abreviaremos como NVI.

Por exemplo:

Mateus 18:11:

ACF:
“Porque o Filho do homem veio salvar o que se tinha perdido.”

NVI (aqui traduzirei do inglês para o português):
“O Filho do homem veio para salvar o que se havia perdido {Nota de Rodapé}.”

Avaliação da imprecisa (ou pouco honesta?) nota da NVI:
18:11 “PORQUE O FILHO DO HOMEM VEIO SALVAR O QUE SE TINHA PERDIDO.” (ACF). Alexandrinos + TC omitem todo o verso. A NVI destrói a confiança2 em todo o verso (e, assim, enfraquece a verdade que Cristo veio salvar os PECADORES!), pois diz em rota de rodapé que “vários manuscritos omitem o versículo 11”. Ora, 98,5% MSS têm isso, contra apenas 1,5% que não têm, mas a palavra “vários” da nota pode induzir muitos a pensar que tais números podem ser algo como 5 a 10% tendo, e 95 a 90% não tendo. É a nota honesta e precisa? Por que, honestamente, não disseram “98,5% dos MSS atestam o verso, apenas 1,5% não o fazem.”? A A.R. Atualizada coloca o verso entre [ ], assim negando sua autenticidade.



Mateus 19:29:

ACF:
“E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.”

NVI (aqui traduzirei do inglês para o português):
“E todos os que tiverem deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, {Nota de Rodapé} filhos ou campos, por minha causa, receberão cem vezes mais e herdarão a vida eterna.”

Avaliação da imprecisa (ou pouco honesta?) nota da NVI:
19:29 “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, OU MULHER, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.” (ACF). Alexandrinos + TC extirpam2 “ê gunaika” (= “ou mulher”), escondendo2 que apóstolos e discípulos tinham esposas. Podemos entender “deixado” de vários modos, sem uma literal necessidade de abandonar, por exemplo, uma mãe velhinha ou filhinho para morrerem de fome. Mas não entendemos porque alexandrinos eliminam2 as esposas. Se alguém enxergar um bom e bíblico motivo (não o argumento celibatista de Roma, suicida e contrário a 1Tm 4:3, etc.), favor nos informar… A NVI omite “ou mulher” e diz em rota de rodapé que “alguns manuscritos dizem mãe ou esposa”. Ora, 1675 MSS (isto é, 98,5% dos 1700 MSS existentes) têm isso, contra apenas 25 MSS (isto é, 1,5%) que não têm, mas a palavra “alguns” da nota pode induzir muitos a pensar que tais números podem ser algo como 2 a 8% tendo e 98 a 92% não tendo. É a nota honesta e precisa? Por que, honestamente, não disseram “98,5% dos MSS são contra nós, apenas 1,5% a nosso favor.”?



Mateus 21:44:

ACF:
“E, quem cair sobre esta pedra, despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.”

NVI (aqui traduzirei do inglês para o português):
“Aquele que cair sobre esta pedra será despedaçado, e aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó {Nota de Rodapé}.”

Avaliação da imprecisa (ou pouco honesta?) nota da NVI:
“E, QUEM CAIR SOBRE ESTA PEDRA, DESPEDAÇAR-SE-Á; E AQUELE SOBRE QUEM ELA CAIR FICARÁ REDUZIDO A PÓ.” Alexandrinos + TC (portanto NVI, em rodapé) destroem a confiança2 no verso (e que ensinos!). Minha NVI-1993 diz, em nota de rodapé, que “alguns manuscritos omitem o versículo 44”, mas W. Pickering se refere a outra edição que diz que “muitos manuscritos não trazem o versículo 44”. Ora, unicamente 2 MS (Codex D (o pior MS que temos) e o cursivo 33 (também de má qualidade)) omitem o verso, contra 1.700 que o têm. Mesmo na NVI edição 1993, qual o propósito da sua nota? Para que a colocaram?
Por que, honestamente, não disseram “1700 MSS têm o versículo, apenas 2 MSS não o têm.”? Melhor dizendo, dada tão avassaladora diferença e tão inferior credibilidade dessas 2 testemunhas, deveríamos totalmente ignorar essas e não colocar nota tão semeadora de dúvidas, qual a vantagem disso?



Marcos 6:20:

ACF:
“Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo; e guardava-o com segurança, e fazia muitas coisas, atendendo-o, e de boa mente o ouvia.”

NVI (aqui traduzirei do inglês para o português):
“porque Herodes temia João e o protegia, sabendo que ele era um homem justo e santo; e quando o ouvia, ficava perplexo {Nota de Rodapé}. Mesmo assim gostava de ouvi-lo.”

Avaliação da imprecisa (ou pouco honesta?) nota da NVI:
“Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo; e guardava-o com segurança; e, havendo-o ouvido, muitas coisas FAZIA [ATENDENDO-O], e de boa mente o ouvia.” (ACF). Alexandrinos + TC adulteram2 “epoiei” = “fazia [atendendo-o]”) para “Hêporei” (que significa “estava perdido ou perplexo”). A NVI adultera “fazia” para “ficava perplexo” e diz em rota de rodapé que “alguns manuscritos antigos dizem ‘fazia muitas coisas’ “. Ora, 99,4% MSS têm “fazia muitas coisas”, contra apenas “0,6%” que têm “estava perplexo”, mas a palavra “alguns” da nota pode induzir muitos a pensar que tais números podem ser algo como 2 a 8% tendo “fazia muitas coisas” e 98 a 92% tendo “estava perplexo”. É a nota honesta e precisa? Por que, honestamente, não disseram “99,4% dos MSS são contra nós, apenas 0,6% a nosso favor.”?



Marcos 8:26:

ACF:
“E mandou-o para sua casa, dizendo: Nem entres na aldeia, nem o digas a ninguém na aldeia.”

NVI (aqui traduzirei do inglês para o português):
“Jesus mandou-o para casa, dizendo: “Não entre no povoado!” {Nota de Rodapé}”

Avaliação da imprecisa (ou pouco honesta?) nota da NVI:
“E mandou-o para sua casa, dizendo: Nem entres na aldeia, NEM O DIGAS A NINGUÉM NA ALDEIA.” (ACF). Alexandrinos + TC eliminam2 tudo que pusemos em maiúsculas. A NVI omite, e diz em rota de rodapé que “vários manuscritos acrescentam ‘nem conte nada a ninguém no povoado’ “. Ora, 99,1% MSS têm isso, contra apenas 0,5% que não têm, mas a palavra “vários” da nota pode induzir muitos a pensar que tais números podem ser algo como 5 a 10% tendo, e 95 a 90% não tendo. É a nota honesta e precisa? Por que, honestamente, não disseram “99,1% dos MSS são contra nós, apenas 0,5% a nosso favor.”?



Marcos 10:24:

ACF:
“E os discípulos se admiraram destas suas palavras; mas Jesus, tornando a falar, disse-lhes: Filhos, quão difícil é, para os que confiam nas riquezas, entrar no reino de Deus!”

NVI (aqui traduzirei do inglês para o português):
“Os discípulos ficaram admirados com essas palavras. Mas Jesus repetiu: “Filhos, como é difícil {Nota de Rodapé} entrar no Reino de Deus!”

Avaliação da imprecisa (ou pouco honesta?) nota da NVI:
“…Filhos, quão difícil é, PARA OS QUE CONFIAM NAS RIQUEZAS, entrar no reino de Deus!” (ACF). Alexandrinos + TC eliminam2 que Cristo referiu-se especificamente aos que CONFIAM nas riquezas, como lhes sendo difícil entrar no reino do Deus. A NVI omite ” para os que confiam nas riquezas ” e diz em rota de rodapé que “outros manuscritos dizem ”é difícil para aqueles que confiam nas riqueza’ “. Ora, 1700 MSS têm isso, contra apenas 5 que não têm, mas a palavra “outros” da nota pode induzir muitos a pensar que tais números podem ser algo como 10 a 40% tendo, e 90 a 60% não tendo. É a nota honesta e precisa? Por que, honestamente, não disseram “1700 MSS são contra nós, apenas 5 a nosso favor.”?



Marcos 14:24:

ACF:
“E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que por muitos é derramado.”

NVI (aqui traduzirei do inglês para o português):
“E lhes disse: “Isto é o meu sangue da aliança, {Nota de Rodapé} que é derramado em favor de muitos.”

Avaliação da imprecisa (ou pouco honesta?) nota da NVI:
“… Isto é o meu sangue, o sangue do NOVO {kainês} testamento, que por muitos é derramado.” (ACF). Alexandrinos + TC (portanto NVI) erradicam2 que o sangue de Cristo firmou-nos um NOVO testamento (aliança). A NVI omite “novo” e diz em rota de rodapé que “alguns manuscritos trazem ‘da nova aliança’ “. Ora, 1700 MSS têm isso, contra apenas 9 que não têm, mas a palavra “alguns” da nota pode induzir muitos ao erro de pensar que tais números podem ser algo como 2 a 8% tendo e 98 a 92% não tendo. É a nota honesta e precisa? Por que, honestamente, não disseram “1700 MSS são contra nós, apenas 9 a nosso favor.”?



Lucas 4:4:

ACF:
“E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus.”

NVI (aqui traduzirei do inglês para o português):
“Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem’” {Nota de Rodapé}.”

Avaliação da imprecisa (ou pouco honesta?) nota da NVI:
“E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, MAS DE TODA A PALAVRA DE DEUS.” (ACF). Que absurdo: meros 0,4% dos MSS gregos sobreviventes (e estes 0,4% são dentre os piores, os Alexandrinos, de qualidade objetivamente inferior) omitem o que pusemos em maiúsculas, mas o TC os segue e elimina2 a inspiração (e que viveremos!) de CADA e TODAS as PALAVRAS da Bíblia! Por que este ódio às mais doces e essenciais doutrinas da Bíblia (divindade, nascimento virginal, ressurreição e 2a vinda corporais, expiação pelo sangue de Cristo; inspiração e preservação da Palavra de Deus; etc.)? Quem, invisível, está por trás deste ódio? (Resposta em Ef 6:12). Aqui, a NVI, como quase sempre, segue o vil TC e omite o verso, na sua nota de rodapé somente dizendo que isto é uma citação de Deut 8:3, mas esconde que este diz “…o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem.”. O fato da NVI omitir “mas de toda a Palavra de Deus” e não colocar nenhuma nota explicativa para isso (como quase sempre coloca nos versos importantes onde acha que há opções e quer justificar porque escolheu uma delas, a nosso ver sempre a pior de todas), pode dar a imprecisa e enganadora impressão que nenhum MSS tem isso! Por que, honestamente, não disseram “99,6% dos MSS são contra termos omitido “mas de toda a Palavra de Deus”, apenas 0,4% são a nosso favor.”?



Lucas 8:26 (8:37 é semelhante):

ACF:
“E navegaram para a terra dos gadarenos, que está defronte da Galiléia.”

NVI (aqui traduzirei do inglês para o português):
“Navegaram para a região dos gerasenos, que fica do outro lado do lago, frente à Galiléia.”

Avaliação da imprecisa (ou pouco honesta?) nota da NVI:
“E navegaram para a terra dos GADARENOS, que está defronte da Galiléia.” (ACF) A NVI adultera “gadarenos” para “gerasenos” e diz em rota de rodapé que “alguns manuscritos trazem gadarenos; outros manuscritos dizem: gergesenos; também no versículo 37.”. Ora, 1700 MSS têm ‘gadarenos’, contra apenas 4 que têm outra coisa, mas a palavra “alguns” da nota pode induzir muitos a pensar que tais números podem ser algo como 2 a 8% tendo ‘gadarenos’ e 98 a 92% não tendo. É a nota honesta e precisa? Por que, honestamente, não disseram “1700 MSS são contra nós (usam a palavra “gadarenos), apenas 4 MSS são a nosso favor.”?



Lucas 9:35:

ACF:
“E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho; a ele ouvi.”

NVI (aqui traduzirei do inglês para o português):
“Dela saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido; {Nota de Rodapé} ouçam-no!””

Avaliação da imprecisa (ou pouco honesta?) nota da NVI:
“E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu AMADO {agapêtos} Filho; a ele ouvi.” (ACF) Alexandrinos + TC adulteram2 Amado {agapêtos} para “… Escolhido;…” {eklelegmenos}, destoando de Mt 17:5 e Mc 9:7. Ademais, será que “escolhido” não dá margem e insinua que há outros filhos, semelhantes? A NVI adultera “amado” para “escolhido” e diz em rota de rodapé que “vários manuscritos dizem: o Amado”. Ora, 99,5% (1700) MSS têm ‘amado’, contra apenas 0,5% (8) que não têm, mas a palavra “vários” da nota pode induzir muitos a pensar que tais números podem ser algo como 5 a 10% tendo ‘amado’, e 95 a 90% não tendo. É a nota honesta e precisa? Por que, honestamente, não disseram “99,5% dos MSS são contra nós, apenas 0,5% são a nosso favor.”








Bem, mesmo que somente cobrindo 11 versos de somente os 3 evangelhos de Mateus a Lucas, acreditamos que esses 11 exemplos (aleatoriamente escolhidos, depois tão bem analisados e expostos pelo Pr. Pickering) das notas de rodapé da NVI (New International Version, título que, traduzido para o português é Nova Versão Internacional) são suficientes para começarmos a fortemente suspeitar de quão terrivelmente imprecisas (ou, pergunto-me, pouco honestas?) são a totalidade das notas de rodapé da NVI (ou pelo menos a maior parte delas) que tentam justificar sua escolha de textos diferentes do Texto Majoritário (o Textus Receptus).
Em outras palavras, somente se contando no Novo Testamento, estimamos que há cerca de 136 notas de rodapé no NT da NVI, e temos as mais fortes razões para temer que sejam, em sua totalidade (ou grande maioria), terrivelmente imprecisas ou mesmo pouco honestas, e bastante enganadoras.

Dr. Wilbur Pickering disse, em correspondência particular: “São centenas de casos; fica muito cansativo denunciar todos; além de bastante desagradável ser obrigado a trabalhar no lamaçal por eles criado. Se não conheciam os fatos, eram desqualificados para o ofício; se conheciam, eram desonestos e vão incorrer em Apoc. 22.18-19”

Mesmo que fossem muito mais precisas e muito mais honestas, tantas notas desse tipo podem acender muitos e terríveis incêndios de dúvidas. Podem empurrar os leitores a pensar que, “uma vez que existem desacordos entre alguns manuscritos e em tantos e tão importantes pontos, ninguém pode estar absolutamente seguro de qual seja a real Palavra de Deus.” Para todos os fins práticos, estas notas de rodapé dizem “Faça SUA escolha, decida por VOCÊ mesmo qual manuscrito ou versão VOCÊ deseja crer, pois o fato é que ninguém pode estar 100% seguro daquilo que Deus realmente inspirou Seus profetas e apóstolos a escreverem.”

Sim, “É assim que Deus disse?” (Gen. 3:1) foi, e ainda é, a principal arma de Satanás contra a verdade. A Serpente enganou Eva no Jardim do Éden plantando na sua mente uma dúvida concernente à Palavra de Deus. Tais notas de rodapé só servem para lançar centenas de dúvidas sobre a Palavra que Deus tem usado através de todos os séculos (em português: a Almeida e suas legítimas herdeiras ARC e ACF), e Satanás pode usar tais notas de rodapé para plantar a dúvida “É assim que Deus disse?” Não é de se admirar que há hoje tão poucos salvos que realmente creem que a Bíblia que têm nas mãos traduz a PERFEITA Palavra de Deus, 100% perfeita e infalível! …



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Recomendamos fortemente baixar mp3 de 9 palestras “As Traduções do Novo Testamento em Português e Inglês”, proferidas pelo Pr. Wilbur Pickering, 1-2/12/2012.





Exposição 1



http://www.4shared.com/mp3/BllDAEJ4/Exposio_1.html



Exposição 2



http://www.4shared.com/mp3/AdQv8mcH/Exposio_2.html



Exposição 3



http://www.4shared.com/mp3/iJED0eeF/Exposio_3.html



Exposição 4



http://www.4shared.com/mp3/1lqGPZum/Exposio_4.html



Exposição 5



http://www.4shared.com/mp3/W2lCMLJR/Exposio_5.html



Exposição 6



http://www.4shared.com/mp3/Hla85HBW/Exposio_6.html



Exposição 7



http://www.4shared.com/mp3/UfD7pn7L/Exposio_7.html



Ministração de Encerramento: Claudimir



http://www.4shared.com/mp3/chKtx7Xh/Encerramento_1.html



Ministração de Encerramento: Erasmo



http://www.4shared.com/mp3/AcaD0reV/Encerramento_2.html









Maiores detalhes (sobre 1611 versículos) no livro:
NVI / NIV / TC — Porque Continuamos com as Bíblias Tradicionais — Hélio et al. Livro 70 páginas A4, .doc 687 Kb. Analisa 1611 dos versos onde a Palavra de Deus foi falseada em grego ou no traduzir. RESUME PROVAS DA INFERIORIDADE DO TC/TRADUZIR, EM 86 + 1 NOTAS DE RODAPÉ, usualmente extensas e profundas.



Veja também: http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-Traducoes/RodapesDasBAlexandrinasSolapamFe-Helio.htm



E faça o download do livro

“QUAL O TEXTO ORIGINAL DO NOVO TESTAMENTO” – Wilbur (Gilberto) Norman Pickering

Livro, aproximadamente 250 páginas. Defende o Texto Majoritário melhor que ninguém. Nos USA, há décadas é um bestseller, leitura obrigatória. Profundo, técnico e de competência definitiva, é o livro que mais tem resgatado, da posição TC, muitos pastores, professores de seminários e eruditos. Pode ser downloaded:
– Completo, com comodidade e figuras perfeitas, de http://www.luz.eti.br/dl_wilburnt.html ou de http://www.odiscipulo.com/base/alimento_solido/Qual%20o%20Texto%20Original%20do%20Novo%20Testamento.pdf(1,2 Mb).







Nota 2, de Hélio: Dizemos que a negação/enfraquecimento desta importante doutrina ocorre AQUI, não que ocorre em toda a extensão e cada caso semelhante do TC/ NVI/ NIV.



Autor: Hélio de Menezes Silva



Compilando informações prestadas por: Dr. Wilbur N. Pickerring








Só use as duas Bíblias traduzidas rigorosamente por equivalência formal a partir do Textus Receptus (que é a exata impressão das palavras perfeitamente inspiradas e preservadas por Deus), dignas herdeiras das KJB-1611, Almeida-1681, etc.: a ACF-2011 (Almeida Corrigida Fiel) e a LTT (Literal do Texto Tradicional), que v. pode ler e obter em BibliaLTT.org, com ou sem notas).



(Copie e distribua ampla mas gratuitamente, mantendo o nome do autor e pondo link para esta página de http://solascriptura-tt.org)

(retorne a http://solascriptura-tt.org/ Bibliologia-Traducoes/
retorne a http:// solascriptura-tt.org/ )







Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preservado por Deus em ininterrupto uso por fieis): BKJ-1611 ou LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional, com notas para estudo) na bvloja.com.br. Ou ACF, da SBTB.

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A Bíblia foi adulterada ao longo dos anos?

Respondendo aos Ateus.


Muitos acham impossível confiar na Bíblia, pois acreditam que não dá pra saber se o texto foi ou não modificado ao longo dos séculos desde sua escrita. Se não temos os originais, como saber se o texto que temos hoje é uma versão fiel?

A figura mostra alguns fatos interessantes: 1) Os manuscritos mais antigos que temos do Novo Testamento são cópias feitas muito perto da data em que foram escritos os originais. 2) A quantidade de manuscritos é imensa! Não é de estranhar, afinal, as cartas e textos bíblicos foram copiados, traduzidos e distribuídos desde cedo entre as igrejas da antiguidade, espalhados pela Ásia, Europa e Norte da África. 3) Até quando comparado a outros documentos importantes e confiáveis da antiguidade, o Novo Testamento ganha de lavada!

O que a análise dos manuscritos bíblicos revela também é impressionante: as cópias são todas virtualmente idênticas! Na verdade, as pequenas diferenças entre os manuscritos são bem conhecidas. Você não precisa nem ficar na dúvida: os poucos versos ou palavras que aparecem em algumas cópias antigas, mas não em todas, são claramente indicados entre colchetes na maioria das biblias modernas. E nenhum desses trechos altera o significado dos textos em que se encontram, muito menos a mensagem central do Novo Testamento.

Voltando à pergunta, então: pessoas mal-intencionadas poderiam ter alterado o texto bíblico que chegou a nós? Será que alguém seria capaz de alterar todas as milhares de cópias da Bíblia espalhadas pelo mundo Antigo, especialmente quando algumas dessas cópias só foram descobertas em escavações arquelógicas recentes? Não! Qualquer modificação em uma cópia (ou conjunto de cópias) seria facilmente detectada por uma simples comparação com os milhares de outros textos. Seria como se alguém hoje editasse a foto do homem na Lua e colocasse a bandeira do Brasil no lugar da bandeira dos EUA. A edição não enganaria ninguém, pois bastaria comparar com as milhares de cópias dessa foto espalhada por jornais, revistas e websites do mundo todo para a diferença ficar óbvia.

Portanto, podemos confiar que os textos que temos são, sim, as palavras dos autores originais do século I. Não importa o que você acredita, o Novo Testamento merece sua atenção: o que esses autores do século I estavam dizendo? Você já faz uma leitura honesta?

Dados da tabela de Josh McDowell & Clay Jones, “The Bibliographical Test”, 2014. https://www.josh.org/wp-content/uploads/Bibliographical-Test-Update-08.13.14.pdf

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O que é ser Pentecostal?



Antes de qualquer explicação sobre o povo pentecostal e suas práticas, é importante
pensar na relação que há entre o Espírito Santo e o termo pentecostes. A maioria dos
pentecostais sabe que o termo pentecostes refere-se a uma festa correspondente ao “dia
do trabalho” para o povo judeu. O termo grego é πεντηκοστή e significa “cinquenta”.
Tratava-se de uma das sete festas comemoradas pelos judeus, sendo a quarta delas. As festas eram: Festa da Páscoa; Festa dos Pães Asmos; Festa das Primícias; Festa de Pentecostes; Festa das Trombetas; Expiação e Tabernáculos. A Festa de Pentecostes ocorria 50 dias após a Festa das Primícias.[10]
Como o Espírito Santo desceu sobre os quase 120 irmãos que aguardavam a Sua
vinda, segundo a promessa feita por Jesus, no dia em que a cidade de Jerusalém estava
em festa comemorando o “Dia de Pentecostes”, tal acontecimento ganhou esse apelido,
identificando-se com ele apenas no calendário (Lc 24.49; At 1.8; 2.1,4). O termo mais
apropriado para definir os pentecostais seria carismáticos, dons – por acreditarem na
atualidade dos dons do Espírito Santo. Contudo, o termo já foi consagrado pelo uso, e o carro-chefe dos dons do Espírito Santo buscados e experimentados pelos “pentecostais” é o batismo com o Espírito Santo.

[10]. GILBERTO, Antonio. Teologia Sistemática Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2013. p. 180.

Teologia para Pentecostais – Walter Brunelli, vol.2, pp.221-222

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Há Contradição sobre local do túmulo de José?

LOCALIZAÇÃO DO TÚMULO DE JOSÉ

Em Atos 7.16, Estevão afirma que os ossos de José foram depositados no túmulo que Abraão havia comprado dos filhos de Hamor em Siquém (existe boa base textual para a variante “filhos de Siquém”). Todavia, em Josué 24.32 lemos que os restos de José foram depositados em um quinhão de terra que Jacó comprara dos filhos de Hamor, pai de Siquém. Seria uma contradição? Não necessariamente. Um episódio envolvendo o poço de Berseba, cavado por Abraão, é um exemplo de caso paralelo. Abraão deu ao rei Abimeleque sete ovelhas em pagamento pelo direito à terra onde o poço fora cavado (Gn 21.22-31). Contudo, por causa dos hábitos nômades de Abraão e de sua família, foi preciso que mais tarde seu filho Isaque, após a morte do pai, confirmasse a posse do local por meio de uma cerimônia pactual celebrada juntamente com Abimeleque, possivelmente um filho do homem com quem Abraão tratara (Gn 26.26-33). Ao que tudo indica, o poço cavado originariamente por Abraão teria sido bloqueado por tribos hostis ou se desmoronado naturalmente. Seja como for, Isaque achou por bem reivindicar novamente o direito ao poço que fora de Abraão. Assim, não parece difícil supor que Jacó tenha deparado com um problema semelhante quando decidiu reclamar seus direitos ancestrais ao campo fúnebre próximo de Siquém. Durante o longo tempo em que ali permaneceu, teve ocasião de comprar novamente o terreno onde armara sua tenda (Gn 33.18-20). Embora não haja nenhuma menção explícita à aquisição dessa terra por Abraão no relato do Gênesis, Estevão, sem dúvida alguma, tinha conhecimento do fato por meio da tradição oral, por isso achou próprio recorrer a ela. É significativo o fato de que Abraão construiu seu primeiro altar em Siquém depois de deixar a Terra Santa com destino a Hará (Gn 12.6,7).

A Inerrãncia da Bíblia,Norman Geisler.

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QUEM ERAM OS PAIS DAS VERSÕES BÍBLICAS MODERNAS?

Westcott e Hort, do Texto Crítico RSV Atualizada NVI NIV, contra Textus Receptus Bíblia King James Almeida, foram incrédulos, desonestos farsantes, evolucionistas, racistas, idólatras e demonistas!

A DUPLA DINÂMICA:
QUEM ERAM OS PAIS DAS VERSÕES BÍBLICAS MODERNAS?


1.Introdução


Em 1881, dois incrédulos heréticos publicaram um texto pretendendo “revisar” uma das maiores obras da literatura mundial, a Bíblia KJV, usada no mundo de fala inglesa e fora dele. Eram eles Brook Foss WESTCOTT (1825-1903) e Fenton John Anthony HORT (1828-1892). Quem eram esses homens? O que pretendiam? Quais as suas crenças? Quais as suas motivações?


2. Os pais das Bíblias em versões modernas eram INCRÉDULOS !


Apesar de ser não crentes, esses dois eram ministros Anglicanos e professores da Cambridge University. Totalmente atolados na filosofia Alexandriana que defende “não haver nenhuma Bíblia perfeita”, eles nutriam um recalque repulsivo e doentio à Bíblia King James e o seu texto base, o “Textus Receptus” (no qual que também se baseou João Ferreira de Almeida). Por que eles eram descrentes? Porque, além de outras coisas, não acreditavam no céu! Ambos diziam que o céu existia apenas na cabeça do homem!1 HORT declarou sobre a Bíblia: “Nenhuma consideração especial deve ser feita concernente às suas declarações de inspiração e preservação”2(!). WESTCOTT acreditava e tentou viver um espécie de comunismo cujo objetivo final era a vida em comum no campus da universidade que era chamado de “coenobium”. O TEXTUS RECEPTUS (T.R.), usado como base do Novo Testamento Grego da Bíblia King James desde 1611, não tinha nenhum contestador até 1881, quando esses dois heréticos liberais entraram em cena com esforço concentrado3. Eles eram teólogos da igreja Anglicana e professores de Cambridge, como já mencionado, que passando-se por “conservadores”, editaram o texto Westcott-Hort (WH), que difere em 9.970 palavras (7%) do T.R. que tem sido usado pela cristandade de 19 séculos! Para se ter uma idéia da incomparável superioridade do T.R, dos 5.255 manuscritos gregos do Novo Testamento, que foram preservados e disponíveis para nós hoje, 5.210 (99%)concordam com o T.R. e apenas 45 com o WH ! O texto falso, foi desenterrado das profundezas do esquecimento e desprezo, justamente por não ter credibilidade e publicado apenas em 1881. Além do mais, o texto WH se baseou no Codex B e Sinaiticus que diferem entre si em 3.000 vezes só nos Evangelhos! Com toda honestidade, qual o texto grego que Deus preservou? A Bíblia diz: em Sal. 12:6-7: “As palavras do Senhor são palavras puras… ” O Textus Receptus (T.R.) e Massorético, que são usados também na Bíblia publicada atualmente pela Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (Corrigida e Fiel), é muito superior ao texto Westcott e Hort (WH), que dentre outras omissões e heresias, é ecumênico e por isso mesmo, enfraquece várias doutrinas da fé cristã.


3. Os pais das versões Bíblicas modernas eram DESONESTOS!


É óbvio para o mais superficial analista, que a comissão de revisão ia trilhar o caminho sinuoso da perversão! O resultado óbvio foi que nome de Revisada (Revised Version) foi totalmente desonesto, uma vez que a Bíblia King James (Authorized Version) não foi revisada coisa nenhuma, sendo produzida uma outra Bíblia completamente diferente usando-se o texto Alexandriano (Alexandrian) ao invés de se revisar (desnecessariamente) a King James como foi propalado. Eles estavam de olho no mercado, aproveitando o prestígio da Bíblia King James que com toda a razão foi considerada a maior obra da literatura mundial por H.L. Menken4!. É que nem os “espertos” do trânsito das cidades que se aproveitam da ambulância que avança no engarrafamento para furar a fila desonesta fraudulentamente, andando na faixa que não é a sua.


4. Os pais das versões Bíblicas modernas eram EVOLUCIONISTAS!


Hort era um admirador10 e proponente de Darwin6 e sua teoria da evolução1 que foi intensamente alardeada pelo livro Origens das Espécies apenas 22 anos antes do lançamento da edição revisada (RV)!


5. Os pais das versões Bíblicas modernas eram RACISTAS!


Como resultado natural de ser evolucionista, HORT era também racista como Darwin e Huxley. Veja o absurdo que ele escreveu sobre os negros. “Eles tem demonstrado ser uma raça imensuravelmente inferior, só humanos e nada mais, sua religião, primitiva e sensual, suas mais altas virtudes são as mesmas de um bom cão.”9


6. Os pais das versões Bíblicas modernas eram IDÓLATRAS!


Tanto Westcott como Hort eram admiradores de Maria (mariólatras). WESTCOTT ia a tal ponto, que chamava a sua esposa Sarah de “Mary”1. Criam também no purgatório e outras invencionices romanas… Veja o que Hort escreveu para Westcott em 17/10/1865, apenas 5 anos antes do início dos trabalhos para publicação do texto da Versão Revisada: “Eu tenho me persuadido que o culto à Maria e o culto a Jesus tem muitíssimo em comum nas suas causas e em seus resultados…”18 Talvez esta atração pela idolatria seja a razão pela qual esses dois devotaram tanta simpatia pelos manuscritos Sinaiticus (achado pelo evolucionista Friedrich Tischendorf dentro de uma lixeira num monastério no Egito)7 e Vaticanus. Veja como Alexandria (Egito) está sempre associada na Bíblia a fatos contra Deus!


7. Os pais das versões Bíblicas modernas CULTUAVAM AOS DEMÔNIOS!


Tanto WESTCOTT como HORT não só aceitavam como também promoviam orações pelos mortos!1 Acreditavam na comunicação com os mortos e buscaram várias tentativas de fazê-lo através de uma sociedade que organizaram chamada “The Ghostly Guild” (Grêmio ou associação fantasmagórica!)5. Em outras palavras um centro espírita para invocar os mortos!


8.Conclusão


Os pais das versões modernas eram esses homens perdidos mencionados. Agora vai a pergunta que o nobre leitor responderá para si próprio. Será que o Deus Puro, Santo e Zeloso, confiaria a Sua Palavra nas mãos ímpias de homens servos do Diabo que abertamente professavam doutrinas de demônios? Não! (2 Tim 3:8) Rejeitemos as versões modernas11 que se baseiam no texto corrupto de Westcott e Hort e valorizemos o Textus Receptus, que serviu de base para a Bíblia King James e ,em português, a Corrigida e Fiel de João Ferreira de Almeida publicada pela Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil.


“E se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, que estão escritas neste livro.” (Apoc. 22:19)


BIBLIOGRAFIA

1- The Answer Book – Dr. Samuel Gipp

2- Modern Bibles- The Dark Secrets, Jack Moorman.

3- The Four-fold Superiority of KJV – Dr. D.A. Waite

4- The Men Behind the KJV – Gustavus S. Paine

5- The Society for Psychical Research

6- A Creationist’s Defense of the KJB, Dr. Henry Morris

7- An Understandable History of the Bible, Dr. Samuel Gipp

8- A BÍBLIA NA LINGUAGEM DE HOJE, artigo, (Nome de autor omitido a seu pedido), 1999.

9- Life & Letters, FJA Hort, Vol. 1 pág 458

10- The Theories,Thinking and Theology of Drs. Westcott and Hort

11-RV, NVI, NAS, NKJV, Revista e Atualizada, Revisada, etc…

12-A BÍBLIA SAGRADA – Edição Almeida Corrigida e Fiel Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, 1995.

13-MODERN BIBLE VERSIONS, Dr. David Cloud, 1994.

14-THE LIVING BIBLE, BLESSING OR CURSE, Dr. David Cloud, 1991.

15-COUNTERFEIT OR GENUINE?, Dr. David Otis Fuller, 1975.

16-EXPONDO OS ERROS DA NVI, folheto, 1999.

17-UNHOLY HANDS ON God’s HOLY BOOK, Dr. David Cloud, 1999.

18-LIFE OF WESTCOTT, VOL II, Westcott, pg 51,52,86.


José Pedro Monteiro de Almeida

Brasília, Jan 2000



Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preservado por Deus em ininterrupto uso por fieis): BKJ-1611 ou LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional, com notas para estudo) na bvloja.com.br. Ou ACF, da SBTB.

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Isaías 14.12, Lúcifer ou Estrela da Manhã?

Isa 14:12: Lúcifer ou Estrela da Manhã?



PERGUNTA:

Na minha versão Almeida Corrigida Fiel (ACF) de 2011, no texto de Isaías Cap. 14, v. 12, temos: “Como caíste desde o céu, ó LÚCIFER, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!”

Uma vez que a tradução feita pela Sociedade Bíblica Trinitariana é literal, qual a palavra em hebraico para Lúcifer? Segundo algumas pesquisas que tenho feito na internet, o nome Lúcifer não consta nos originais em hebraico.

Inclusive, comparando com uma tradução mais antiga da SBTB, no mesmo texto não consta o nome Lúcifer, mas sim estrela da manhã. Segue abaixo a tradução mais antiga da ACF (Almeida Corrigida Fiel de 1994 e 1995) “Como caíste desde o céu, ó ESTRELA DA MANHÃ, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!”

Se a tradução da ACF é literal e fiel aos originais, de onde surgiu o nome Lúcifer? Não quero dizer que o Lúcifer não existe, mas, segundo algumas pesquisas que fiz, o referido nome não consta nos originais, inclusive no hebraico Massorético. Se o nome Lúcifer realmente existe, qual a sua palavra em hebraico?




RESPOSTA:

1) Antes de tudo, reflitamos um pouco sobre tradução de palavras de uma para outra língua:


– Se a palavra a ser traduzida é um nome próprio (por exemplo, em grego:“Ihsouv” [em nosso alfabeto “Ihsouv”, pronunciado “Iesous” ou “Jesous”] e “Iakwbov” [em nosso alfabeto “Iakobos”, pronunciado “Iakobos” ou “Jabobos”]) e se já há uma bem estabelecida convenção para a tradução desse nome próprio para outra língua (por exemplo, português, tradução para “Jesus” e “Tiago”), então devemos, temos que usar tal bem estabelecida convenção de tradução. Conheço alguns americanos (Charles, Robert, Roger, Peter e Mel) que vieram morar no Brasil e de modo nenhum permitiam que fossem chamados assim, antes pediam que somente fossem chamados pelos equivalentes dos seus nomes, em português (Carlos, Roberto, Rogério, Pedro e Ernesto). Tenho parentes e amigos (Roberto e Francisco) que foram morar nos USA e, lá, exigem que sejam chamados somente com seus nomes equivalentes de lá (Robert e Frank).

– Se a palavra a ser traduzida é um nome próprio (por exemplo, “Fulgêncio”, em português) e não há uma bem estabelecida convenção para a tradução deste nome para outra língua (por exemplo, inglês) a qual basicamente tenha o mesmo alfabeto onde as letras têm sons fonéticos usualmente com algumas semelhanças com os sons de nossas letras, então, ao fazermos a tradução, podemos e devemos usar a mesma (ou muito semelhante) grafia do nome (nesse caso, “Fulgencio” ou “Fulgency” ou “Fulgent”, em inglês)

– Se a palavra a ser traduzida é um nome próprio (por exemplo, “郑”, em chinês) e se não há uma bem estabelecida convenção para a tradução deste nome para outra língua (por exemplo, português), e se as duas línguas tendo alfabetos muito diferentes (ou somente idiogramas) e sem muita correspondências entre os sons fonéticos das suas línguas, então podemos e devemos transliterar o menos mal que pudermos, isto é, devemos usar na segunda língua uma grafia que resulte em pronúncias razoavelmente semelhantes nos dois idiomas (nesse caso, “Cheng”, em português)


Mas títulos descritivos funcionam como adjetivos e usualmente podem e devem ser traduzidos: Se alguém disser “Chico é o rei da caçada a raposas”, eu posso e usualmente devo traduzir para o inglês assim “Chico is the king of fox hunting”. Se alguém disser “This is a Fulgent Day”, eu posso traduzir “Este é o Dia do Brilho Radiante”. Notou a diferença? Deixe-me explicar mais um pouco: se, em inglês, “Fulgent” foi usado como nome próprio, eu devo traduzir como “Fulgente” ou “Fulgêncio”, em português. “Fulgent Joseph Smith” é traduzido para exatamente a mesma coisa, em português, ou o dono do nome pode preferir e adotar somente “Fulgêncio José Smith”. Mas se, em inglês, “Fulgent” foi usado como um adjetivo ou um título descritivo, eu devo traduzir para a palavra que tenha o mesmo significado, mesmo se tenha som completamente diferente. “This is a fulgent lamp” vira “esta é uma lâmpada de brilho radiante”.

Isto posto, não há o mínimo problema em o nome “lúcifer” não aparecer na Bíblia hebraica com todas essas letras l-ú-c-i-f-e-r. Não há problema nenhum por uma razão muito simples: “lúcifer” não é um nome próprio, mas sim um título descritivo. “lúcifer” não é um dos nomes próprios daquele ser angelical que veio ser a primeira criatura a pecar e cair, depois passou a ser conhecido por vários outros nomes e títulos tais como Diabo, Satanás, etc. “lúcifer” é apenas uma palavra latina que serve de título para o Diabo antes de sua queda. Do mesmo modo como, em português, usamos a palavra inglesa “software” mas não objetamos se alguém quiser usar seu equivalente em português, “conjunto de programas básicos e aplicativos que fazem um computador funcionar”, desse mesmo modo, então, o tradutor que não quiser usar o descritivo título em latim “lúcifer” pode perfeitamente traduzir para seu equivalente em português, como veremos.

2) Em segundo lugar, para que não se pense que o uso do título latino “lúcifer” na ACF – 2007, 2011 é uma invenção nova da ACF, sem precedentes, sem colegas, vejamos 10 traduções corretas e mais antigas, entre as que tenho em minhas mãos:


1) How art thou fallen from heaven, O LUCIFER, son of the morning! how art thou cut down to the ground, which didst weaken the nations! (Is 14:12 KJB-1611)

2) How art thou fallen from heaven, O LUCIFER, sonne of the morning and cut downe to the ground, which didst call lots upon the nations! (Is 14:12 Genebra)

3) Quomodo cecidisti de caelo LUCIFER qui mane oriebaris corruisti in terram qui vulnerabas gentes (Is 14:12 Vulgata)

4) Cómo caíste del cielo, oh LUCIFER, hijo de la mañana! Cortado fuiste por tierra, tú que debilitabas las naciones. (Is 14:12 Reina-Valera-Gomes)

5) Cómo caíste del cielo, oh LUCIFER, hijo de la mañana! Cortado fuiste por tierra, el que echabas suerte sobre los gentiles. (Is 14:12 SEV: Reina-Valera Antiqua)

6) How art thou fallen from heaven, LUCIFER, son of the morning! Thou art cut down to the ground, that didst prostrate the nations! (Darby em inglês)

7) Comment estu tombé des cieux, ASTRE BRILLANT, fils de laurore ? Tu es abattu jusquà terre, toi qui subjuguais les nations ! (Darby em francês)

8) How hast thou fallen from the heavens, O SHINING ONE, son of the dawn! Thou hast been cut down to earth, O weakener of nations. (Youngs Literal Translation)

9) Como caíste desde o céu, ó LÚCIFER, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!(Is 14:12 ACF-2007, 2011)

10) Como caíste desde o céu, ó lúcifer {*} , filho da manhã! Como foste cortado- abaixo até à terra, tu que debilitavas as nações! (Is 14:12 LTT, mesmo antes de 2011) {* inicial minúscula, pois é um título descritivo, não um nome próprio}



3 Em terceiro lugar, vejamos mais:

ALGUMAS EXPLICAÇÕES sobre Is 14:12 (mesmo que haja algumas repetições do que já dissemos):

A) “Heylel” não tem nada na sua etimologia que indisputadamente exija ou mesmo permita a tradução “estrela”. Nada, mesmo!

B) O hebraico “HEYLEL” vem de “halal” (de que significa “brilhar”, entre outras coisas),
Portanto, “heylel” não é um nome próprio, mas apenas um título descritivo, e significa nada mais que “aquele que brilha”, possivelmente em sentido pejorativo, “aquele que brilha com o propósito de ser admirado, ou brilha de vanidade, ou para fascinar e enganar”. Repetimos: “heylel” não tem absolutamente nada, na sua etimologia, e no seu significado original, que indisputadamente permita a tradução “estrela.” Nada, mesmo!

C) Pior que isso, “HEYLEL” não pode nunca, jamais, em nenhuma hipótese, ser traduzido como “A ESTRELA DA MANHÔ (singular), pois este é título descritivo exclusivo e identificatório do nosso Senhor e Salvador e Deus, Jesus, o Cristo! Ap 2:28 e 22:16
“E dar-lhe-ei a ESTRELA DA MANHÃ.” (Ap 2:28 ACF)

“Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente ESTRELA DA MANHÃ.” (Ap 22:16 ACF)

Tomar este elevadíssimo título exclusivo do nosso Deus (o Deus- Filho, Jesus, o Cristo), e atribuí-lo a qualquer ser criado, particularmente ao Diabo, é no mínimo errado por desaviso, se não for blasfêmia intencional.

D) “HEYLEL” poderia ser corretamente traduzido nas nossas Bíblias como “astro brilhante” ou “algo que reflete luz” ou “astro refletor de luz, ou “aquele que reflete ou é portador de luz”, ou “meio para trazer luz”, ou “o carregador do archote ou tocha”, etc. Nem eu nem ninguém reclamaríamos contra nenhum desses corretos títulos serem usados em todas as traduções da Bíblia, melhor ainda se tiverem iniciais minúsculas.

E) Mas o título descritivo “lúcifer” (com inicial minúscula!) [latim para “aquele que reflete ou é portador da luz”] também está muito bem, melhor ainda se o escrevermos com inicial minúscula e se sempre relembrarmos, sempre tivermos em mente, que ele é meramente um título descritivo e não um nome próprio, e que o significado dele vem do latim e é “este é aquele que reflete, é portador de luz que não é dele próprio”. Sob um outro aspecto, a palavra “lúcifer” é tradução não apenas aceitável mas também preferível, na minha opinião, pois tem sido usada em algumas das melhores e mais usadas traduções da Bíblia, durante muitos séculos, sendo imediatamente entendida no seu significado, isto é, que é um título descritivo daquela mais elevada criatura angelical, criada perfeita mas que caiu em pecado e veio a ser chamada de Diabo, Satanás, Serpente e Dragão.

F) Em Isa 14:12, “Heylel” é “filho” no sentido que, sem pecados, foi criado pelo Verbo Eterno, o Cristo (Jo 1:3; Cl 1:16; Gn 1:14).


“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” (Jo 1:3 ACF)

“Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.” (Cl 1:16 ACF)

“E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.” (Gn 1:14 ACF)


Os gnósticos, maçons, iluministas, satanistas, etc. amam a tradução errada da maioria das traduções em português (“Como caíste do céu, ó ESTRELA DA MANHÃ, filha da alva!”), pois as usam para “provar” (entre aspas) que lúcifer é um iluminado igual ao Messias, pois ambos (Cristo e lúcifer) são, nas bíblias diferentes da ACF-2007 e 2011, chamados de a mesma coisa, a saber, “estrela da manhã”!!!




PERGUNTA: Mas Isaías 14 não se refere somente ao Rei de Tiro?

RESPOSTA: Bem, que tal fazer uma pesquisa em Google “Does Isaiah 14 refer just to the king of Tyre?”? A explicação dada para se entender que a expressão “o rei de Tiro”, em Ez 28:14, também se refere ao Diabo, também serve para se chegar ao mesmo entendimento em Is 14:12-18:



Pergunta: “É Satanás Lúcifer? Será que a queda de Lúcifer descreve Satanás?”

Resposta: Não há nenhum versículo ou passagem na Bíblia que diz: “Lúcifer é Satã”, mas um exame de várias passagens revela que Lúcifer não pode ser outro senão Satanás. A queda de Lúcifer descrita em Isaías 14:12 é provavelmente a mesma a que Jesus se referiu em Lucas 10:18: “… Eu via Satanás, como raio, cair do céu.”. Uma queda semelhante é descrita em Ezequiel 28.

Isaías 14: 12-18 descreve a cair do céu de um chamado “Lúcifer” na versão King James e a “estrela da manhã, filho da alva” na NVI. Outras versões da Bíblia chamam de “estrela do dia”, “estrela brilhante”, e “a brilhante estrela da manhã.” Essas variações são devido a diferenças de opinião sobre como traduzir a palavra hebraica helel. Independentemente disso, a descrição do ser que é referido nos mostra que não pode ser outro senão Satanás. Nós sabemos, pelas próprias palavras de Jesus em Lucas 10, que Satanás caiu do céu. Então, quando Isaías refere-se a Lúcifer ou helel serem lançados para a terra (Isaías 14:12), não pode ser outro senão Satanás. O motivo de sua queda é encontrada nos versículos 13 e 14: “13 E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte.14 Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.” Este sempre foi o desejo de Satanás – ser Deus. E isso é a própria tentação que ele usou no Jardim do Éden para levar Eva a desobedecer a Deus: ” … sereis como Deus, ….” ( Gênesis 3: 5).

Ezequiel 28:14 é outra passagem que se concorda que se refere a Lúcifer / Satanás. Embora comece com Ezequiel sendo ordenado por Deus para “… levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe …” (v. 12), um rei idólatra mal, logo fica claro que a passagem está se referindo também ao poder que estava por trás do rei, Satanás. O versículo 13 diz que ele “13 Estiveste no Éden, jardim de Deus; ….” Claramente, o rei de Tiro nunca esteve no Éden. O versículo 14 diz: “14 Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, … ” Aparentemente, Lúcifer / Satanás tinha uma posição de um anjo guardião no céu, “entre as pedras de fogo”, que se concorda serem as brilhantes jóias preciosas que são vistas em outras descrições do céu (Êxodo 24:10; Apocalipse 21: 18-21). Uma vez que o rei de Tiro também nunca esteve no céu, isso só pode estar descrevendo Lúcifer. O resto da passagem descreve a razão pela qual ele foi expulso do céu. Por causa de sua beleza, seu coração tornou-se orgulhoso e sua sabedoria foi corrompida (v. 17). Orgulho pela sua perfeição, sabedoria e beleza (12 v.) se tornaram a fonte de sua queda, e Deus o arremessou para a terra (v. 17). Isto foi testemunhado pelo Senhor Jesus no céu antes de Sua encarnação (Lucas 10:18).

Para resumir, a palavra helel hebraico é traduzida como “Lúcifer”. Ele foi expulso do céu por seu pecado de orgulho e seu desejo de ser Deus. Jesus referiu-se a ter visto Satanás ser expulso do céu. Portanto, podemos concluir que Lúcifer e Satanás são uma e a mesma coisa.


Via Hélio de Menezes Silva abr. 2012



Só use as duas Bíblias traduzidas rigorosamente por equivalência formal a partir do Textus Receptus (que é a exata impressão das palavras perfeitamente inspiradas e preservadas por Deus), dignas herdeiras das KJB-1611, Almeida-1681, etc.: a ACF-2011 (Almeida Corrigida Fiel) e a LTT (Literal do Texto Tradicional), que v. pode ler e obter em BibliaLTT.org, com ou sem notas).




Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preservado por Deus em ininterrupto uso por fieis): BKJ-1611 ou LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional, com notas para estudo) na bvloja.com.br. Ou ACF, da SBTB.

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Bíblias do tipo alexandrino anulam / enfraquecem que Cristo nasceu de uma virgem, quando comparadas às Bíblias do tipo da Reforma

Isa 7:14:
    Exemplos das 12 Bíblias da Reforma que consultamos, todas elas têm as mesmas palavras (ou seus perfeitos sinônimos):

– Almeida 1681/1753, 1819 = “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal; eis que uma VIRGEM conceberá, e parirá um filho, e seu nome chamará EMANUEL”.
– ACFiel 1995 = “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que VIRGEM conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.”
– KingJames 1611, 1769 = “Therefore the Lord himself shall give you a sign; Behold, a VIRGIN shall conceive, and bear a son, and shall call his name Immanuel.”
– Diodati 1649 = “Perciò, il Signore stesso vi darà un segno: Ecco, la VERGINE concepirà, e partorirà un Figliuolo; e tu chiamerai il suo nome Emmanuele.”
– ReinaValera 1569, 1602TR, 1999 = “Por tanto, el mismo Señor os dará señal: He aquí que la VIRGEN concebirá, y Dará A LUZ UN hijo, y llamará su nombre Emmanuel.”

   Veja algumas Bíblias alexandrinas:
– RSV (Revised Standard Version)=: “Therefore the Lord himself will give you a sign. Behold, a YOUNG WOMAN shall conceive and bear a son, and shall call his name Imman’u-el.” (“Portanto, O próprio Senhor vos dará um sinal: Vejam, uma JOVEM MULHER conceberá e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel”). Tradutores da RSV, não nos façam rir: Ora, que grande “sinal” seria este? Quantas fornicárias e prostitutas bem jovens existem? A todo ano há menininhas de 10, 11, 12 anos perdendo a virgindade, muitas engravidando, algumas dando uma nova vida à luz! Esta falsa Bíblia, e suas imitadoras alexandrinas, abrem brecha para Maria ser uma fornicária e prostituta, e Jesus ser um filho ilegítimo, um filho de uma prostituta, um desonrado bastardo!
– NVI (Nueva Versión Internacional, en Español) (com suas notas de rodapé aparentemente eruditas mas solapando a fé nas palavras, é o deleite dos seminários e professores atenienses [sempre em busca de novidades], pseudo fundamentalistas e pseudo-eruditos, eruditólatras) = “Por eso, el Señor mismo les dará una señal: La JOVEN concebirá y dará a luz un hijo, y lo llamará Emanuel.” Mesmos negros pecados da RSV.
– BLH (horrível paráfrase) = “Pois o Senhor mesmo lhes dará um sinal: JOVEM que está grávida dará à luz um filho e porá nele o nome de Emanuel”. Mesmos negros pecados da RSV. Venenoso rodapé da BLH: “A palavra hebraica aqui traduzida por ‘jovem’ não é o termo que quer dizer ‘virgem’, porém se refere a uma jovem com idade de se casar, seja virgem ou não …”. Ora, isto é falso, tanto assim que foi o Espírito Santo (que nunca erra nem falha 1 letra sequer!) que, em Mat 1:23, traduziu Isa 7:14 usando a palavra grega {3933 parthenos}que só significa ‘virgem’! Ademais, o hebraico {5959 æalmah} é usado 6 vezes no VT, e sempre referindo-se a jovens e imaculadas VIRGENS: Gên 24:43; Êxo 2:8; Sal 68:25; Cant 1:3; 6:8; Prov 30:19. Ver comentários bons e sadios.
– BBoaNova (horrível paráfrase) = “Pois bem, é o próprio Senhor que vos vai dar um sinal: JOVEM MULHER está grávida e vai dar à luz um filho e pôr-lhe-á o nome de Emanuel, ‘Deus connosco.'” Mesmos negros pecados da RSV. Venenosa nota de rodapé da BNN: “Jovem mulher: provavelmente trata-se da jovem mulher de Acaz, futura mãe do rei Ezequias. A tradução grega dos Setenta, a Septuaginta, usa a palavra virgem que será retomada por Mat 1:23. …” Note a hipocrisia destes falsos tradutores mencionando a Septuaginta mas evitando o termo “virgem”! Em todas as outras situações eles adotariam o mito da Septuaginta, por que não o fizeram aqui?!
– BJerusalém (do idólatra Romanismo que tanto crentes matou, põe os apócrifos como se fossem inspirados, tem terríveis notas pseudo-eruditas, só é tolerada por crentes muito ecumênicos e eruditólatras): “Pois sabei que o Senhor mesmo vos dará um sinal: Eis que JOVEM concebeu e dará à luz um filho e por-lhe-á o nome de Emanuel.” Mesmos negros pecados da RSV.
– TNovoMundo = “Portanto, o próprio Jeová vos dará um sinal: Eis que a própria DONZELA ficará realmente grávida e dará à luz um filho, e ela há de chamá-lo pelo nome de Emanuel”. Nossos dicionários nos dizem que, nos recentes tempos em que a TNovoMundo foi traduzida, “donzela” só significa “virgem”. Portanto, a Bíblia dos TJ é aqui mais fiel que as Bíblias usadas por muitos pastores e evangélicos e até [pseudo-] fundamentalistas: a RSV, a NVI em espanhol, a BLH, a BBoaNova, a BJerusalém, etc. Que vergonha são tais crentes! 

Luc 1:34:
    Exemplos das 12 Bíblias da Reforma consultadas:

– Almeida 1681/1753, 1819 = “E disse Maria ao anjo: como se fará isto? porquanto VARÃO NÃO CONHEÇO.
– ACFiel =  “E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que NÃO CONHEÇO HOMEM ALGUM?”.
– KingJames = “Then said Mary unto the angel, How shall this be, seeing I KNOW NOT A MAN?”
– Diodati = “E Maria disse all’angelo: Come avverrà questo, poichè io non conosco uomo?”
– ReinaValera = “Entonces María dijo al ángel: ¿Cómo será esto? Porque no conozco varón.”

   Veja algumas Bíblias alexandrinas:
– RSV = “How shall this be, since I HAVE NO HUSBAND?” (“Como será isto, uma vez que eu não tenho marido?”) Não são as palavras que Deus usou. Ademais, deixam margem para Maria não ser virgem, pois quantas mulheres sem marido fornicam e prostituem-se!… Portanto, esta Bíblia abre brecha para Maria ser fornicária e prostituta, Jesus ser filho ilegítimo, filho de pai desconhecido, filho de uma prostituta, ser um desonrado bastardo!
– ARAtualizada = “Então disse Maria ao anjo: ‘Como será isto, pois NÃO TENHO RELAÇÕES COM HOMEM ALGUM?‘” Bonitinhas, mas não são as palavras que Deus usou.
– BLH = “Isto não é possível, pois EU SOU VIRGEM.” Bonitinhas, mas não são as palavras que Deus usou. Ademais, por que é que, quando DEUS em Is 7:14 declarou que o Cristo nasceria de uma VIRGEM, muitas Bíblias alexandrinas envergonham-se da palavra “virgem” e a mudam para “jovem”; mas, quando uma simples MULHER (que falava por si mesma e poderia estar mentindo) diz “não conheço homem”, essas Bíblias alexandrinas mudam para “eu sou VIRGEM”??… Por que??…
– BBoaNova =  “Maria perguntou então ao anjo: ‘Como é que isso pode ser, se EU SOU VIRGEM?'” Mesmos negros pecados da BLH.
– BViva = “Maria perguntou ao anjo: ‘Mas como posso ter um filho? EU SOU UMA VIRGEM.‘” Mesmos negros pecados da BLH.
– TNovoMundo = “Maria, porém, disse ao anjo: ‘Como se há de dar isso, visto que NÃO TENHO RELAÇÕES COM UM HOMEM?‘”. Bonitinhas, mas não são as palavras que Deus usou.

Há muitos outros versos grave, inaceitavelmente adulterados pelas Bíblias alexandrinas, mas estes bastam: Deus sabe que, depois de ter lido este alerta, você nunca mais poderá dizer: “eu não sabia, nunca fui avisado de nada disto.”

(este é parte dos estudos -1, 0, … , 10 em http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-Traduções/Ha2TiposBibGravDiferenc.htm)

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Porque RecusoTodo Manuscrito da Família Alexandrina.


Já durante a vida dos apóstolos, pelo lado dos apóstatas (terríveis lobos disfarçados em pele de cordeiro) estava havendo as maiores tentativas de corromper a Palavra de Deus, e, por outro lado, Deus estava maravilhosamente preservando de forma absolutamente perfeita a Sua Palavra, usando crentes fiéis e prevenidos e firmes: ” … como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes TORCEM, e igualmente AS OUTRAS ESCRITURAS, para sua própria perdição.” (2 Pd 3:15-16) Nestes versos, Pedro claramente diz que as palavras de Paulo eram igualadas às das ‘outras Escrituras’. Ele cria que as palavras de Paulo eram a inspirada Palavra de Deus, e escreveu isto em um tempo quando havia aqueles que ‘torcem’ as Escrituras. … [note o tempo presente em ‘os indoutos e inconstantes TORCEM, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição’]. Isto claramente mostra que as igrejas primitivas [já] estavam vigilantes contra aqueles que perverteriam suas Escrituras. Estas igrejas estavam atentas a este problema e tomavam grandes cuidados para evitar que suas Escrituras fossem torcidas por falsos mestres.

O primeiro e grande quartel dos falsificadores da Palavra de Deus foi Alexandria, o mais elevado centro da cultura e da filosofia naqueles séculos. Veja uma amostra da extrema periculosidade dos lobos alexandrinos daqueles dias;

Basilides, que escreveu entre cerca de 120-140 d.C. Gnóstico, ensinou que Cristo não morreu na cruz, mas sim Simão Cireneu, que foi obrigado a carregar a cruz para ele, tomou a aparência dEle (E Ele a de Simão), foi crucificado em lugar de Jesus, o qual voltou para Seu Pai, presumivelmente rindo de toda esta farsa.

Valentinus, que escreveu entre cerca de 135-160 d.C. Educado em Alexandria, estabeleceu-se em Roma, ensinou o mais extremado Gnostismo, via a realidade final como uma procissão dos aeons, 33 ao todo.

Marcion, o herético, escreveu que viveu em cerca de 160 d.C. — Antigo inimigo da igreja, conhecido para seus repetidos ataques verbais às escrituras do Novo Testamento.

Pantaenus, que escreveu em cerca 190 d.C., foi o primeiro diretor supostamente cristão da Escola Catequética de Teologia e Filosofia de Alexandria, e referiu-se a Clemente como “o mais profundo gnóstico.”

Clemente de Alexandria, que viveu entre cerca de150-215 d.C. Sucessor de Pantaenus como diretor da Escola Catequética de Teologia e Filosofia de Alexandria, ensinava que os escritos de Platão são inspiradas e que as estrelas devem ser adoradas. Orígenes sucedeu-o em 202.

Orígenes, que viveu entre cerca de 185-254 d.C., foi diretor da Escola Catequética de Teologia e Filosofia de Alexandria. Louvado como sendo o primeiro crítico textual da igreja, este apóstata negou muitas a crenças cristãs e acreditou que as estrelas eram criaturas vivas que possuíam almas e pelas quais Cristo morreu. Após seu excomunhão de Alexandria por ter se castrado a si mesmo, Orígenes tomou seus manuscritos mutilados e migrou para Caesaréia, onde estabeleceu uma outra escola. Na altura de sua morte em 254 d.C, deu sua biblioteca a sua pupilo favorito, Pamphilus. Pamphilus, por ocasião de sua própria morte em 309, passou as leituras corrompidas de Orígenes a Eusebius, um amigo próximo de Constantino.


Assim, em Alexandria (particularmente naquela Escola que é o modelo-padrão para todos os seminários corruptores de hoje) dos anos 50 a 350 d.C., havia homens completamente perdidos, velozes e furiosos agentes de Satanás, mas com a mais elevada fama do mais espiritual cristianismo, bem reputados como suprasumos da filosofia e da erudição e da santidade, que corromperam as Escrituras de forma mais profunda e extensa que jamais foi feito, nelas incorporando suas filosofias pagãs, sem terem a menor vergonha de mudarem qualquer coisa em qualquer grau.

Por isso, devemos recusar todos os manuscritos classificados como da família alexandrina. Eles são pouquíssimos (cerca de 45), menos que 1% dos mais de 5400 manuscritos que sobreviveram aos tempos e chegaram às nossas mãos. São extremamente discordantes entre si e, muitas, vezes, cada um deles discordante de si mesmo. Os pricipais manuscritos alexandrinos são Codex Vaticanus (B, cerca do ano 350 d.C.), Codex Sinaiticus (Aleph, cerca do ano 350 d.C.), P66 (fragmentos) e P75 (fragmentos). Na realidade, toda a horrenda crítica textual moderna e descrente, e todas as horrendas bíblias alexandrinas, baseiam-se em apenas 2 (dois) manuscritos alexandrinos, Sinaiticus e Vaticanus, que, além de procederem de tão medonha fossa teológica, são provavelmente os dois documentos mais rasurados e reescritos (por cima) de toda a História, cada manuscrito com letras de pelo menos 10 escritores diferentes!!!

Orígenes foi o pai do moderno criticismo textual descrente. Por exemplo, a um certo ponto ele disse que um verso era espúrio (portanto devia ser lançado fora) simplesmente porque ele, Orígenes, não o podia o aceitar com seu intelecto (isto é, a mente de Orígenes não concordava com o erso). Orígenes raciocinou que Jesus não poderia ter concluído sua lista de mandamentos de Deus com, de “… e amarás o teu próximo como a ti mesmo.” em Mateus 19:19 porque o jovem homem tinha dito, no verso 20, “… Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade”. Uma vez que Jesus aceitou isto como verdadeiro, Orígenes raciocinou que, uma vez que Paulo declarou que a lei inteira estava resumida neste mandamento, o jovem homem já seria perfeito. Conseqüentemente, Orígenes concluiu que a passagem era espúria, e não existia nos originais. (Fonte: Berlin, Origenes Werke, Vol. 20, pp. 385-388. Citado por vários escritores).

Por tão infecto ambiente, temos que recusar TODOS os manuscritos da família alexandrina. Se fizermos isto, logo de partida 99,95% dos problemas do texto grego desaparecem.

“CREDO DA SEITA ALEXANDRINA”




SÁTIRA de Peter Ruckman
[Nota1, Nota2]

1. Não há nenhuma autoridade absoluta e final, a não ser Deus.

2. Uma vez que Deus é um Espírito, não há nenhuma autoridade absoluta e final que possa ser vista, lida, ouvida, sentida, ou manejada.

3. Uma vez que todos os livros são matéria palpável, não há nenhum livro sobre esta terra que seja a autoridade absoluta e final sobre o que é certo e o que é errado; o que constitui verdade e o que constitui erro.

4. Há muito tempo atrás, EXISTIU uma série de escritos tais que, SE todos eles, imediatamente depois que foram escritos a primeira vez, tivessem sido dispostos formando um LIVRO, PODERIAM ter se constituído numa autoridade final e infalível para se julgar verdade e erro.

5. No entanto, esta série de escritos foi perdida e o Deus que os inspirou não foi capaz [que lástima!] de preservar [perfeitamente] seus conteúdos através dos cristãos realmente crentes na Bíblia, habitantes de Antioquia (Síria), entre os quais encontramos os primeiros mestres da Bíblia (Atos 13:1), onde o primeiro missionário foi chamado e comissionado (Atos 16:1-6), e onde a palavra “cristão” se originou (Atos 11:26).

6. Assim, Deus escolheu QUASE preservar Sua Palavra através dos gnósticos e filósofos de Alexandria (Egito), embora Deus tenha chamado Seu Filho para FORA do Egito (Mat 2), Jacó para FORA do Egito (Gen 49), Israel para FORA do Egito (Exo 15), e os ossos de José para FORA do Egito (Exo 13).

7. Portanto, há dois rios por onde fluíram e nos chegaram as Bíblias: o rio mais exato — embora, naturalmente, não exista nenhuma autoridade absoluta e final para determinar verdade e erro, isto é meramente uma questão de “preferência” — é constituído pelas derivações das traduções Egípcias feitas em Alexandria (no Egito), que são “quase” os “originais”, embora não absolutamente.

8. As traduções mais incorretas são aquelas que ocasionaram a [maravilhosa] Reforma Germânica (através de Lutero, Zwingli, Boehler, Zinzendorf, Spener, etc.) e o [maravilhoso] movimento missionário mundial através dos povos de língua inglesa: a Bíblia que Sunday, Torrey, Moody, Finney, Whitefield, Wesley e Chapman usaram.

9. Mas nós podemos “tolerar” essas Bíblias se aquelas pessoas que nelas crêem também tolerarem as NOSSAS. Afinal das contas, uma vez que não há NENHUMA AUTORIDADE FINAL E ABSOLUTA que alguma pessoa possa ler, ensinar, pregar, ou manejar, tudo é somente uma questão de “PREFERÊNCIA”. Você pode preferir o que prefere, e nós podemos preferir o que preferimos. Deixe-nos viver em paz; e, se nós não podemos concordar seja em alguma coisa, seja em coisa alguma, vamos todos concordar em uma coisa: NÃO EXISTE, EM CANTO ALGUM DO MUNDO, NENHUM ESCRITO QUE SEJA [cada palavra e letra, de capa a capa, 100%] A AUTORIDADE ABSOLUTA E FINAL, DE DEUS!

**************************************************

Nota1 do Tradutor: Peter Ruckman se refere àqueles que seguem as idéias do falsamente chamado “eruditismo” de Westcott e Hort, desprezando as abençoadas traduções adotadas por todos os crentes de todas as nações e línguas, desde a Reforma até o início do presente século, todas elas baseadas no texto tradicional, para adotarem os textos Vaticanus e Sinaiticus, corrompidos via Alexandria.

– Em Português, devemos adotar as versões baseadas na tradução de João Ferreira de Almeida (1681 e 1753): Elas são as Almeida “Corrigida e Revisada, Fiel” (da Sociedade Bíblica Trinitariana) e Almeida “Revista e Corrigida”, da IBB. Ambas se baseiam no Texto Tradicional, que é a pura Palavra de Deus, perfeita e infalivelmente preservada, til por til, iota por iota, mesmo que as melhores traduções possam ser eventualmente melhoradas quanto à gramática, estilo, ou quanto à precisão da tradução (sempre baseada exclusivamente no T.R.).

– Não devemos adotar as versões que começaram a ser publicadas pelos “protestantes” de língua portuguesa somente depois de 1958. Na ordem de crescente infidelidade, elas são: (a) Só mau texto grego: “Contemporânea”, “Revista e Atualizada”, “Revisada de acordo com os melhores textos em Grego e Hebraico”. (b) Mau grego + livros apócrifos + veneno católico e ecumênico: Jerusalém, TEV – Tradução Ecumênica. (c) Mau grego + mau método de tradução (equivalência dinâmica): NVI – Nova Versão Internacional. (d) Mau grego + afrontosas falsificações por paráfrase (estas não são traduções, são paráfrases!!!): “Bíblia Viva”, “A Bíblia na Linguagem de Hoje”, “O Mais Importante é o Amor”, etc.

Nota2 do Tradutor: “About the ‘New’ King James Bible”, Pensacola Bible Baptist Bookstore, 1983, páginas 38-39.